terça-feira, janeiro 31, 2006

E ganhou mesmo...

Foi preciso escrever sobre a minha BRIOSA neste grande espaço futebolístico para a equipa voltar às vitórias. Pois é, a Académica venceu o Vitória de Setúbal em pleno Bonfim. Para além de ter regressado às vitórias apresento como digno de registo, o facto simbólico que a equipa coimbrã conseguiu alcançar. De notar que as 3 vitórias fora de portas conseguidas até ao momento foram todas por 1-0 e todas ante equipas de verde e branco (Sporting, Naval, Setúbal). É sem dúvida um facto curioso, mas que, ao mesmo tempo, não passa de simbólico. O que interessou foi a vitória que colocou a equipa em 13º lugar, com 23 pontos, a 2 do 9º posto. O onze que escalonei foi completamente ao lado (vejam o que foi apresentado e o que eu apresentei minutos antes do jogo começar). Nelo Vingada surpreendeu. Ao que parece o golo da vitória foi polémico. (não vi, não posso ajuízar da melhor forma)

Vejamos de seguida a reportagem do site de A Bola.

Académica vence em Setúbal com golo polémico

Após seis jogos sem vencer, a Académica voltou aos triunfos, derrotando em Setúbal o Vitória local, por 1-0. Os sadinos até dominaram na primeira parte, mas os «estudantes» reagiram bem na etapa complementar e alcançaram o golo, ainda que fruto de lance polémico.

Estavam cumpridos 70 minutos quando N’Doye (que entrou bem no onze inicial) entrou na área, sobre a esquerda, rematou cruzado, Joeano esticou a perna e colocou a bola no fundo da baliza de Marco Tábuas. Num primeiro momento ficou a ideia que seria assinalado fora-de-jogo, mas rapidamente o árbitro assistente mudou de ideias e, sob muitos protestos, validou o golo.

A Académica até estava melhor na etapa complementar, reagindo à primeira parte de muito bom nível do Vitória de Setúbal, que «encostou» o adversário ao seu último reduto, apesar de não ter conseguido grandes oportunidades de golo.

Assim, os «estudantes» regressam às vitórias após seis partidas (três empates e outras tantas derrotas), ultrapassa Gil Vicente e Paços de Ferreira, e sai da zona de despromoção. Quanto ao Vitória de Setúbal, o sexto lugar não estava em perigo, mas o Boavista está agora mais perto.

Com arbitragem de Cosme Machado, de Braga, as equipas alinharam:

V. Setúbal – Marco Tábuas; Janício, Veríssimo, Auri e Nandinho (afinal jogou); Binho e Ricardo Chaves; Carlitos, Pedro Oliveira (Franja, 75 m) e Bruno Ribeiro (Fonseca, 56 m); Varela (Hélio Roque, 71 m).

Académica – Pedro Roma; Sarmento, Danilo, José Castro e Ezequias; Nuno Piloto (Luciano, 57 m), Roberto Brum, Zada (Hugo Alcântara, 82 m) e N’Doye; Gelson e Joeano (Serjão, 71 m).

Disciplina: cartão amarelo a Danilo (7 m), N’Doye (19 m), Pedro Oliveira (28 m), Sarmento (34 m), Roberto Brum (62 m), Hugo Alcântara (88 m) e Luciano (90 m).

Marcador: 0-1 por Joeano (70 m).

Infelizmente, ao que parece, pois não vi o jogo, não houve verdade desportiva. Corria o minuto 70 quando Binho fez um alívio infantil para o meio do campo, bem aproveitado por NDoye. O reforço da Académica avançou pela área do Vitória dentro e meteu o passe para a pequena área, onde apareceu Joeano a encostar. Até aqui tudo normal, não fosse depois entrar em acção o assistente Paulo Januário.

O auxiliar do árbitro Cosme Machado levantou a bandeirola e ficou quieto no sítio, marcando fora-de-jogo. Quando os jogadores do Vitória iam marcar o livre, Januário chamou Cosme Machado segundos depois e resolver mudar a decisão, marcando golo limpo. As imagens provam que o assistente corrigiu a decisão, tornando aquilo que era certo... errado.

Sou adepto da Briosa e, apesar de estar feliz com a vitória da minha equipa, não gosto de ganhar assim. Esperemos que tenha sido um erro humano e não tenha sido nenhuma atoarda compensação da equipa de arbtitragem ao que se sucedeu quando a Académica realizou o seu anterior jogo fora de portas. Não quero levantar falsas suspeitas. Espero que tenha sido, apenas e só, um erro humano, sem qualquer "mão invisível" por detrás. Parabéns ao Vitória que, pelo que li, ecostou a minha equipa às cordas na primeira parte da contenda.

Aliás, cordas que espero bem afinadas para tocarmos um "fadinho estudante" aos próximos adverários vindos da Capital do Móvel. FORÇA BRIOSA!

Um abraço,

André Trindade

segunda-feira, janeiro 30, 2006

A minha Briosa

A minha BRIOSA, minha equipa do coração, joga hoje em Setúbal. Num dia frio, propiciando pouca vontade em aparecer no Estádio do Bonfim, espero que os poucos, mas sempre grandiosos, adeptos da Mancha, apoiem a equipa do primeiro ao último minuto.

O jogo de hoje frente ao vitória é importante. Estamos na 20ª jornada e a equipa não está no seu melhor (15º com 20 pontos, vem de 2 empates e pelo meio 1 derrota, não ganha desde a 13ªjornada).

Infelizmente vi o jogo da primeira volta com o Setúbal. Quanto a mim, o pior da equipa de Coimbra até ao momento. Não jogaram o que podem jogar e, o então Treinador Norton de Matos, saiu vitorioso e começava a construir a sua combativa e eficaz equipa sadina. Hoje temos Hélio Sousa, grande capitão vitoriano, nos comandos da equipa. Mas parece que o Setúbal não perdeu muito gaz. Devido às dificuldades por que tem passado a equipa mostra-se muito forte. Recebeu algumas prendas de Natal, mas também, perdeu Moretto, Fonte, Dembelé, Diakitté. Hoje Fábio, Adalto e Nandinho não jogarão. A curiosidade é ver como os recém-chegados emprestados se desenvolvem no esquadrão sadino. Carlitos e Varela poderão encarrilar este Setúbal? Veremos...

Do outro lado, surge a minha Académica. A equipa, após 3 épocas de sofrimento até á última para garantir a manuntenção, parece este ano estar pelo mesmo caminho. E este ano são quatro as equipas despromovidas. Possivelmente serão três, visto que o Penafiel não se safará. (veremos, nunca é garantido) Por isso, esta época era a da tranquilidade, da serenidade a meio da tabela, ou quiçá, ambicionar mais qualquer coisa. Mas, não ganha vai para 7 jogos. Com um dos Treinadores Portugueses de melhor craveira e carreira internacional, parece ser difícil como explicar esta situação. Mas, o mesmo treinador dá imensas esperanças a todos os adeptos da esquadra academista. Um belo exemplo de paciência directiva para com o seu "manager". Se bem que, se não for Nelo Vingada a conseguir algo, não sei quem será. Viu-se pelo ano passado, a excelente recuperação da equipa. E começou, como se sabe, após a vinda de reforços de Inverno. Parece ser hábito nesta BRIOSA. Só acorda depois do Inverno. Depois dos emprestados Carlos Martins, Manuel José, Pedro Oliveira, Marcos António etc.(02/03), depois de Joeano, Paulo Sérgio, Flávio Dias, entre outros(03/04), depois de Marcel, Roberto Brum e Hugo Leal, Beaud, Andrade e, pouco mais (04/05) é que a equipa se sentiu à vontade para garantir a manutenção. Deveremos acreditar nos reforços de Inverno da Briosa? N'Doye e Serjão serão apostas seguras? Quase todos os reforços de Inverno têm dado um imenso jeitão à equipa. Veremos se Nelo Vingada tem mão neste leme que agora tem mais dois remadores...

Hoje, 20.30, Estádio do Bonfim, com pouca gente, por certo, esperemos que os nossos ruidosos adeptos tenham folêgo para puxar pela equipa. Vencer fora era excelente. O Belenenses venceu e distanciou-se. A Naval também e tá abaixo com 2 pontos a menos. O Gil Vicente (com mais 1 ponto), o Vitória de Guimarães, o Penafiel (ambos abaixo da Naval) e o Paços de Ferreira (que só tem mais 2 pontos) perderam todos. Era importante ganhar. Era um bom tónico. Vamos ver. Não será nada fácil, o Setúbal tem uma característica que poucas equipas mostram e que sobressalta de todos os elementos, um enorme coração..

Ausentes na Briosa, Filipe Teixeira (o "play-maker") e Nuno Luís lesionados e Dionattan castigado. Como Andrade se estreia na convocatória deverá ser chamado para a direita da defesa, ou não.

Aqui vai a minha equipa provável: Pedro Roma, Andrade (Pedro Silva) Zé Castro, Hugo Alcântara, Ezequias, Roberto Brum, Paulo Adriano, Nuno Piloto, Luciano, N'Doye e Joeano. Agora é com eles...

FORÇA BRIOSA!

Um abraço,

André Trindade

Benachour em directo da CAN: «Enchi bem o pé, acho que foi um bom golo»

Estou contente. Fizemos um bom jogo contra a África do Sul e saímo-nos muito bem. Foi um belo jogo, ganhámos, marcámos dois golos e o mais importante é que nos qualificámos para os quartos-de-final.

Estou contente também porque marquei um bom golo. Acho que foi um golo muito bonito, enchi bem o pé e tive a felicidade do remate ter saído bem direccionado. Foi um momento que me deixou muito feliz. Mas o mais importante é que nos ajudou a qualificar para a fase seguinte, que era o maior objectivo.

No final do jogo estávamos todos felizes e houve festa no balneário, como todos devem imaginar, porque sentimos que tínhamos atingido rapidamente o nosso primeiro objectivo. Mas foi uma festa que acabou rapidamente.

Foi bom, mas já passou. Este era apenas o nosso primeiro objectivo. Agora voltamos a concentrar-nos na competição e vamos para o hotel descansar porque segunda-feira temos outro jogo, contra a Guiné, e cada um deve atingir o seu melhor para prepararmos bem os quartos-de-final.

Como devem ter percebido hoje, porque no primeiro jogo fiquei no banco, apareci nesta Taça das Nações Africanas com um penteado novo. Foi uma brincadeira que eu fiz. Mudei expressamente para esta competição, para ver se me dava sorte, e espero que não tenha ficado muito mal. Pelo menos para já está a dar sorte.

No final do jogo ainda me cruzei com o McCarthy. Estive a falar com ele que estava muito triste, naturalmente. A África do Sul tem uma selecção forte e tinha aspirações a chegar mais longe nesta prova. Mas a vida é assim. A sorte nem sempre nos sorri.

* Texto de Selim Benachour, jogador do V. Guimarães, que está ao serviço da selecção da Tunísia na CAN.

Depois do árbitro quem é sempre o culpado para a derrota?

Olá amigos!

A pergunta que serve de mote a esta reflexão (que espero que seja útil), é sistematicamente respondida pela nossa comunicação social e, por conseguinte, pelos adeptos dos clubes. A resposta é, obviamente, o treinador. O chamado "manager", "coach", como queiram.

Quando uma equipa perde, a primeira culpa vai sempre para o senhor do apito. Quando as críticas ao árbitro são inúteis e "caem em saco roto", culpa-se, sempre, o treinador da equipa pela derrota. Todos sabemos que os dirigentes tentam escolher sempre o melhor treinador. Baseados num princípio de racionalidade, tentam adequar à sua estratégia directiva, um "manager" capaz, eficiente e, no caso das equipas com adeptos mais exigentes, um treinador que os convença. (pode ser este "manager" experiente e com provas dadas ou um com características para se grande, mas que não tem provas, sendo um aposta. Aliás, ambos são apostas da responsabilidade dos dirigentes) Em Portugal, há e, até mudarmos esta "mentalidadezinha", irá haver o mito culpabilizador do treinador. Equipa que perca 2,3,4 jogos seguidos neste país, o mais certo, é ficar sem líder no banco.

