Mourinho: porque não falar dele?
Caros amigos! Peço imensa desculpa por não andar a cumprir as promessas que fiz. Mas, espero aqui, inciar a tertúlia sobre José Mourinho. Nela quero mostrar-vos vários acontecimentos da vida do melhor treinador do mundo. Já está um post feito sobre ele. (Consultem alguns dados sobre ele)Neste post, queria iniciar uma amostra de algumas crónicas (consubstanciando, de alguma forma, factos marcantes da sua carreira) que recolhi. Desde já, começo por mostrar-vos o primeiro jogo de Mourinho como treinador principal. Foi no Bessa, com o Benfica.
Foi a pior estreia possível. Uma derrota. Mas José Mourinho, como todos sabem, não desistiu e tirou um ensinamento que lhe valeu para o resto da carreira. Naquele dia 23 de Setembro de 2000, num Estádio do Bessa ainda em obras e sem a bancada principal, o resultado foi construído em pouco mais de 60 segundos.
Cruzamento de Geraldo ao primeiro poste, depois de passar por Rojas, primeiro remate à baliza de Enke, golo de Duda. O Boavista, que viria a sagrar-se campeão, entrava a ganhar e nunca mais deixaria fugir a vantagem por 1-0.
Com apenas dois dias para preparar a equipa, montou um esquema com quatro defesas, Fernando Meira jogou a «trinco», enquanto Poborsky e Maniche auxiliavam os três homens do ataque (Carlitos, van Hooijdonk e Sabry). Nem a lesão de Jorge Couto afectaria o Boavista, pois em campo passaria a estar o super-veloz Martelinho, e os encarnados continuavam a sentir muitas dificuldades para ultrapassar uma linha defensiva muito bem organizada.
Sanchez, um homem-chave no xadrez de Pacheco, que nem sequer tinha sido referido no relatório efectuado pelo departamento de observação do Benfica, foi uma das figuras do jogo, com remates constantes à baliza de Enke. Até ao fim, muito trabalho para os dois guarda-redes e uma expulsão, de Maniche, por palavras dirigidas a um dos auxiliares.
Mourinho saía do Bessa cabisbaixo, mas com a certeza de que poderia chegar longe, mesmo que tivesse de rentabilizar um amontoado de jogadores sem ambição. Na conferência de imprensa foi explícito: «Uma equipa que tem os níveis de confiança em baixo e sofre um golo no primeiro minuto não consegue estabilizar. Perdemos a noção da nossa disposição táctica e o nosso jogo tornou-se emocional e pouco consciente. Sinto-me triste, não por mim, mas pelos sócios e pelos jogadores do Benfica, que esperavam um resultado melhor».
Passados cinco anos e poucos meses da estreia, após tantas histórias acumuladas e títulos conquistados, recordamos os principais momentos, com números e factos que já são históricos.
FICHA DO JOGO
Data: 23 de Setembro de 2000 Estádio do Bessa, no Porto 5ª jornada do campeonato
Árbitro: José Pratas (Évora) Auxiliares: José Cardinal e Bertino Miranda 4º árbitro: Jacinto Paixão
BOAVISTA: William; Frechaut, Litos, Pedro Emanuel e Erivan; Rui Bento; Geraldo e Sanchez; Duda, Whelliton e Jorge Couto. Treinador: Jaime Pacheco Substituições: Jorge Couto por Martelinho, aos 34; Duda por Gouveia, aos 57; Whelliton por Demétrios, aos 75. Jogadores não utilizados: Ricardo, Jorge Silva, Rogério e Petit.
BENFICA: Enke; Dudic, Paulo Madeira, Ronaldo e Rojas; Poborsky, Fernando Meira e Maniche; Carlitos, van Hooijdonk e Sabry. Treinador: José Mourinho Substituições: Dudic por Calado, aos 55; Sabry por João Tomás, aos 66; Poborsky por Miguel, aos 75. Jogadores não utilizados: Bossio, Sérgio Nunes, Kandaurov e Uribe
Ao intervalo: 1-0 Marcadores: Duda, 2 Acção disciplinar: cartão amarelo a van Hoijdoonk (71), Pedro Emanuel (81), Ronaldo (84) e Litos (90); cartão vermelho a Maniche (90)
Resultado final: 1-0.
Foi a pior estreia. Aqui fica registada. Agradeço ao «maisfutebol» a ficha de jogo. Obrigado!
Abraço, voltarei ao tema "Mourinho"
André Trindade

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