terça-feira, janeiro 31, 2006

E ganhou mesmo...

Foi preciso escrever sobre a minha BRIOSA neste grande espaço futebolístico para a equipa voltar às vitórias. Pois é, a Académica venceu o Vitória de Setúbal em pleno Bonfim. Para além de ter regressado às vitórias apresento como digno de registo, o facto simbólico que a equipa coimbrã conseguiu alcançar. De notar que as 3 vitórias fora de portas conseguidas até ao momento foram todas por 1-0 e todas ante equipas de verde e branco (Sporting, Naval, Setúbal). É sem dúvida um facto curioso, mas que, ao mesmo tempo, não passa de simbólico. O que interessou foi a vitória que colocou a equipa em 13º lugar, com 23 pontos, a 2 do 9º posto. O onze que escalonei foi completamente ao lado (vejam o que foi apresentado e o que eu apresentei minutos antes do jogo começar). Nelo Vingada surpreendeu. Ao que parece o golo da vitória foi polémico. (não vi, não posso ajuízar da melhor forma)

Vejamos de seguida a reportagem do site de A Bola.

Académica vence em Setúbal com golo polémico

Após seis jogos sem vencer, a Académica voltou aos triunfos, derrotando em Setúbal o Vitória local, por 1-0. Os sadinos até dominaram na primeira parte, mas os «estudantes» reagiram bem na etapa complementar e alcançaram o golo, ainda que fruto de lance polémico.

Estavam cumpridos 70 minutos quando N’Doye (que entrou bem no onze inicial) entrou na área, sobre a esquerda, rematou cruzado, Joeano esticou a perna e colocou a bola no fundo da baliza de Marco Tábuas. Num primeiro momento ficou a ideia que seria assinalado fora-de-jogo, mas rapidamente o árbitro assistente mudou de ideias e, sob muitos protestos, validou o golo.

A Académica até estava melhor na etapa complementar, reagindo à primeira parte de muito bom nível do Vitória de Setúbal, que «encostou» o adversário ao seu último reduto, apesar de não ter conseguido grandes oportunidades de golo.

Assim, os «estudantes» regressam às vitórias após seis partidas (três empates e outras tantas derrotas), ultrapassa Gil Vicente e Paços de Ferreira, e sai da zona de despromoção. Quanto ao Vitória de Setúbal, o sexto lugar não estava em perigo, mas o Boavista está agora mais perto.

Com arbitragem de Cosme Machado, de Braga, as equipas alinharam:

V. Setúbal – Marco Tábuas; Janício, Veríssimo, Auri e Nandinho (afinal jogou); Binho e Ricardo Chaves; Carlitos, Pedro Oliveira (Franja, 75 m) e Bruno Ribeiro (Fonseca, 56 m); Varela (Hélio Roque, 71 m).

Académica – Pedro Roma; Sarmento, Danilo, José Castro e Ezequias; Nuno Piloto (Luciano, 57 m), Roberto Brum, Zada (Hugo Alcântara, 82 m) e N’Doye; Gelson e Joeano (Serjão, 71 m).

Disciplina: cartão amarelo a Danilo (7 m), N’Doye (19 m), Pedro Oliveira (28 m), Sarmento (34 m), Roberto Brum (62 m), Hugo Alcântara (88 m) e Luciano (90 m).

Marcador: 0-1 por Joeano (70 m).

Infelizmente, ao que parece, pois não vi o jogo, não houve verdade desportiva. Corria o minuto 70 quando Binho fez um alívio infantil para o meio do campo, bem aproveitado por NDoye. O reforço da Académica avançou pela área do Vitória dentro e meteu o passe para a pequena área, onde apareceu Joeano a encostar. Até aqui tudo normal, não fosse depois entrar em acção o assistente Paulo Januário.

O auxiliar do árbitro Cosme Machado levantou a bandeirola e ficou quieto no sítio, marcando fora-de-jogo. Quando os jogadores do Vitória iam marcar o livre, Januário chamou Cosme Machado segundos depois e resolver mudar a decisão, marcando golo limpo. As imagens provam que o assistente corrigiu a decisão, tornando aquilo que era certo... errado.

Sou adepto da Briosa e, apesar de estar feliz com a vitória da minha equipa, não gosto de ganhar assim. Esperemos que tenha sido um erro humano e não tenha sido nenhuma atoarda compensação da equipa de arbtitragem ao que se sucedeu quando a Académica realizou o seu anterior jogo fora de portas. Não quero levantar falsas suspeitas. Espero que tenha sido, apenas e só, um erro humano, sem qualquer "mão invisível" por detrás. Parabéns ao Vitória que, pelo que li, ecostou a minha equipa às cordas na primeira parte da contenda.

Aliás, cordas que espero bem afinadas para tocarmos um "fadinho estudante" aos próximos adverários vindos da Capital do Móvel. FORÇA BRIOSA!

Um abraço,

André Trindade