Não vou aqui, exempleficar, nomes de treinadores que passaram de bestiais a bestas em velocidade supersónica. Não. Não vou acusar este ou aquele dirigente por falta de visão estratégica e, claro, por falta de paciência para com o treinador. Não. O que é facto, é que nalguns casos, a mudança de treinador orgina subidas na tabela, melhiria do futebol jogado, mais adeptos no estádio, factos deste género. O que é louvável!Mas, a mesma mudança pode originar, por outro lado, a continuação de uma crise de resultados, a longa imagem do "este gajo nunca mais os põe a jogar à bola", o que vai criando instabilidade nos próprios jogadores. Nos últimos 6/7 anos, só me lembro por uma vez, um campeão nacional, com mais de um treinador. (Sporting, 99/00). De resto...(digo 6/7 anos porque é garantido o que digo)

Será a mudança de treinador ou a culpabilização do mesmo pelos resultados, o melhor caminho a seguir? O tal jogador que fica no banco, o tal que entra de inicio, é tudo da responsabilidade do treinador, perguntariam?
Claro que é, mas o que também se verifica é uma enorme pressão da comunicação social sobre este ou aquele técnico. Quando mais é um treinador inexperiente... Mas, mesmo experiente, caso Trapp e Camacho, a comunicação social nunca os deixavam, estavam sempre a meter água na fervura.. Para quê? Neste caso, dois treinadores do Benfica, é caso para perguntar: se o Benfica é e sempre será o clube que mais vende, tendo ou não tendo polémicas, porque não espalhar a polémica e aquecer os ânimos a outros clubes para ver se atingem vendas da mesma ordem? (é claro que não é o caminho a seguir, mas fica a questão para se pensar nela)

Camacho, numa entrevista aquando da sua passagem pelo Campeão Nacional, referia que, na maioria das vezes, a comunicação social julagava pessimamente o treinador por ter deixado este ou aquele de fora. É claro que, num país de pouca cultura, em que o adepto comum é "bronco" e não liga a inúmeros factores, a comunicação influencia as pessoas como se atirasse sobre elas balas mágicas. E, consequentemente, anda tudo a dizer que o Camacho, que o Trapp, que o Koeman são umas "merdas" porque deixam aquele de fora. Aquele de fora, que nem a comunicação social pode garantir se está com mazelas, queixas, ou limitações fisicas e mentais para jogar de inicio. Há que verificar que o treinador, por vezes, opta e as coisas não correm bem. Agora ver adeptos que não sabem o minimo sobre a condição fisica e mental do jogador que fica no banco (mm k ele seja melhor que o que joga de inciio), dizerem que ele é que devia jogar, é algo, repugnante. Não há nada que nos garanta 100% porque é que o treinador deixou este ou aquele de fora. Só se ligarmos para ele...

Claro que o futebol é um jogo de paixões. A quente tudo se diz, tudo se acusa e tudo se quer atingir. Mas, mais a frio, com mais calma, há que compreender que somos todos humanos, e nessa condição, somos limitados. Se jogador A falhou um corte que deu golo, paciência. Correu mal, acontece. Agora, caso esse jogador A, continue a falhar muitos cortes, jogo atrás de jogo, a dar golos, tenho que concordar com o adepto comum que logo após a falha do primeiro corte exalta-se e diz que o jogador é uma valente merda. Há que dar tempo a certos jogadores para se ambientarem, tudo bem. Há que dar tempo ao próprio treinador, tudo bem.

Espero, não ter sido muito confuso, mas este foi o comentário com muito coração e se calhar pouca organização.

Um abraço,

André Trindade

domingo, janeiro 29, 2006

Benfica-Sporting, jogo de paixões.. (comentário de um leitor)

Um jgo para esquecer? Ou para mais tarde recordar?

Este sabado, dia 28 de janeiro, assistiu-se a um autêntico desastre no Estádio da luz!
E como vinha sendo habitual, quem está pior ganha, e verificou-se neste ultimo “derby”.
Apesar d n ter visto o jogo, com muia pena minha, so tive oportunidade d ouivr pela radio. Nao terá sido melhor? Provavelmente! É preferivel so ouvir coisas do que as ver!

Culpados desta derrotA? 3factores: Koeman, jogadores do Benfica, e jogadores do scp! N tirando justiça ao resultado, que acredito que foi justo pelo que ouvi, e vi nos 2 resumos que vi do jogo.
Mas falando do jogo em si... a tonica manteve-se “Koeman inventa, Benfica nao ganha”
Alcides na direita, Nelson à esquerdA?Leo no banco? Para que inventaR??? Tem a melhor equipa do benfica nos ultimos anos!
Na 1ªvolta quis por 3 centrais com nelson a esquerda..deu-se mal! Este jogo a mm coisa..Alcides foi o enterras!cm é possivel falhar aquele salto???muitas culpas!
Beto?outra anedota! Para que titular com manuel fernandes no banco! O Manecas é sem comparaçao melhor que o Beto!
Equipa sem força, dominada do principio ao fim...
Parabens ao scp que ganhou 1 jogo naquele meio campo, onde carlos martins e moutinho foram uns guerreiros!Liedson, la resolveu, pra mal dos meus pecados!
De assinalar: 2ª parte penalti de tonel sobre nuno gomes, sem duvida alguma!que se fosse convertido dava o 2-0, e com certeza tinhamos o jogo ganho! Mas esteve mal neste lance o arbitro!Arbitragem essa, que esteve muito, mas mm mt bem!parabens ao arbitro Pedro Henriques, e seus duplos!é deste tipo d arbitro que o futebol portugues precisa!!!
Esperemos que a equipa n se ressinta desta pessimo resultado!pois o campeonato é possivel!!!!
E uma ultima coisa Koeman, cm esta equipa o Trap seria campeonissimo, portanto faz com que ganhemos este titulo!!!
Pode faltar mt coisa nesta analise ao derby, mas cm tive pouco contacto com o jogo.. n deu para mt mais, as minhas deesculpas
Um frase do locutor da antena aquando da saida d Carlos Martins para a entrada de Nani: “o scp está a sentir mt a saida de C.Martins”, ao que o outro comentador retorquiu: ”nao, está é a sentir a entrada do Manuel Fernandes”, que, na minha opiniao, e na d mts, é craque!
VIVA O BENFICA!

Bruno Cardoso, estudante na Univsersidade Lusófona, assíduo leitor e grande amigo dos criadores deste blog

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Champions: Benfica vs Liverpool

Este sim o jogo que vai por 6milhoes de pessoas,só em portugal, colados a um meio de comunicação, rádio,tv, internet...não ha desculpa para perder pitada do renascimento do benfica na champions. Com uma noite de sonho na luz, frente aos red devils, o benfica fez despertar o que a muito não se via, as noites de terça e quarta-feira passaram a ser diferentes, as pessoas já não vão cabisbaixas para casa depois de um dia de trabalho estafante, mas sim a caminho do ninho da águia. Para "apadrinhar" este benfica nada melhor que o campeão em título, o poderoso Liverpool, os pupilos de Rafa Benitez são uma equipa fortissima que vão dar tudo por tudo para revalidar o título, ja que o campeonato já era...
A catedral ira vestir-se de gala, para receber dois colossos do futebol europeu, uma noite que se espera memorável, para as bandas da luz.

O benfica joga preferencialmente num 4-3-3, koeman de inicio queria implementar este sitema com dois vértices atacantes, mas depois chegou a conclusão que para se ganhar mais vezes tem que se garantir a consistencia defensiva. De resto tem jogadores de sobra para resolver uma partida. Em termos de onze, surgem algumas duvidas, mas não deverá fugir muito disto: na baliza o brasileiro Moretto, a lateral direito o cabo-verdiano Nélson, com uma tecnica incrível e cruzamnatos mortiferos, na esquerda provavelmente o baixinho Léo, raçudo, boa colocação, tecnica, e é internacional pelo brasil, no centro o patrão Luizão, convocável para o mundial 2006, é um jogador já de tarimba europeia, que tem um forte jogo aério, e um poder de antecipação notável, falta-lhe uma pouco jogo de cintura, devido a sua altura, ao seu lado provavelmente Anderson, limpo no corte, raramente faz falta, sai a jogar de cabeça levantada, um valor seguro. No meio campo o "pitbull" Petit, com uma entrega ao jogo fora do comum, ao seu lado, Beto, tosco, mas incansavel na procura da bola, nas alas Robert, internacional gulês, tem um pé esquerdo que faz maravilhas, cruzamnetos milimétricos, remate forte, especialista em bolas paradas, e Simão, o capitão, todo o jogo passa pelos seus pés, capaz de resolver um jogo com um toque de genialidade. No ataque, com lugar cativo, N.Gomes, o goleador desta época, experiente, segura a bola com mestria, tem um passe eficaz, uma mobilidade extraosdinária, onde cria espaços no ataque, e ao seu lado poderá estar Miccoli, o novo "rato atómico", faz jogar a equipa, não tem sido muito feliz ultimamente, mas é crack, ou então Geovanni, o "soneca", consuegue esconder-se o jogo todo, mas reaparece sempre em grande, talhado para os grandes momentos, parece ter voltado a forma que evideciou no brasil.

A equipa do liverpool liderada pelo "treinador da moda", Rafa Benitez, apresenta-se como uma equipa consistente na defesa, onde se destaca os dois empates a zero com o chelsea, mas ofensivamente é, por vezes, ingénua, não pela falta de qualidade dos intervenientes, mas por pouca objectividade no remate a baliza. Joga num Britânico 4-4-2, onde o treinador tem um papel de latinizar a sua formação. Tem colocado últimamnete o seu capitão como ala direito, para dar uma maior consistencia defensiva, mas perde na criatividade. Na baliza está Reina, formado nas escolas do barcelona, teve um inicio de época atribulado, mas tem mostrado qualidades. Na defesa pontificam os centrais Hypia, e o internacional inglês Carrangher, ambos fortes no jogo aério, a lateral direito Finan, não muito rápido, nem espalhafatoso, cruza com precisão , do lado esquerdo o internacional norueguês Rise. No meio campo, destaca-se Xabia Alonso, pontapé fortissimo, precisão no passe, e Sissoko, um poço de energia que se entrega ao jogo de uma forma inigualavel, ambos na zona central; nas alas o capitão Gerard, tecnica apuradissíma, certaza no passe, remate forte, segura a bola com classe, é uma peça fundamnetal no liverpool, do lado oposto tem estado o internacional australiano Kewell, tem um pé esqurdo devastador, cruzando com perigo, não muito veloz, mas experiente. No ataque a torre Crouch, um jeito desengonçado de tratar a bola, mas não deixa de ser eficaz na marcação de golos, não é muito estético a conduzir a bola, mas o liverpool não prescinde dele, e ao seu lado Morientes, um avançado de classe mundial que tem como cartão de visita os golos que marca, não convém darem-lhe espaço, se não...arrependem-se.

Terminei assim as minhas crónicas sobre os oitavos de final da champions, agora so entram em acção em fevereiro...

Igor Santos

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Apresentado o Delta do meio-campo!

O Senegal é um país estrategicamente colocado na geografia do último continente desconhecido. Esventrado por quatro rios, um dos quais, dá nome à nação pela sua imponência e importância vital na sobrevivência da terra africana, o país dos pastores do delta, dá-se altruisticamente para que grande parte do majestoso continente possa sobreviver. O seu hino e cânticos locais apelam quase todos, a esta importância estratégica do Senegal face a Africa.

N’Doye será certamente para a Briosa, aquilo que o Senegal é para o Gigante Negro. Nas suas próprias palavras, quando alguém, hoje, lhe perguntava como se definia como jogador, o 78 da Briosa afirmou «Sou um jogador que quando a equipa me pede para subir e marcar golos, faço-o. Quando a equipa me pede para defender, defendo».

Quando o convite da Briosa surgiu o médio africano não pensou duas vezes «era um clube que me agradava e imediatamente concordei, já conhecia a Académica, e o clube agradava-me». O Presidente José Eduardo Simões, obviamente satisfeito, enalteceu as características humanas do jogador. «É um jovem, mas um Homem». Quanto ao jogador ter tido problemas noutros clubes por onde passou o comandante dos destinos briosos lembrou um «dito» africano. «Em Africa o aperto de mão vale mais do que qualquer coisa assinada. Mesmo que o jogador tivesse recebido outra qualquer proposta, quatro ou cinco vezes superior, viria para a Académica», honrando assim a sua palavra.

A estratégia do contentamento, será a de sempre «a de a Académica cumprir com o que acordou, e o jogador também. Assim não existirão problemas».Sobre a estratégia de financiamento para a compra do polivalente senegalês, o Presidente afirmou «que a venda de Marcel «ajudou», embora «não tenha sido decisiva».Quanto aos valores da transferência, José Eduardo Simões mostrou-se agastado com aquilo que foi escrito e dito nos media. «Enquanto não fizerem mea culpa» o líder dos destinos dos capas negras, nada revelará sobre a operação financeira.

Está assim apresentado, mais um reforço de Inverno (a seguir ao brasileiro ex-Portimonense Serjão) criteriosamente escolhido. Mais um jogador que impressiona pela estampa física. E que apesar de vestir o número 78, calça o 45…


Simplesmentebriosa.net

André Trindade

Crónicas de Selim Benachour (CAN)

Benachour em directo da CAN: «Angola é desconhecida em África»

Tenho passado os dias a preparar-me para o jogo de domingo frente à Zâmbia. Treinámos sempre à tarde, sentimo-nos bem e sabemos que o primeiro jogo é muito, muito importante. Começar com uma vitória num torneio destes é fundamental para lançar a Tunísia. Ainda para mais, somos os detentores do troféu e a nossa responsabilidade é maior do que das outras selecções.

Na minha opinião, os grandes candidatos à conquista da Taça de África das Nações são a Costa do Marfim, a Tunísia, claro, Marrocos, o Senegal e os Camarões. São selecções que têm jogadores muito experientes, a jogar nos grandes campeonatos europeus como o campeonato inglês e francês. Sei que Angola é um país de grande ligação a Portugal, mas não os coloco como um dos principais favoritos à conquista do troféu, apesar de terem conseguido o apuramento para o Campeonato do Mundo.

Muito sinceramente, conheço pouco sobre Angola. É uma selecção desconhecida no continente africano, por incrível que possa parecer, porque nunca ganhou nenhuma Taça de África das Nações, nunca fez uma carreira impressionante na prova. O seu maior feito é, sem dúvida, esta qualificação para o Campeonato do Mundo, uma grande surpresa.

Despeço-me fazendo referência à vitória do Egipto sobre a Líbia, por 3-0, na abertura do torneio. Um bom jogo a abrir Taça de África das Nações!

*Texto de Selim Benachour, jogador do V. Guimarães, que está ao serviço da selecção da Tunísia na CAN

Benachour em directo da CAN para o Maisfutebol: «Não fiquei triste por ter ficado no banco.»

Estreámo-nos na Taça de África das Nações e conseguimos aquilo que tínhamos traçado, ou seja, entrámos na prova com uma vitória frente à Zâmbia, por 4-1, e isso é muito importante quando estamos numa fase de grupos. Mas queremos mais, portanto, queremos vencer a África do Sul e a Guiné para terminarmos na primeira posição.

Não joguei por opção do treinador, mas não me sinto triste por ter ficado no banco. Temos um grupo com muita qualidade, este torneio é longo e todos terão a sua oportunidade. Ainda estamos na fase de grupos e todos vão jogar. O mais importante de tudo foi a vitória e isso foi alcançado pela nossa equipa. Tendo em conta a rotatividade que o seleccionador vai fazer, espero jogar no próximo jogo que será frente à África do Sul.

Curiosamente, a Guiné conseguiu uma das grandes surpresas e venceu a África do Sul, por 0-2, e provou que tem uma boa equipa. Somos os dois primeiros e vamos ver como será, porque queremos ficar na liderança do grupo. Vi os últimos minutos do jogo entre a Guiné e a África do Sul e fiquei com a ideia de que o McCarthy esteve bem, ganhou muitas bolas, mas não foi feliz.

Despeço-me sem me esquecer que o V. Guimarães empatou com o Rio Ave, mas a equipa jogou bem. Os meus colegas tudo farão para ganhar. E o próximo jogo é em Braga...

* Texto de Selim Benachour, jogador do V. Guimarães, que está ao serviço da selecção da Tunísia na CAN, escreve regularmente para o Maisfutebol sobre a competição.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Champions: Rangers vs Villareal

O jogo defenitivamente menos cotado da eliminatória, com duas equipas que são autenticos "outsiders" à conquista do troféu. De um lado o Rangers, uma autentica surpresa, com um futebol britanico autentico, passou por mérito proprio, e deu o litro na primeira fase.
Quanto ao Villareal, um estreante nestas andanças, com um plantel de grande qualidade, tem um futebol apelativo, digno da américa do sul, fantasia acima de tudo.

O Rangers, comandado pelo condenado Alex Mcleish, tem um futebol simples, mas até agora eficaz, muito forte nas bolas paradas, como é apanágio nas equipas britanicas. Joga num classico 4-4-2, com um meio campo forte na marcação, mas extremos velozes. Na baliza o experiente Waterreuse, a defesa direito Ricksen, a leteral esquerdo Bernard, e no centro, Rodrigues, e o impetuouso, Kyrgiacos. No meio campo Namochi, internacional tunisino, o experiente Fergunson, Murray e o imprevisivel Lovenkrands. No ataque o pujante Jeffers, e o goleador Prso.

Do lado espanhol, o villa começou mal o campeonato mas tem vindo a regularizar as suas exibições, conta com um nucleo rico em criativida e vesatilidade. Dispõem-se em campo num falso 4-4-2, ja que não têm um ala direito de raiz,esse lado, pode ser ocupado por um centro campista ou um avançado mais móvel. Os comandados porManuel Pellegrini, dispõe na baliza S. Viera, depois como laterais,direito, Javi Venta, e na esquerda Arruabarrena, no centro o internacional argentino Gonzalo e Quique Alvarez. No meio campo reside o ponto forte desta equipa, que tem na direita Senna, um jogador brasileiro com o pontapé fortissimo, Sorin na esquerda, um perigo constante,Josico a fazer de "trinco" e como playmaker o astro Riquelme. No ataque contam com o categorizado Forlan, e o versátil José Mari.

Um jogo pouco cotado, mas que pode calar muitas boucas quando uma destas equipas fizer uma "gracinha".

Igor Santos

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Mourinho: Jogadores mais utilizados (fim de crónicas, para já)

Fazendo todas as contas aos cinco anos de treinador que José Mourinho, chega-se à simples conclusão que Vítor Baía surgiu sempre como prioridade. O guarda-redes do F.C. Porto só não fez mais minutos porque na primeira época, na transição entre Octávio e Mourinho, ainda sentiu alguns problemas de lesão, e já com o actual técnico do Chelsea foi muitas vezes poupado na Taça de Portugal. Ainda assim, ficou muito perto dos 9000 minutos de utilização.

No segundo lugar vem Deco, que também passou duas temporadas e meia com o treinador e logo a seguir o incansável Paulo Ferreira, talvez o jogador mais intensivamente utilizado. Maniche ainda somou alguns minutos do Benfica, enquanto Nuno Valente e Derlei acumulam utilização do U. Leiria. Ficam mais abaixo no «ranking» devido às lesões que os afectaram em diferentes pontos da carreira.

Lista dos 10 mais utilizados em clubes portugueses por Mourinho:
1º Vítor Baía, 8989 minutos
2º Deco, 8915
3º Paulo Ferreira, 8749
4º Maniche, 8481
5º Nuno Valente, 8005
6º Derlei, 7482
7º Ricardo Carvalho, 7472
8º Costinha, 7308
9º Jorge Costa, 6337
10º Pedro Emanuel, 5542

Mais utlizados por Mourinho em Inglaterra

Petr Cech, John Terry, Frank Lampard, Makelele, Paulo Ferreira e Gallas foram os jogadores mais utilizados até ao momento por José Mourinho no Chelsea. Seis jogadores que constituem a base da equipa que o treinador conduziu há um ano à conquista do título inglês, aos quais se juntam ainda Damien Duff, Ricardo Carvalho, Drogba e Gudjohnson. A este grupo falta ainda acrescentar o holandês Arjen Robben que só não entra no top-ten devido às muitas lesões que sofreu na época passada.

Entre os jogadores mais utilizados saiu apenas Tiago, rumo ao Lyon, mas também deixaram de fazer parte dos planos de Mourinho jogadores como Smertin, Kezman, Jarosik ou os jovens portugueses Filipe Oliveira e Nuno Morais, emprestados ao Marítimo.

Com o onze-base intacto, Mourinho reforçou apenas a equipa com quatro contratações, escolhidas a dedo - Mickael Essien (ex-Lyon), Del Horno (ex-At. Bilbao), Shaun Wright-Phillips (ex-Manchester City) e Lassana Diarra (ex-Le Havre) - e o regresso do argentino Hernan Crespo.

Os mais utilizados por Mourinho no Chelsea:
1º Frank Lampard: 5.521 minutos
2º Claude Makelele: 5.203
3º John Terry: 5.130
4º Petr Cech: 4.950 minutos
5º William Gallas: 4.590
6º Paulo Ferreira: 4.320
7º Damien Duff: 4.297
8º Eidur Gudjohnson: 3.954
9º Ricardo Carvalho: 3.645
10º Didier Drogba: 3.207
11º Joe Cole: 2.927
12º Tiago: 2.408

Se no Porto, tá tudo confirmado, no Chelsea os minutos já são mais. Mas, não creio que a lista sofra grandes alterações.

E pronto, acaba aqui esta panóplia de crónicas, peripécias, factos e números acerca do melhor treinador do mundo. Tenho orgulho em ter nascido no mesmo País que ele. Tal como quando Figo foi eleito o melhor do mundo em 2001, penso que este ser humano impecável na sua arte, deve ser eleito pelos portugueses como grande motivo de orgulho patriótico. E mais, pelo terceiro ano consecutivo foi vencedor do prémio de "treinador do ano" atribuído pela UEFA.

Um abraço a Mourinho, talvez um dia ele leia isto tudo...

Força amigos! Voltarei, sempre que desejar, a este assunto, pois considero-o mítico!

André Trindade

Mourinho: criou recordes no Chelsea que só ele pode bater

Várias vitórias em outros tantos jogos, com mais um troféu pelo meio, já esta época, deixam claro que a ambição de José Mourinho não tem limites no Chelsea. Depois de ter conquistado o primeiro título para a equipa londrina nos últimos cinquenta anos, na época passada, o treinador quer continuar a fazer história na Liga Premier onde, há um ano, fixou três novos recordes que, à partida, só ele poderá bater: maior número de vitórias (29), maior número de pontos (95) e menor número de golos sofridos (15).

Num total de 67 jogos no Chelsea, em todas as competições, Mourinho venceu cinquenta, empatou onze e perdeu apenas 6. Só na Liga Premier, nos 44 jogos já disputados, venceu 35 e perdeu apenas um, conquistando 113 pontos num máximo de 132 possíveis, perfazendo a impressionante percentagem de 85,61% dos pontos possíveis. Além do campeonato, onde deixou a concorrência a doze pontos de distância, conquistou ainda a Taça da Liga. Não foi muito longe na prestigiante Taça de Inglaterra, mas chegou às meias-finais da Liga dos Campeões.

Este ano Mourinho promete mais. Depois de abrir a época com a vitória na Community Shield, a Supertaça de Inglaterrra, sobre o Arsenal (2-1), venceu os primeiros seis jogos do campeonato, com doze golos marcados e nem um sofrido (!), deixando os rivais Manchester United (7 pontos) e Arsenal (9) bem longe na classificação.

A estas sete vitórias juntou mais uma na primeira jornada da Liga dos Campeões sobre o Anderlecht (1-0). É caso para perguntar, quem pára o Mourinho? (texto data de Outubro de 2005)

Mourinho no Chelsea

Total de jogos: 67 (50 vitórias, 11 empates e 6 derrotas; 124 golos marcados-31 sofridos).
Liga Premier: 44 jogos (35 V, 8 E e 1 D; 84-15)
Liga dos Campeões: 13 jogos (7 V, 2 E e 4 D; 22-13)
Taça de Inglaterra: 3 jogos (2 V e 1 D; 5-2)
Taça da Liga: 6 jogos (5 V e 1 E; 8-3) Supertaça: 1 jogo (1 V; 2-1)
Títulos no Chelsea: campeão de Inglaterra; Taça da Liga; Supertaça.

2004/05: 59 jogos (42 V, 11 E e 6 D; 109-30)
Liga Premier: 38 jogos (29 V, 8 E, 1 D; 72-15)
Liga dos Campeões: 12 jogos (6 V, 2 E e 4 D; 21-13)
Taça de Inglaterra: 3 jogos (2V e 1D; 5-2)
Taça da Liga: 6 jogos (5V e 1D; 8-3)

2005/06: 8 jogos (8 V; 15-1)
Liga Premier: 6 jogos (6V; 12-0)
Liga dos Campeões: 1 jogo (1V; 1-0)
Supertaça: 1 jogo (1 V; 2-1)

E, o que resta da época 2005/06, sabemos que é de sucesso. Primeiro na Premier League, passou eliminatória da Taça da Liga, passou aos oitavaos-de-final da Liga dos Campeões. Mantém um "goal average" fantástico. Está separado por muitos pontos dos seus rivais directos. As empresas de apostas negaram a aposta no primeiro classificado, pois, já se sabe, à partida, quem será. Agora, aposta-se para o 2º lugar entre outros.

Alguém pára o "special-one"?

Um abraço,

André Trindade

Mourinho: Números e Factos.

Derlei é o jogador que mais golos marcou ao serviço de José Mourinho. Somando a meia época na U. Leiria e os dois anos de sucesso no F.C. Porto, o «Ninja» acumulou um total de 52 golos em todas as competições. Seguem-se ainda McCarthy (37) e Postiga (24) e, só depois, é que começam a aparecer os goleadores do Chelsea, com Frank Lampard à cabeça, a somar os mesmos golos do que os que contaram com a assinatura de Deco no F.C. Porto (23). Recordo que isto foi escrito no dia em que Mourinho comemorou cinco anos de técnico profissional (data de Outubro de 2005). Logo, os jogadores do Chelsea, já marcaram golos, não ultrapassando, por enquanto, o "ninja". Mas, só para se ter uma pequena noção...

Os melhores marcadores de Mourinho:
1º Derlei (U. Leiria/F.C. Porto), 52 golos
2º McCarthy (F.C. Porto), 37
3º Postiga (F.C. Porto), 24
4º Deco (F.C. Porto) e Lampard (Chelsea), 23
6º Drogba (Chelsea), 21
7º Maniche (F.C. Porto), 19
8º Gudjohnson (Chelsea), 17
9º Costinha (F.C. Porto), 13
10º Duff (Chelsea) e Robben (Chelsea), 10

O coachinside fornece-lhe todos os números da passagem do treinador para Portugal, com destaque para os títulos. Confira quantas vezes perdeu, empatou e venceu, com golos marcados e sorfridos.

Benfica
Campeonato: 9 jogos; 5 vitórias; 2 empates; 2 derrotas; 14 golos marcados-7 sofridos
Taça UEFA: 1j; 1e; 2-2
Taça Portugal: 1j; 1v; 1-0
Total: 11j; 6v; 3e; 2d; 17-9

U. Leiria
Campeonato: 19j; 9v; 7e; 3d; 34-17
Taça Portugal: 1j; 1d; 0-3
Total: 20j; 9v; 7e; 4d; 34-20

F.C. Porto
Campeonato: 83j; 63v; 14e; 6d; 171-61
Liga Campeões: 17j; 8v; 5e; 4d; 32-18
Taça UEFA: 13j; 8v; 2e; 3d; 29-10
Taça Portugal: 12j; 11v; 0e; 1d; 30-6
Supertaça Nacional: 1j; 1v; 1-0
Supertaça Europeia: 1j; 1d; 0-1
Total: 127j; 91v; 21e; 15d; 263-96

Total em Portugal: 158 jogos; 106 vitórias; 31 empates; 21 derrotas; 314-125

Títulos Campeão nacional: duas vezes (2002/03 e 03/04)
Taça de Portugal: uma vez (2002/03) Supertaça Nacional: uma vez (2003/04)
Taça UEFA: uma vez (2002/03)
Liga dos Campeões: uma vez (2003/04)

Soberbo, fantástico, fabuloso, excelente, prodigioso! Isto foi só em Portugal! Nós, meros treinadores de bancada, ganhamos estes títulos, com alguma dificuldade, em jogos de computador do género (CM ou FM). Mourinho fê-lo e continuará a fazer na vida real! Não tenham dúvidas. E não registei neste post a carreira com o Chelsea...

Um abraço,

André Trindade

Mourinho: onde param os primeiros convocados?

José Mourinho estreou-se como treinador principal no Bessa, apenas dois dias depois de ter sido apresentado no Benfica. Com apenas duas sessões de treino, desmontou o esquema táctico de Heynckes, recuperou a defesa com quatro elementos, colocou Poborsky no centro, ao lado de Maniche, e ofereceu a titularidade a Sabry no lado esquerdo. Fomos à procura do grupo que fez parte da primeira convocatória de Mourinho.

Enke
Foi titular nos onze jogos de Mourinho no Benfica e ainda fez mais uma época com Toni, antes de manifestar o desejo de sair da Luz, aliciado pelo Barcelona. Nunca foi feliz na Catalunha, onde, em uma época e meia, só fez um jogo. Em Janeiro de 2004 mudou-se para a Turquia para vestir a camisola do Fenerbahçe, mas também foi pouco utilizado. Só voltou a calçar as luvas com assiduidade depois de regressar à Alemanha, em 2004/05, com a camisola do Hannover.

Dudic
Foi uma das surpresas no primeiro onze de Mourinho, uma vez que não tinha lugar na defesa de três elementos de Heynckes, mas só voltou a participar em mais quatro dos onze jogos de Mourinho. Nunca se adaptou e acabou por regressar ao Estrela Vermelha, a título de empréstimo, no final da época. Foi esquecido ao longo de mais de três anos e o Benfica só se lembrou dele no início da presente época quando o lateral se apresentou na SAD ainda com mais um ano de contrato. Depois de uma rápida desvinculação, Dudic assinou pelo Mons da I Divisão da Bélgica.

Ronaldo
Participou apenas nos primeiros cinco jogos de Mourinho, perdendo depois o lugar para a dupla Marchena-Meira. A falta de oportunidades e a boas condições financeiras de uma proposta chegada da Turquia levaram-no a sair no final da época para o Besiktas onde jogou até ao final da época passada.

Paulo Madeira
Também só fez quatro jogos com Mourinho. Ficou mais um ano na Luz, mas o seu vínculo com o empresário Paulo Barbosa afastou-o da equipa e juntou-se ao grupo dos proscritos. No final do contrato, depois de uma passagem pela equipa B, surpreendeu o mercado de transferências, invertendo o fluxo habitual para assinar pelo Fluminense. Nunca chegou a jogar no Brasil e só voltou a aparecer com regularidade em 2003/04 no E. Amadora.

Rojas
O lateral argentino também contou com muitas dificuldades para se adaptar ao futebol português. Com Mourinho começou na esquerda, mas fez mais jogos na direita até perder a titularidade. Saiu no final da época sem deixar saudades para a Universidad do Chile. Prosseguiu a sua carreira na América do Sul e chegou a vestir a camisola do River Plate.

Fernando Meira
Foi dos poucos totalistas no Benfica de Mourinho. Ficou mais um ano com a promessa de que sairia no final da época. O Estugarda veio buscá-lo a Lisboa e rapidamente impôs-se na Bundesliga onde, ao longo das últimas quatro épocas, solidificou a sua carreira com estatuto de internacional.

Poborsky
Não ficou muito mais tempo na Luz do que Mourinho. Mal abriu o mercado, em Janeiro de 2001, partiu para a Série A do Campeonato italiano para assinar pela Lazio de Fernando Couto. Fez ainda mais uma época de bom nível em Itália antes de regressar à sua terra natal para representar o Sparta Praga, camisola que vestiu até há poucos dias.

Maniche
A carreira de Maniche está intimamente ligada à do actual treinador do Chelsea. Foi titular logo no primeiro jogo, no Bessa, e a partir daí participou em praticamente todos os jogos até à tumultuosa saída do treinador. Foi perdendo protagonismo com Toni e, na época seguinte, foi mesmo condenado ao ostracismo. Perdeu uma época na equipa B e só voltou a ser feliz com Mourinho, no F.C. Porto onde, ao longo de dois anos, ganhou tudo o que havia para ganhar, incluindo um lugar no onze de Scolari. Com Mourinho no Chelsea, Maniche perdeu fulgor e, após um ano em que venceu a Supertaça Nacional e a Taça Intercontinental no Dragão, deixou-se seduzir pelos rublos do D. Moscovo. A experiência na Rússia não correu pelo melhor e, como não podia deixar de ser, Mourinho trouxe-o para o seu Chelsea. Maniche está em período de adaptação à nova realidade. Será mais uma feliz com Mourinho?

Carlitos
Foi um dos jogadores mais utilizados por Mourinho no Benfica. Depois da saída do treinador esteve mais quatro épocas no Benfica, mas não voltou a fazer tantos jogos como em 2000/01 (25 jogos). Foi perdendo influência na equipa e, na época seguinte, chegou a jogar na equipa B. Saiu em 2003/04 para a segunda divisão espanhola, para o Poli Ejido. Este ano regressou ao Gil Vicente, onde passou os anos mais felizes da sua carreira.

Van Hooijdonk
Indiscutível no Benfica, deixou marcas com Mourinho e continuou a triunfar após a saída do treinador da Luz. Nos últimos cinco anos venceu por uma vez a Taça UEFA, ao serviço do Feyenoord, em 2002, tendo passado dois anos naquele clube depois de ter rejeitado uma abordagem do F.C. Porto. Jogou duas épocas no Fenerbahçe e este ano voltou ao seu país, mais concretamente ao NAC Breda, tendo já no horizonte o final da carreira.

Sabry
No tempo de Mourinho ficou conhecido por demorar oito minutos a trocar de botas para entrar em campo. Afastado das escolhas do técnico também nunca conseguiu ser o jogador que ameaçava ser. Internacional egípcio, jogou ainda no Marítimo e no Estrela da Amadora, tendo regressado sem qualquer tipo de fulgor ao seu país para representar os modestos ENPPI e Gaish.

Bossio
Foi suplente não utilizado no Bessa, no jogo de estreia de Mourinho, e nunca conseguiu ganhar o lugar a Enke. Essa foi, aliás, uma sina nos cinco anos de contrato que assinou com o Benfica, que o levaram a jogar um ano no V. Setúbal antes de terminar o vínculo ao clube da Luz. Rotulado de craque, nunca conseguiu a afirmação total e regressou à Argentina em 2004, passando a representar o Lanús.

Calado
Era uma das figuras do Benfica na época de Mourinho, mas um ano depois optou por transferir-se para Espanha para tentar acabar com um boato altamente lesivo para a sua vida privada. Assinou pelo Bétis em 2001, mas nunca foi feliz, tendo sido sucessivamente emprestado ao Poli Ejido, onde conseguiu encontrar um lugar ideal para explanar o seu futebol.

João Tomás
Avançado goleador já no ano de Mourinho, João Tomás não conseguiu ser totalmente respeitado no Benfica e também ele teve de rumar a Espanha e ao Bétis de Sevilha para provar as suas qualidades. Após dois anos algo inconstantes, foi emprestado ao V. Guimarães, mas foi no Sp. Braga, na época passada, que deixou a sua marca, ao ponto de ter sido contratado pelos arsenalistas a título definitivo.

Miguel
Em 2000, Miguel era apenas um jogador promissor que jogava essencialmente pelas alas. Mais tarde, não com Mourinho, chegaria o tempo em que Chalana se lembraria de o adaptar a lateral e a sua vida mudou por completo. Tornou-se internacional e cobiçado por meia Europa, tornando o Benfica um sítio muito pequeno para sua ambição. Envolvido num conflito que animou os media durante várias semanas, assinaria pelo Valência, onde tenta encontrar o seu espaço.

Sérgio Nunes
Defesa-central de recurso, é mais um dos muitos jogadores que não se conseguiram adaptar ao clube. Foi emprestado na época seguinte ao Santa Clara e aí ficou até 2003/04. Na temporada passada assinou pelo Desp. Aves, onde permanece.

Kandaurov
Médio internacional ucraniano, de origem russa, muito dotado tecnicamente, mas com dificuldades de afirmação no clube. Passou tempos difíceis no Benfica e viria a sair pela porta pequena, chegando a jogar em Israel. Tentou uma nova passagem pelo Felgueiras, já com 30 anos, mas não passou de fogo de vista.

Uribe
Cristián queria ser titular no Benfica e houve um tempo em que o conseguiu, jogando em missões defensivas no meio-campo. Tal como alguns dos seus colegas, deixou alguns bons indicadores, mas não conseguiu atingir um nível de regularidade que lhe permitisse ficar muito tempo no clube. Andou perdido no Chile e chegou a jogar no Moreirense, mas foi rapidamente despachado. No seu país ainda é muito reconhecido no D. Concepcíon.

São só os convocados para o jogo do Bessa, o primeiro de Mourinho. Faltam Marchena, os "irmãos-metralha", Dani, entre outros...

José Mourinho passou os seus melhores anos em Portugal, pelo menos até agora. Foi no Benfica que começou a carreira de técnico principal e foi no F.C. Porto que conquistou tudo o que havia para conquistar, a nível nacional e internacional.

Maisfutebol obrigado!

Um abraço,

André Trindade

Mourinho: Um dia «à Benfica» (vale mesmo a pena ler)

Trabalho novo, vida nova!

«O Benfica absorve, a dimensão social do clube é comparável à do Barcelona, para se ser profissional sem limites tem de se viver «à Benfica». Foi Mourinho que o disse.

Diário de Campo

Desperto às 7 horas e às 8.15 horas chego ao estádio. Até ao início do treino tenho duas horas de tranquilidade absoluta para, no silêncio do meu gabinete, preparar com detalhe a sessão de trabalho que é especificada de acordo com a análise que, com os meus adjuntos, realizo deste microciclo no final da semana anterior. São duas horas de profícua solidão, mesclada com o sussurar das senhoras da limpeza e o ruído das esfregonas.

Antes do treino ainda tenho tempo para breve contacto com os meus observadores para uma perfeita identificação do adversário seguinte; com o responsável da relva para o bom estado do campo de treino e em relação com as condições meteorológicas previstas para o fim-de-semana; com os auxiliares de material de apoio no treino; com o doutor para a avaliação da situação clínica e a definição do plano para os lesionados e jogadores em fase de integração.

Sensivelmente duas horas de treino, segue-se a reunião para avaliação do mesmo. E depois outra com o responsável pela imprensa para definir o posterior encontro entre profissionais e comunicação social. Segue-se uma reunião com o director executivo da SAD e seu secretário para análise de múltiplos aspectos e finalmente um minutinho para telefonar para casa onde os meninos já estão a almoçar chegadinhos da escola.

A seguir cinco minutos de relax caminhando tranquilamente para o Colombo onde o nosso staff almoça e regresso ao estádio onde pela tarde me espera uma segunda sessão de treino ou algumas horas de gabinete. Entre o visionamento de cassetes, a elaboração do plano de desenvolvimento para o futebol jovem e a preparação da próxima época, a tarde voa. Antes de sair do estádio dou um salto aos andares superiores para o contacto com a interessada cúpula da SAD do SLB. Finalmente a rápida viagem para Setúbal, onde a minha mulher, a Matilde e o Zé Mário me esperam para jantar, e onde o amor de uma família feliz rejuvenesce.

É caso para dizer: quem corre por gosto não cansa. Ou, se preferirem, «um dia à Benfica».

P.S.-A experiência de estar do outro lado, o da Comunicação Social, foi, além de fascinante, enriquecedora. Observar, analisar, comentar, medir com ética a distância entre a critica construtiva e a ironia, estabelecer diálogos e receber os feedbacks dos leitores é algo de que terei saudades. E, seguramente, algo que um dia retomarei. Agradeço ao site a confiança e a oportunidade, agradeço aos leitores a honra de me considerarem uma opinião emergente, lamento que a nossa cultura ainda não aceite com naturalidade que um treinador no activo esteja também do outro lado. Mas obviamente que a evolução será no sentido de abolir ou pelo menos esbater as fronteiras entre os críticos e os criticados e a coabitação será algo real e salutar. Um dia regressarei!»

EXCELENTE!! Viva José Mourinho!

Desta vez, agradeço ao Público. Obrigado!

Um abraço,

André Trindade

Mourinho: Carlitos recorda o dia em que o treinador prometeu e a equipa não cumpriu

Há cinco anos havia um Carlitos no Benfica, um outro Carlitos que não o que Koeman colocou a titular em Alvalade, com o Sporting. Esse Carlitos também jogava no lado direito do ataque, mas agora está no Gil Vicente, onde é um dos melhores jogadores. No primeiro jogo de José Mourinho como treinador, foi titular e destacou-se, apesar de não ter conseguido evitar a derrota.

«Lembro-me desses dias como se fosse ontem. Quando chegou à Luz fez uma palestra com o grupo e lançou uma pergunta aos jogadores, tendo depois chamado individualmente por posições no campo. Disse que nos conhecia e que tinha visto o último jogo, com o Estrela da Amadora, que por acaso até me tinha corrido bem. Perguntou-me o que é que eu achava da equipa e lembro-me que ele estava super-motivado, incentivou-nos muito e trabalhou de uma forma como nunca tinha visto. Estudou o jogo ao pormenor, mas infelizmente perdemos», recorda o jogador.

Apesar de as coisas não terem corrido mal e de o Benfica ter perdido 1-0 com o Boavista, Carlitos guarda boas memórias dessa noite. «Deu-me bastante confiança, motivação e depois do jogo deu-me os parabéns pelo bom jogo que fiz», frisou, referindo que ao intervalo o discurso já tinha sido esclarecedor, mas os jogadores ainda não tinham tido tempo para assimilar as ideias que fervilhavam na cabeça do treinador: «Disse-nos que estávamos bem, criámos algumas oportunidades de golo e podíamos ter marcado. Disse que íamos marcar, que íamos ganhar, que íamos virar o jogo, com um entusiasmo muito grande, mas infelizmente não conseguimos».

«Orgulhoso» por ter tido a oportunidade de trabalhar com José Mourinho, Carlitos não esconde que em 2000 ninguém conseguia prever o fenómeno: «Comentávamos que ele tinha uma vontade enorme de triunfar e sentimos que ia bastante longe, mas claro que ninguém sabia que ele ia vencer tanta coisa. Felizmente chegou onde chegou e sinto-me orgulhoso por ter sido treinado por ele. Espero que continue a ter muito sucesso».

Aqui está mais uma opinião de um jogador que passou por Mourinho.
Mais uma vez, maisfutebol obrigado!

Um abraço,

André Trindade

Mourinho: «Tinha muito mau perder», recorda Paulo Madeira

Paulo Madeira foi capitão na estreia de José Mourinho como treinador principal, no Benfica, que se saldou com uma derrota no Estádio do Bessa diante do Boavista (0-1). O antigo central lembra-se dos primeiros contactos e notou, desde a primeira hora, que estava ali um treinador diferente. Mas na memória ficou-lhe, sobretudo, a má disposição do «mister» depois das derrotas.

«As recordações desse jogo não são muito boas, até porque perdemos. Na altura, o Mourinho era olhado pelos benfiquistas e mesmo pelo público em geral com muita desconfiança. Diziam que não tinha experiência, mas com o passar do tempo mostrou que tinha mais do que valor. Não me lembro muito bem do que disse a seguir a esse jogo, mas lembro-me bem que tinha muito mau perder. De certeza que ficou chateado e irritado», começou por contar.

O que mais surpreendeu Paulo Madeira foram os inovadores métodos de treino que Mourinho levou para o Benfica. «Era um treinador diferente, muito novo e com métodos de trabalho muito bons. Enquanto que com os outros já sabíamos o que íamos fazer à segunda-feira, à terça e nos outros dias, era sempre o mesmo esquema, com o Mourinho quando íamos para os treinos nunca sabíamos o que íamos fazer. Era sempre uma incógnita. Os treinos eram quase sempre com bola, mas os exercícios eram sempre diferentes», referiu.

O central recorda ainda as indicações pormenorizadas que Mourinho dava antes dos jogos. «Já naquela altura estudava tudo até ao pormenor. Tudo era importante para ele, até aqueles pequenos detalhes que os jogadores não dão conta em campo. Chamava-nos a atenção para este ou aquele jogador que jogava desta forma ou o outro que entrava para dentro, não se esquecia de nada», acrescentou. Paulo Madeira fez quatro jogos como titular no período de onze jogos que José Mourinho dirigiu no Benfica.

Porque será que só fizeste 4 jogos, ó Paulo? lol Mourinho viu logo que eras uma merda!

As frases a negrito são a opinião de Paulo Madeira que, apesar de tudo, sabia dizer qualquer coisa.
Obrigado maisfutebol.

Um abraço,

André Trindade

Mourinho: um "fantasma" chamado Sanchez e um erro enorme do Benfica!

Solicitei ao Departamento de Observação do clube a análise completa do adversário. Esperei, então, por uma observação detalhada da equipa do Boavista: os seus traços mais marcantes, a forma como jogava, os pontos fortes e fracos, o perfil dos jogadores, suas qualidades e defeitos, etc. Enfim, nada de especial, tendo em conta a grandeza de um clube como o Benfica e os seus níveis de profissionalismo.

Quando me entregaram, por escrito, o relatório, dei comigo a olhar para uma equipa com apenas dez jogadores... É verdade, pelo que me foi entregue, no desenho e na análise táctica, o Boavista jogava só com dez jogadores, sendo que o ausente era, 'só', o Sanchez, um dos jogadores mais influentes da equipa. Pensei: 'Onde é que eu estou metido... como é isto possível'? É claro que nunca mais solicitei qualquer relatório ao Departamento de Observação do Benfica»

in «José Mourinho, um ciclo de vitórias», por Luís Lourenço

A história é contada na primeira pessoa na biografia escrita por Luís Lourenço. No capítulo em que recorda o primeiro jogo da carreira como treinador principal, conta como percebeu a desorganização reinante no clube, logo na noite que antecedeu o embate com o Boavista, quando a equipa já se encontrava a estagiar numa unidade hoteleira de Vila Nova de Gaia.

Sanchez, de facto, não só era uma das unidades mais influentes na estratégia do futuro Boavista campeão, como foi o melhor jogador em campo no embate com o Benfica. Pior, a equipa orientada por Mourinho sofreu o único golo do jogo na primeira jogada de ataque dos axadrezados, que nem tiveram de inventar, como conta o próprio treinador, mesmo depois de ter feito repetidos avisos aos defesas:

«Nas minhas prelecções defino sempre situações-tipo do adversário, ou seja, aquelas jogadas que eles normalmente ensaiam, que são estudadas. O Boavista, na manobra atacante, apostava muito nos cruzamentos e nas diagonais das alas, igualmente ao primeiro poste. Disse e redisse estas situações aos jogadores do Benfica antes do início do jogo. Nem de propósito! Na primeira jogada ofensiva do Boavista houve um cruzamento, com uma entrada ao primeiro poste e golo. Disse para mim: 'que jogador é este, o Rojas? Será que ele percebe português ou tenho de falar em espanhol para me entender?'».


No mínimo engraçado! Rojas? Já muito se falou deste "artista" que levou uma das "cuecas" mais humilhantes com a camisola do Benfica. Foi na Reboleira, na época anterior a este jogo no Bessa, com Verona a ser o craque que lhe fez caír os rins. Mourinho começava assim, a sua história como técnico principal.

O erro que o Benfica não podia cometer

Álvaro Braga Júnior lembra-se perfeitamente desses primeiros dias de Mourinho como treinador. O ex-director geral do Benfica foi um dos que concordou com a escolha desta solução para a equipa, juntamente com Vale e Azevedo, pois na altura já não tinha dúvidas de que se encontrava ali um verdadeiro achado. Sobre o relatório e a (má) observação do adversário, confirma, mas desdramatiza.

«O Zé foi desde o início uma pessoa extremamente rigorosa a nível profissional e preparou o jogo com muita atenção, conversando individualmente com os jogadores. Lembro-me que avisou a defesa dezenas de vezes para o lance-tipo do Boavista, que acabou por resultar no golo que decidiu o jogo», refere. O respeito pelo técnico foi sendo conquistado aos poucos: «Na primeira semana de trabalho, pelo ruído que vinha de fora, alguns jogadores poderiam estar cépticos, mas basta-me referir um exemplo de profissionalismo, como era van Hooijdonk, que nos veio felicitar pela escolha e dizer que ali estava a solução para o clube no futuro».

Mas o relatório, afinal o que se passou com o relatório? «A pessoa responsável esqueceu-se do Sanchez, que era só o jogador mais importante do Boavista, o que nos fez sorrir. O Mourinho rapidamente percebeu que só estavam dez elementos na equipa desenhada e que faltava o mais importante, um jogador que não podia passar despercebido», recorda Braga Júnior, que não tem dúvidas que «o grande erro do Benfica foi ter deixado sair o José Mourinho».


E que grande erro foi este!
Artigo cedido por maisfutebol (apesar de criticar as opiniões dos seus líderes, não posso escamotear o sentimento que tenho, pelo site ter informação de qualidade, quando quer)

Um abraço,

André Trindade

Mourinho: porque não falar dele?

Caros amigos! Peço imensa desculpa por não andar a cumprir as promessas que fiz. Mas, espero aqui, inciar a tertúlia sobre José Mourinho. Nela quero mostrar-vos vários acontecimentos da vida do melhor treinador do mundo. Já está um post feito sobre ele. (Consultem alguns dados sobre ele)

Neste post, queria iniciar uma amostra de algumas crónicas (consubstanciando, de alguma forma, factos marcantes da sua carreira) que recolhi. Desde já, começo por mostrar-vos o primeiro jogo de Mourinho como treinador principal. Foi no Bessa, com o Benfica.

Foi a pior estreia possível. Uma derrota. Mas José Mourinho, como todos sabem, não desistiu e tirou um ensinamento que lhe valeu para o resto da carreira. Naquele dia 23 de Setembro de 2000, num Estádio do Bessa ainda em obras e sem a bancada principal, o resultado foi construído em pouco mais de 60 segundos.
Cruzamento de Geraldo ao primeiro poste, depois de passar por Rojas, primeiro remate à baliza de Enke, golo de Duda. O Boavista, que viria a sagrar-se campeão, entrava a ganhar e nunca mais deixaria fugir a vantagem por 1-0.

Com apenas dois dias para preparar a equipa, montou um esquema com quatro defesas, Fernando Meira jogou a «trinco», enquanto Poborsky e Maniche auxiliavam os três homens do ataque (Carlitos, van Hooijdonk e Sabry). Nem a lesão de Jorge Couto afectaria o Boavista, pois em campo passaria a estar o super-veloz Martelinho, e os encarnados continuavam a sentir muitas dificuldades para ultrapassar uma linha defensiva muito bem organizada.

Sanchez, um homem-chave no xadrez de Pacheco, que nem sequer tinha sido referido no relatório efectuado pelo departamento de observação do Benfica, foi uma das figuras do jogo, com remates constantes à baliza de Enke. Até ao fim, muito trabalho para os dois guarda-redes e uma expulsão, de Maniche, por palavras dirigidas a um dos auxiliares.

Mourinho saía do Bessa cabisbaixo, mas com a certeza de que poderia chegar longe, mesmo que tivesse de rentabilizar um amontoado de jogadores sem ambição. Na conferência de imprensa foi explícito: «Uma equipa que tem os níveis de confiança em baixo e sofre um golo no primeiro minuto não consegue estabilizar. Perdemos a noção da nossa disposição táctica e o nosso jogo tornou-se emocional e pouco consciente. Sinto-me triste, não por mim, mas pelos sócios e pelos jogadores do Benfica, que esperavam um resultado melhor».

Passados cinco anos e poucos meses da estreia, após tantas histórias acumuladas e títulos conquistados, recordamos os principais momentos, com números e factos que já são históricos.

FICHA DO JOGO
Data: 23 de Setembro de 2000 Estádio do Bessa, no Porto 5ª jornada do campeonato
Árbitro: José Pratas (Évora) Auxiliares: José Cardinal e Bertino Miranda 4º árbitro: Jacinto Paixão

BOAVISTA: William; Frechaut, Litos, Pedro Emanuel e Erivan; Rui Bento; Geraldo e Sanchez; Duda, Whelliton e Jorge Couto. Treinador: Jaime Pacheco Substituições: Jorge Couto por Martelinho, aos 34; Duda por Gouveia, aos 57; Whelliton por Demétrios, aos 75. Jogadores não utilizados: Ricardo, Jorge Silva, Rogério e Petit.

BENFICA: Enke; Dudic, Paulo Madeira, Ronaldo e Rojas; Poborsky, Fernando Meira e Maniche; Carlitos, van Hooijdonk e Sabry. Treinador: José Mourinho Substituições: Dudic por Calado, aos 55; Sabry por João Tomás, aos 66; Poborsky por Miguel, aos 75. Jogadores não utilizados: Bossio, Sérgio Nunes, Kandaurov e Uribe

Ao intervalo: 1-0 Marcadores: Duda, 2 Acção disciplinar: cartão amarelo a van Hoijdoonk (71), Pedro Emanuel (81), Ronaldo (84) e Litos (90); cartão vermelho a Maniche (90)
Resultado final: 1-0.

Foi a pior estreia. Aqui fica registada. Agradeço ao «maisfutebol» a ficha de jogo. Obrigado!

Abraço, voltarei ao tema "Mourinho"

André Trindade

terça-feira, janeiro 17, 2006

Champions: Ajax vs Inter

Este é realmente um jogo sem interesse. Do lado Holandês, ha jovens de grande qualidade, mas não se tem visto futebol a altura dos pregaminhos do Ajax.
Do lado italiano, um inter sem chama alguma, tem executantes de grande calibre, um treinador jovem e com capacidade, mas falta alegria naquele futebol, vão se safando com um ou outro recorte tecnico de classe.

Os holandeses têm a fama de ser a escola com mais recursos do mundo, mas muitas vezes, não conseguem segurar os seus diamantes, logo ficam sem tempo para criar automatismos, com que o futebol vive. Jogando num seguro 4-3-3, Dany Blind tem á sua disposição jovens de talento inquestionável. Na baliza Skelemburg, a defesa direito o rapidissomo, tunisino Trabelsi, na esquerda Juanfran; no centro Heitinga, um grande central,e Grygera que da que falar na selecção checa. No meio campo, o diamante em bruto Maduro, o experiente Galasek e a "joia da coroa", que vai render bastante dinehiro aos cofres do ajax Sneijder. No ataque o tecnicista Pieenar, o cabeceador cipriota Anastasiou, e o prodigio Babel.

Do lado italiano, Mancini, coloca as pedras em campo num esquema de 4-4-2, com alas rapidos, e com uma tecnica sublime. Na baliza, J. César ganhou o lugar ao internacional toldo, a lateral direito está o capitão J.Zanetti, do lado esquerdo o sacrificado Camaronês Wome, no centro o ex-emigrante Samuel, e o italiano Materazzi. No centro do terreno está o pensador Verón, e o "trinco" C. Zanetti, na direita o internacional Português Figo, e na esquerda o criativo Solari. No ataque o supersónico Martins, e ao seu lado o imperador de roma, Quiça o melhor pé esquerdo do mundo Adriano.

Se estes jogadores decidirem jogar o que sabem, poderá tornar-se num jogo apetitive, se não...servirá para uma bela sesta.

Igor Santos

Champions: Rela Madrid vs Arsenal

Como é que é possivel uma equipa com milhões para gastar em jogadores, têm tão poucos resultados desportivos? uma pergunta a que a afficion do real não têm resposta, mas para quem, com um ar mais tecnico, olha para aquela amalgama de jogadores....percebe facilmente que critério é coisa que não existe, vulgo critério futebolistico.
De londres vem o Arsenal, com uma dificuldade imensa de criar um ciclo vitorioso na premiership. Já foi mais candidato....mas nunca se sabe em que forma estão os gunners.

Os madrilenos ja levam dois treinadores esta época. Depois de Wanderlei Luxemburgo, e a sua armada brasileira, está agora no seu lugar Lopez Caro, um homem da casa para tentar dar um rumo á equipa. Jogando num claro e arriscado, 4-1-3-1, está nitidamente descompensada. Na baliza está Casillas, depois na defesa Cicinho, ja ganhou o lugar a michel salgado, no centro o jovem Sérgio Ramos e ao seu lado o polivalente Helguera, na esquerda o pé canhão Roberto Carlos. no meio, está o "trinco" Pablo Garcia, ao seu lado faz a posição de "falso" médio centro, Beckam. Na alas há sempre um grande problema, ja que não ha nenhum ala de raiz, os jogadores que costumam ocupar essas posiçoes são Robinho e Julio Baptista. Na frente está Ronaldo e Raul.

Na equipa Londrina, Wenger, um dos melhores tecnicos do mundo, tem um grupo com poucas soluções, jogadores jovens, mas com muita qualidade. Quando estão todos em forma, formam um nucleo de grande qualidade. Na baliza está regularmente Lehman, na lateral direita o camaronês Lauren, na esquerda o exelente lateral A. Cole, no centro o "muros" Campbell e Touré. No centro a fazer a contenção o campeão do mundo Gilberdo e ao seu lado com funçoes de distribuição Hleb. Nas alas o artista espanhol Reyes, e o luso-francês R. Pires. No ataque o "mágico", Henry, finta, remata, passa, distribui, e ainda capitanea o Arsenal, quando os probelmas surgem la está ele para resolver, um dos melhores do mundo na sua posição; e ao seu lado Van Persie.

Dois colosso, para um encontro imprevisivel.

Igor Santos

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Champions: PSV vs Lyon

Mas que belo jogo em prespectiva, duas equipas que deram cartas na última edição da liga milionária. De um lado um verdadeiro adepto do futebol total, Guus Hiddink, que pôs a selecção da coreia do sul a jogar futebol. Do outro lado uma equipa que joga de olhos fechados, depois do reino de Le Guen, tetra campeão francês, vem agora o reino Gerrard Houllier, e as vitória parecem não ter fim.

Começando pelo PSV, Hiddink perdeu algumas peças importantes, desde ja a ala esquerda que fez miserias na defesa do milan,Lee e Park. Com a essência do futebol holandês na cabeça Guus, joga num 4-3-3, com um meio campo muito coeso que da segurança as veleidades do ataque. Na baliza joga Gomes, na defesa, Lucius, direita, e na esquerda o experinte Reizinger, no centro o versatil Ooijer, e a "parede" Alex. No meio campo tem Coccu, o capitão, Simon, e Afellay. No ataque os rapidissímos, Farfan, na direita, e o internacional norte-Americano, Beasley, na esquerda, e no centro a "maquina de golos", Hasselink.

Os gauleses, são na minha modesta opinião a equipa que joga melhor futebol na champions, com um elenco de luxo, uma equipa que sabe explorar os espaços e as fragilidades dos adeversários, tem um futebol corrido, de pé para pé com constantes lançamentos em profundidade para os alas. Houllier, tinha uma equipa ja formada, mas imprimiu um cunho pessoal a esta equipa, o que não se notou, já que a equipa caminha passos largos para o penta campeonato. Esta equipa teve o seu ponto alto na vitória em casa contra o real madrid por categóricos 4-0. Jogando num 4-3-3, fazendo lembrar o chelsea de Mourinho, mas com alas mais velozes e rectilineos. Têm no seu maestro Juninho, o farol da equipa, mas vale muito pelo nucleo de jogadores que a compõe este elenco. Na baliza o elástico, internacional Gaulês Coupet. A lateral direito, Revelierre, na esquerda Berthod, no centro uma dupla brasileira de respeito, Cris e o capitão Caçapa. No vertice recuado do meio campo, o maliano, Diarra, os vertices atacantes são; Tiago, um box-to-box de classe, e o playmeker que faz jogar a equipa, Juninho. No ataque contam, na direita com tecnicista, Wiltord, na esquerda o supersónico Malouda, e no centro o striker Carew.

Com o Lyon em grande forma, vamos ver se Hiddink e os seus pupilos vao dar conta do recado.

Igor Santos

Equipas de recurso têm avançados com luvas

ESTORIL E MARCO IMITAM OVARENSE E UTILIZAM GUARDIÕES NA FRENTE

A Liga de Honra conheceu ontém (15 de Janeiro de 2005) o segundo capítulo de uma realidade, à partida, efémera: os guarda-redes avançados. A Ovarense abriu honras na última jornada, tendo como intérpretes Hugo Évora – que, não fosse o natural desacerto em zonas mais adiantadas do terreno, até poderia ter marcado... – e Armando.

Agora, novos heróis saltarão para a ribalta.“Farei isto pelo grupo, que não tem mais opções. Vou correr, dar o máximo e podem contar comigo”, salienta Fábio Carvalho, brasileiro do Estoril que só conheceu posição diferente... na praia. “Não estou nervoso. Ninguém pede responsabilidades ou exige mais do que vou fazer”, sublinha. Tónica idêntica, “actor” distinto.

Ricardo Pinheiro, guardião do Marco, conhecerá hoje um novo posto em termos profissionais: “Jogarei na posição que for necessário porque, neste momento, importa a equipa. Mas a bola é redonda e estou pronto para satisfazer as necessidades do técnico.” Substitutos naturais. Em paralelo, é crível que, em ambos os casos, os guarda-redes que ficarem de fora possam entrar durante o jogo. A falta de rotatividade em posições avançadas condiciona – em termos físicos – a já complicada tarefa, pelo que Celso (que foi testado como avançado ao longo da semana) e Bruno poderão preparar-se para a aventura.

Este texto, acima transcrito da página do Record on-line, mostra uma realidade fracturante no nosso futebol. A que ponto chegámos para serem os guarda-redes a jogarem em posições mais avançadas no campo? A conversa é a mesma, entre ordenados em atraso e rescisões de contrato, surgem recusas para se entrar em campo de forma digna. Curiosamente, isto de dignidade tem que se lhe diga. Então, os jogadores de campo que rescindem ou passam sem salários estão em pé de igualdade com os heróicos guardiões, não é? A pergunta pode fazer surgir algumas críticas aos que rescindem e aos que não jogam por não receberem. Calma, não é nada disso. Escrevi para enaltecer o papel fantástico e prodigioso destes profissionais. Os que não recebem não têm culpa e são profissionais autênticos, mas infelizmente, já bateram com a porta.

De referir, após esta menção aos "keppers" da II Liga, o papel de um extraordinário ser humano. Marco Paulo, alguém conhece? Este médio português, que já passou pelo Beleneneses, tem sido o "pai" dos resistentes que sobram no plantel Estorilista. Todos sabemos da crise que se passa na Amoreira e, Marco Paulo, com um sentido profissional fabuloso é porta-voz do grupo, é treinador-jogador, é capitão em campo, é um "pai" para todos. O Estoril, como se referiu acima, teve que utilizar hoje, em Portimão, o guarda-redes Fábio em terrenos mais avançados. E no banco, um jogador, ele também, um guarda-redes. Marco Paulo, suporta, sem obrigação nenhuma, esta situação toda. Um exemplo de profissionalismo e coragem no futebol. Que grande coração!

Um palavra especial para o defesa direito José António que, segundo se sabe, sofre de esclerose múltipla. Esta foi a doença que vitimou o malogrado João Manuel. A todos os amantes: uma sentida relfexão sobre isto e, se puderem, enviem um mail (provavelmente para a caixa do site do Leixões) ao jogador leixonenese. São pequenos gestos que nos fazem grandes!

Um abraço,

André Trindade

domingo, janeiro 15, 2006

Champions: Werder Breman vs Juventus

Em turim há uma equipa que passeia com tranquilidade a sua classe pelos campos do calcio, chama-se Juventus, ou para os mais aficionados do futebol "Vechia Senhora". Com uma equipa sólida e com um campeonato quase na mão pode dizer-se que a Juve vai atacar em força a champions.
Do lado Alemão, uma equipa cheia de boa vontade, com um núcleo de jogadores com qualidade, chamada Werder Breman, vai tentar dificultar ao máximo a vida do colosso italiano, e tentar fazer uma "gracinha", numa prova que é prodiga nelas.

Os Pupilos de Thomas Schaaf, estão numa perseguição alucinate ao imparavel Beyern, mas que só com um grande deslize dos campeões alemães, é que poderá ter sucesso. Dispõem-se em campo nun 4-4-2 losango, onde possuem um meio-campo muito polivalente, no qual emerge o maestro francês Micoud. Na baliza encontra-se o experinte Rink, na laterais, Shulz a esquerda e Owomoyela a direita, no centro o jovem brasileiro Naldo, ex-juventude, e ao seu lado Fahrenhrost. No meio campo no vertive defensivo o segurissimo e capitão de equipa Baumann, do lado direito Borowski, do lado esquerdo o veterano Frings, e como vertice atacante o playmaker gaulês Micoud. No ataque o internacional paraguaio Valdez, e o artilheiro Miroslav Klose.

Do outro lado está Fábio Capelo e a sua tropa, pronta a resolver a eliminatória a seu favor, se possivel já na primeira mão. Jogando num 4-4-2 clássico, com nuances nas alas, onde camoranesi e nedved, flectem para o meio, alternadamente para criar desiquilibrios, onde os leterais jogam muito em profundidade e encutem velocidade ao jogo da equipa. Na baliza está Abiatti, ja que buffon se lesionou com gravidade, mas que provavelmente ja poderá dar o seu contributo em fevereiro, aquando da eliminatória. No lado direito da defesa Blasi, um lateral adaptado, do lado esquerdo o versatil, e espectacular Zambrota, no centro o experiente Thuram e o imperial Cannavaro. No meio campo está um muro practicamente intransponível, o internacional frnacês Vieira, e o campeão do mundo Emerson.Nas alas os dinamizadores da equipa, Camoranesi na direita, e Nedved na esquerda.No ataque os mortiferos Ibrahimovic, e Trezeguet.

Um bom jogo em prespectiva, mas que a juventus, séria candidata a um lugar na final, não se vai descuidar.

Igor Santos

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Clube Desportivo das Aves - Poderá haver regresso?

Antes de mais, quero felicitar todas as equipas que conseguiram lugar na próxima fase da Taça de Portugal. Há várias surpresas. Uma delas é a presença do Vila Meã, da III Divisão que, esta tarde, eliminou o Sporting da Covilhã (II de Honra). Mas, na minha opinião, a maior surpresa é o tomba gigantes é, sem dúvida, o Desportivo das Aves. Após ter eliminado o Belenenses, no jogo que ditou a saída de Carlos Carvalhal, a equipa do Prof. Neca, elimina um dos melhores clubes portugueses, o Sporting de Braga. Foi preciso ir a penaltys mas, o que é facto, é que se confirmou a presença avense na próxima etapa da Taça.

Ao fim dos 90 minutos, o jogo estava empatado a zero. Com o final do prolongamento ficou empatado a uma bola, isto é, primeiro marcou o Aves e, já ao fim, marcou o Braga. Mas, nas grandes penalidades, Sidney e Nunes falharam, o Aves marcou sempre e venceu por 5-3. O prof. Neca diz que: "esta equipa terá muitos mais jogos grandes como estes." Não admira. O Belenenses já tinha perdido no Estádo do Clube Desportivo das Aves. Hoje, alguns milhares viram a queda de mais um gigante da primeira liga no reduto avense.

Mas, este furor na Taça, todos sabemos que é fruto de alguma sorte (penaltys é sempre assim) e que, já na próxima ronda, pode terminar, quer com uma equipa pequena e surpreendente, quer com um grande sem mácula. Veremos. Se for em casa, o Aves tentará "matar" mais um.

Portanto, se a Taça for á vida a equipa têm, na II de Honra, uma boa dose de Esperança. Está no 5º lugar com 30 pontos (se fosse só a manutenção faltavam poucos pontos, com a primeira volta acabada). Tem mais 2 pontos que o 6º e está a 4 do 1º. Esta equipa a 4 pontos do líder e com uma volta para jogar, poderá regressar ao escalão maior?

A resposta imediata é a seguinte: só sobem 2 esta época. O Desportivo das Aves, subiu há umas épocas à primeira liga e não teve sucesso. Mas, na segunda liga, tem sido uma equipa sempre de top 10 (nos últimos 10 anos na segunda liga, só por uma vez ficou abaixo deste top). Esta época leva 9 vitórias, 3 empates e 5 derrotas. Marcou 24 golos, sofreu 17 golos. Não perdem à cinco jogos e já levam 3 vitórias seguidas. Agora, vem aí o Leixões, equipa com mais 2 pontos que o Aves. O Desportivo joga em casa. Esperemos para ver.

Quanto à matéria-prima avense, conheço alguns jogadores mas, sinceramente, não sei como Neca os usa. O guarda-redes Mota tem muitos anos de II liga, mostra segurança. De citar, Sérgio Carvalho, central combativo e eficáz, bom no jogo aéreo. Filipe Anunciação, quem não se lembra daquele regresso ao Boavista, quando foram às meias da taça Uefa? Parece ser pau para toda a obra. Sérgio Nunes, esteve quase como "delfim" no Benfica, mas os treinadores davam-lhe tudo menos a posição de Central. É muito forte na marcação. Vitor Manuel, um currículo de qualidade: Belenenses, Campomaiorense, Farense, Varzim e Aves. Mostra experiência, veterania e visão de jogo apurada. Rui Figueiredo, um jovem em amadurecimento. Lançado por Luis Campos na Luz, pelo Gil Vicente, este jovem parece estar cada vez melhor, e tem sido, um dos pontos fulcrais, levando o Aves para o ataque. Sinceramente conheço mais jogadores, mas só de nome, não conheço os seus reais atributos. Goleador? Não sei se algúm dos avançados o é, pois não tenho comprado jornais á segunda-feira. (só se ouve falar de Bock)

Veremos se este Aves se aguenta... Apesar de não ser adepto de equipas do norte, uma que elimina 2 "grandes" da super liga na Taça de Portugal e está a 4 pontos do líder da II de Honra à partida para a segunda volta, tem que ser tomada em conta.

um abraço,

André Trindade

terça-feira, janeiro 10, 2006

Champions: Chelsea vs Barcelona

Talvez o duelo mais esperado dos oitavos de final da champions. Estes dois clubes encontram-se de novo na champ, depois de no ano passado o chelsea ter levado a melhor numa eleminatória electrizante.

O chelsea treinado por José Mourinho tem o campeonato controlado, sem precisar de acelarar nos jogos acaba por ganha-los com menor ou maior facilidade...o que faz com que a motivação esteja em alta, e com uma vontade de ganhar que os caracteriza por toda a europa. O chelsea latinizou o futebol inglês, que era lenear, joga com um passe curto, de pé para pé, com bastantes diagonais e desmarcaçoes, devido a sua frente de ataque bastante móvel. Joga preferencialmente em 4-3-3, mas também poderá utilizar com relativo sucesso o 4-4-2. Para quem quiser conhecer melhor a equipa do chelsea visualize o poste "Chelsea: a insaciável sede de vencer"

Do outro lado está a não menos espectacular equipa do Barcelona, treinada por um jovem treinador(Frank Rijkard), mas que conhece todas as manhas do balneário, devido á sua grande experiência de jogador de classe mundial. O Barça tem uma tactica semelhante á do chelsea, um 4-3-3 bastante maleavel, de uma fantasia espantosa. Na baliza tem o"permaturo" Valdés, que ja é a alguns anos uma confirmação, na equipa blaugrana, na defesa temos como laterais Belletti, na direita, embora ja não seja regularmente convocado para o escrete, contunua a mostrar classe nas suas cavalgadas.Na esquerda o holandes Van Bronckorst, dono de um remate portentoso, não muito rápido, mas coloca-se bem a defender, como centrais, o "filho do barça" Puyol que é um defesa rápido, corta com limpeza, e tem a mistica do barcelona, ao seu lado está regularmente Edmilson, depois de grandes épocas no lyon, e de ter um inicio terrivel em barcelona, parece estar de volta ao grandes momentos, veremos se não é tarde para apanhar o comboio do mundial 2006. No triagulo do meio campo, como mais defensivo Marquez, o crack mexicano é implacável no corte, não tem muitos condimentos tecnicos, mas os que tem chega de sobra para afastar o perigo; mais atacantes, Xavi, um "filho da casa", que se tornou num jogador de eleição na equipa blaugrana, ao seu lado o pensador do jogo o luso-brasileiro Deco, é ele que distribui o jogo da equipa, com uma percisão de passe demolidora e um remate forte, coloca sempre em perigo a baliza adeversária, nas alas, esquerda está entregue ao melhor jogador do mundo em dois anos consecutivos, Ronaldinho Gaúcho, com magia nos pés num pequeno pedaço de relva e uma bola faz uma obra de arte digna de estar nos melhores museus do mundo, põe a bola onde quer, deixa os adversário de cabeça perdida, quando puxa dos galões, e decide jogar o que sabe, encanta plateias, entusiasma multidões, ja jogou inclusive com ouro nos pés, consegue fazer de um jogo a sua festa privada onde dita as suas regras....enfim é ronaldinho, na direita uma permuta entre Giuly, o velocista nato, com um poder de arranque estonteante, e uma velociadade de execução arrepiante, ou então o "pibe" argentino Leo Messi, a mais nova estrela do Camp Nou, uma tecnica que devastra quelquer defesa, possui vários elogios de maradona, este miudo, com apenas 18 anos, vai certamente tornar-se nun jogador de eleição. E no ataque o intratável Eto´o, este sim tem pacto com o golo, está sempre no citio certo, tem um remate facil com quelquer um dos pés, é rapido e inteligente na desmarcação, um dos mais completos avançados do mundo.
Como se diz "quem tiver unhas é quem toca guitarra", vamos então ver quem é que vai produzir a melhor música.


Igor Santos

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Taça de Portugal: perceba de onde vem a união de grupo do Tourizense, adversário do Benfica

O Tourizense, adversário do Benfica na 5ª eliminatória da Taça de Portugal, é um clube único, um caso singular de sucesso. Com uma ascensão meteórica, encontra-se actualmente na II Divisão e, de entre os muitos segredos que estão na base deste caso digno de estudo, e anteriormente dissecados pelo Maisfutebol, está ainda o facto de quase todos os jogadores viverem juntos, num edifício construído para o efeito ao lado do extraordinário complexo desportivo do clube. «Tem excelentes condições e, excepto dois ou três jogadores que vivem perto de Touriz, morámos todos nessa residência. Temos empregadas que nos preparam as refeições e fazem quase tudo, mas não as nossas camas. Estamos sempre juntos e isso reforça o espírito de grupo», conta Alemão, o guarda-redes de uma equipa que ultrapassou as fronteiras da própria localidade, que tem cerca de 170 habitantes.

Jorge Alexandre, jovem presidente da colectividade, enumera outras condições que contribuíram para o sucesso do Tourizense. «Temos um complexo desportivo muito bom, que conseguimos sobretudo através de apoios de várias empresas, e conseguimos ter adeptos espalhados pelo país fora, agora só falta captar a atenção das pessoas do concelho», lembra o dirigente, reconhecendo que o recurso a jovens jogadores emprestados por outros clubes é a melhor solução para um clube que se procura afirmar no panorama nacional. «Temos jogadores do F.C. Porto, do E. Amadora, da Académica, do U. Leiria e chegaram agora dois do Leixões. É a única solução, para não entrarmos em loucuras, em termos financeiras», explicando, deixando em aberto a possibilidade de reforçar as ligações com o F.C. Porto, a breve prazo.

O Estádio Municipal de Tábua vai receber o embate entre o Tourizense e o Benfica, com a parte da receita que está destinada ao clube da II divisão a reverter directamente para a família do malogrado Mauro Gama, jogador que morreu num acidente de viação, que deixou mazelas, ainda, em Humberto. «O estádio vai estar cheio e a nossa parte da receita vai para a família do Mauro Gama, e espero que a Federação também contribua. Benfica? Disso, nem quero falar. Vamos ainda entregar uma cadeira de rodas ao Humberto, fornecida para uma empresa. A nossa maior vitória foi conseguir chegar a este jogo e receber o Benfica. Seria bom ganhar e está definido um prémio de jogo se seguirmos em frente. Várias empresas também querem entrar nesse prémio, destinado ao atleta», concluiu Jorge Alexandre. O guarda-redes do Tourizense, Alemão, salienta que os jogadores já «receberam um prémio, que estava definido se conseguíssem trazer para Touriz um grande. Foi pago em Dezembro». Dinheiro, aliás, não tem sido problema, ao contrário do que acontece noutros emblemas. «Não é como a vergonha que anda por aí. Posso dizer que recebemos o salário de Dezembro no próprio dia 23 de Dezembro», revelou Alemão.

MaisFutebol

E esta Liga? Como está? III

Continuando na sina que eu própio criei na tarde deste dia, vou prosseguir a minha análise. Tinhamos ficado pelo 11º lugar.

Rio Ave: 12º Lugar com 20 pontos. Falta terminar o jogo com o Leiria (ao intervalo perde por 2-0, Leiria muito à frente, ficará mesmo em sétimo se vencer). Este Rio Ave perdeu o principal trunfo: Carlos Brito. O técnico rumou ao Bessa e contrataram António Sousa, experiente e astuto na liderança de equipas. E, para quem parecia petrificadamente fidelizado com o Beira-Mar, o ex-aveirense Sousa, até não se está a dar muito mal. É claro que, se atendermos às duas últimas épocas vilacondenses, vamos achar que este lugar é lisonjeiro. A equipa é muito irregular e ganha pouco, apenas 5 vitórias (só 4 equipas têm pior peculio). Com a provável derrota com o Leiria a equipa está apenas 1 ponto acima da linha de água. O futebol da equipa não é, nem parecido, com o da época passada. Apesar de perder Miguelito e Paulo César a equipa recebeu Milhazes, Agostinho, Keita, Chidi e Cleiton e parecia, conseguir compensar essas duas perdas. Veremos se a equipa de Vila do Conde sobe na tabela ou volta a passar por agonias antigas na luta pela manutenção. Rebuçado: empatar na Luz a 2.

Figura: Zé Gomes/Gaúcho
Revelações: Marquinhos, Cleiton e Chidi

Gil Vicente: 13º posto com 20 pontos. A base que no ano anterior conseguiu a manuntenção permaneceu em Barcelos. Ulisses Morais até recebeu algumas prendas: Gouveia, Rodolfo Lima, 3 ex-Estoril e 2 brasileiros. As saídas não foram muito significativas. Logo, a base ficou. A equipa começou muito bem. À segunda jornada causaram sensação ao vencerem em plena Luz por 2-0. Mas, a equipa veio perdendo fulgor. Amealhava ponto aqui, ponto ali em casa e fora de casa fez uma carreira péssima. Apenas marcou 4 golos, no jogo da Luz, e na útlima jornada da primeira volta no Restelo (2-0, com um golão de Bruno Tiago). Serviram para duas vitórias é certo. A equipa ganhou confiança e parece mais solta. Os profissionais têm coração e parece haver união para a brava batalha pela manuntenção. Conseguirão alcançá-la?

Figura: Carlitos
Revelações: Edson, Williams, Robélio

Belenenses: 14º posto com 20 pontos. Terceira equipa com 20 pontos. Mostra equilíbrio nesta parte da tabela. Mas, após um começo de grande nível, Carvalhal claudicou e foi despedido ao fim de 8 jornadas (foi estranho este despedimento). Veio Couceiro, que nem de perto nem de longe, melhorou a equipa. É certo que voltou a vencer. Mas a equipa não mostra regularidade e é muito intranquila. Parece que algum mito está por quebrar. O Belenenses tem jogadores de qualidade acima da méida para estarem nesta posição. A última derrota em casa com o Gil Vicente mostrou uma equipa muito fraca. Terá Couceiro força para levar este Belenenses por outro caminho? Já à dois anos, Belenenses e Guimarães passaram a época a fazer contas para ficarem na primeira liga. Os "velhos do Restelo" não querem que isso volte a suceder!

Figura: Meyong
Revelações: Rubém Amorim

Académica: 15ª posição, 19 pontos. Nesta liga, esta posição, dá direito a descida. A BRIOSA não pode caír nesse fosso! Após se aguentar 3 épocas, sempre à última, na primeira liga, esta época era a da estabilidade, prosseguindo assim, a melhor segunda volta dos últimos anos. Mas, esta equipa, parece insisitir em frustar os seus ferrenhos adeptos. Tanto dá a cara á luta num jogo, como no outro parece não estar em campo. Lembro-me daquele jogo com o Setúbal, em Coimbra, que vergonha! Não jogaram nada. Quando jogam alguma coisa, como no Bessa, o árbitro não deixa fazer mais. Em suma, uma equipa que, sempre se manteve, a meio da tabela mas, após o empate com o Rio Ave, a equipa parece em fase descendente (DDE). E vem aí o Benfica. Nelo Vingada é a garantia de uma boa prestação, mas as coisas não tão fáceis. Marcel está em "águas de bacalhau". O goleador que tantos pontos valeu à BRIOSA esté de costas voltadas com a equipa pois não conseguiu um melhor contrato, até então. Perante isto, veremos o que faz a nossa BRIOSA. Força Rapazes, força Nelo Vingada.

Figura: Marcel
Revelações: Filipe Teixeira, Danilo, Nuno Piloto (o tal que é licenciado em Bioquímica)

Naval: 16ª posição com 14 pontos. Condenada pelos analistas como a primeira a confirmar a descida, a equipa figueirense tenta bater-se com os meios que possui, por uma situação melhor. Ao início, a combinação: treinador com mais jogos na 1a divisão com a equipa menos experiente parecia dar resultado. Entraram na Liga com uma vitória de antologia em Guimarães, onde acabaram reduzidos a nove. Mas, se a equipa foi regular até à 9ª jornada, empatando inclusivé com o Benfica, a partir daí parece ter caído num fundo sem retorno. Da 10ª à 16ª jornada averbou só derrotas. À 15ª saiu Cajuda, entrou Álvaro Magalhães. O ex-adjunto de Trapp perdeu os dois primeiros jogos (Sporting e Leiria) mas venceu o útimo da primeira volta (Penafiel) com números claros, 4-1. Veremos se Álvaro fará renascer esta equipa. A perda de Fogaça, por lesão, à 10ª jornada parece ter sido muito dificil de superar.

Figura: Bruno Fogaça
Revelações: Casarine, João Paulo, Fernando, China, Carlitos, Saulo

Vitória Guimarães: 17º posto com 14 pontos. O que se passa com este Vitória? Consegue o céu em certas épocas e sobrevive no inferno muitas outras, o que realmente se passa? Chegaram à Europa, despediram-se de meia equipa, veio outra meia equipa completamente nova. Está aqui o mal? Ou estará em ter apostado em Jaime Pacheco? O que será? A equipa do vitória foi realmente superior em muitos jogos e não conseguiu ganhar. Na Uefa espetou 3 aos polácos e seguiu para os grupos. Fez bons jogos mas não passou. Na liga foi uma nulidade. Apenas 14 pontos, 4 vitórias, 2 empates e 11 derrotas. Casa- 2/1/5. Fora- 2/1/6. Sairá o Vitória desta crise agora com Vitor Pontes? A equipa até joga bem, mas lá está, não ganha! Lembra o Vitória de Inácio, na época em que ficou no 14º posto.

Figura: Saganowski
Revelações: Benachour, Nilson, Svärd e Geromel

Penafiel: 18º posto com apenas 7 pontos. Luis Castro amante do futebol não se consegue rever nestes jogadores~. Não vou fazer muitos comentários. Vejam "Penafiel de hoje: que diferenças". Dizer que venceu por uma única vez frente a Académica e empatou 4 vezes, o resto é uma duzia de derrotas. Muito mau. Mas, claro, já se viu de tudo no futebol: poderá esperar-se uma revolta?

Figura: Bruno Amaro
Revelações: Jorginho, Cristóvão, Pedro Araújo

Aqui fica o final de 3 posts sobre a Liga Portuguesa e seu resumo de primeira volta. Esperemos que agora este cromo escreva sobre Mourinho! lol

Um Abraço,

André Trindade

E esta Liga? Como está? II

Coninuando a análise às equipas, e visto que tinhamos ficado na 6ª posição, continuaremos por aí abaixo.

Boavista: 7º posto com 23 pontos. Note-se, em primeiro lugar, o primeiro buraco do campeonato, isto é, a diferença de pontos para o classificado acima. O Boavista surge em sétimo lugar mas, está mais próximo dos lugares de descida do que dos lugares europeus. Vejamos: para chegar ao sexto lugar onde está o Setúbal faltam 7 pontos mas, só tem mais 3 pontos que a primeira equipa em zona de descida, a Académica que tem 20. Curioso. A equipa de Carlos Brito é das duas únicas (juntamente com o Penafiel) que não venceu fora de casa. O ex-técnico do Rio Ave parece ter levado para o Bessa, o peculio dos empates. É a equipa com mais empates na prova: 8 jogos a empatar. É verdade que apenas perdeu 4 jogos. Não vence desde a 13ª Jornada, altura em que bateu por 2-1 o Penafiel. A equipa parece algo presa. Parece não se conseguir desabituar do prefil que Pacheco implementou desde 98 a 04. Continua muito faltosa e, esta época, parece não ser tão eficáz e veloz. Carlos Brito prometeu mexer o estilo de jogo mas até agora, nada parece ter mudado, só mesmo as peças do xadrez. Que Boavista teremos na segunda volta? Encostado à Europa ou a lutar para não descer? (Referir o facto de Tiago nunca ter ido para a rua e do Boavista continuar sistemáticamente a ser beneficiado em jogos, principalmente no Bessa. Lembram-se do Paços de Ferreira, do Gil Vicente, da Académica a jogar no Bessa? Não fechemos os olhos a esta realidade)

Figura: Lucas
Revelações: William Souza e Paulo Jorge

Marítimo: 8ª Posição com 22 pontos. Um pouco abaixo do que se esperava. Com apenas 5 portugueses no plantel, esta armada brasileira está abaixo da expectativas. E porquê? Como justificar o quarto maior orçamento da Liga em 8º Lugar? Algo se passa. Começou muito mal o campeonato. Mas, a saída do inexperiente Juca e a chegada de um técnico Brasileiro, para comandar um plantel "brasileiro" fez muito bem à equipa. O Marítimo mostrou na 1a parte frente ao F.C.Porto o que poderia ser. Efectivamente, foi sendo mais forte mas foi deixando aqui e ali algumas falhas. A equipa está mais tranquila e espera-se muito dela na segunda volta. Conseguirá Paulo Bonamigo levá-la à UEFA e justificar o investimento realizado? Veremos.. Por agora, espera-se regularidade.

Figura: Manduca (que saiu para o Benfica) e Wênio
Revelações: Mancuso, Marcinho, Kanu, Valnei, Evaldo, Sergipano e Fahel

Estrela da Amadora: 9º lugar com 22 pontos. Equipa em ascenção. E porquê? Começou com alguma pujança para quem veio da segunda liga e, ainda a curar o trauma da "Julio César dependencia" na última época no escalão maior, o Estrela não este nada mal. Só que a inexperiencia dos seus jogadores, a demasiada juventude criaram uma série de maus resultados (à 6ª jornada ganhou 2-0 em Belém e só voltou a ganhar à 13ª jornada frente ao Gil Vicente na Reboleira). Depois conseguiu 2 vitórias fora (Alvalade e Penafiel) e perdeu com o Leiria, ganhando ao Guimarães. A equipa está em ascenção. O estreante Toni parece saber como comandar esta equipa muito jovem. A equipa que acabou o jogo em Alvalade tinha uma média de 20/21 anos. Apesar de ter o ponta de lança mais azarado da liga, Anselmo, os estrela tem em Semedo, Paulo Machado, Bruno Vale, e principalmente, Manu, os grandes craques (pena só um não ser emprestado por outros clubes). Veremos se o Estrela se aguenta conseguindo a manuntenção que escapa à alguns anos.

Figura: Manu
Revelações: Bruno Vale, Coutinho, Paulo Machado, Anselmo e Emerson

União de Leiria: 10º Posto com 21 pontos (tem menos um jogo na altura desta análise, se o vencer passa para 7º lugar). Veremos. No início havia condições para se fazer melhor que na época passada. Só se deu pelo Leiria naquele empate na Luz e pouco mais. Esta época começou pessimamente. José Gomes, após adquirir experiencia no escalão secundário, não conseguiu vingar nesta sua segunda chance na primeira liga. Terá mais oportunidades? De facto, à 6a jornada tinha apenas 2 pontos. Muito pouco para o investimento realizado. Bartolomeu não gostou e mandou vir Jorge Jesus. Este velho conhecido do nosso futebol, ultimamente contratado para salvar equipas, não defraudou as expectativas e recuperou a equipa do Liz. E com um rebuçado: a equipa começa a ser regular e joga bom futebol. Jesus fez 3 jogos, teve 3 vitórias e o total de golos foi espantoso (9-1). No jogo seguinte foi alvo do maior erro de arbitragem desta liga, em Alvalade. De resto, apesar de uns pontos perdidos aqui e ali, e equipa tem muito perfil ofensivo e Jesus tem justificado a contratação de alguns craques de qualidade duvidosa, fazendo-os render com qualidade e eficácia. Veremos se vence o Rio Ave e acaba em sétimo a primeira volta. Teremos o Leiria de volta aos lugares cimeiros? Um caso para confirmar ou desmentir. (era bom explicar o porquê de Maciel não ter jogado frente ao Porto, quando até aí era o único totalista da equipa)

Figura: Maciel e Fábio Felício
Revelações: Harison, Touré e Miramontes

Paços de Ferreira: 11º Lugar com 21 pontos. Tem apenas mais dois pontos que a primeira equipa em zona de despromoção. De facto, o campeonato está interessante neste aspecto. Do 7º ao 15º só 4 pontos separam as equipas. E este Paços? Sempre com José Mota no leme, o que é realmente interessante é o facto, deste treinador conseguir transformar jogadores de escalões inferiores em verdadeiros homens de equipa. Jogam bem, trocam bem a bola, pena por vezes, não haver o tal amadurecimento que consiga fazer a diferença. De resto, é das equipas que mais lutam em campo. Apesar de estar só 2 pontos acima da linha de água, este Paços (com o regresso de Junior Bahia) parece estar a lançar-se para o meio da tabela, com o seu futebol de classe, e o seu principio de jogo pelo jogo. Só José Mota é o garante de muitos objectivos, por isso, aproveitem-no. Parece ser o treinador talismã. O carácter Vitória/Derrota da equipa é que pode ser alvo de preocupação. Tem apenas 3 empates e ganha jogo sim jogo não, em termos de média. Só lhe falta regularidade. Os pontos altos foram os 3-0 ao Sporting e a vitória por 2-0 em Guimarães.

Figura: Paulo Sousa/ Junior
Revelações: Didi, Edson, Peçanha e Roni

Para já ficamos pelo 11º Lugar, no próximo post finalizarei a minha extensa análise.

Até breve,

André Trindade