O "Timão" Campeão
O campeonato mais longo do mundo Chegou ao fim!o Corinthians foi campeão, com muita polémica á mistura, onde se envolveram arbitros, corrupção, e conbinação de resultados, o que levou a repetição de jogos, benefeciando claramente o corinthians em deterimento do Internacional de PA.
Polémicas a parte, os "milionários" de S.Paulo, depois de terem feito um investimento astronomico na presente época, tiraram agora os seus dividendos.
Com uma época conturbada em termos de comando tecnico, ja que o corinthians teve 3!!! treinadores, levou a melhor sobre os seus mais directos adeversários, só o Internacional, teve pernar para os tentar agarrar, mas por culpa de um penalty não assinalado no jogo decisivo, quem chegou a frente do campeaonato foi o "Timão". Depois de Passarela e Mário Bittencourt, veio um velho sábio do futebol brasileiro chamado Antônio Lopes.
Contra tudo o que se tinha feito até ali, antónio lopes desenhou o seu proprio estilo...e deu resultado.
Na Baliza o experiente
Fabio Costa, Guarda-redes credenciado no brasil, dono de uma segurança imensa, e muito rápido a sair dos postes, foi um dos esteios do campeão, a lateral direiro
Eduardo "Ratinho", ganhou o lugar a coelho, é um jogador rápido que tem boa cultura defensiva, não tem medo dos adversariios e vai á luta, com apenas 18 anos, pode tornar-se um caso sério no futebol brasileiro. A lateral esquerdo o experientissimo
Gustavo Nery, depois de uma passagem fugaz pela alemanha, aceitou o convite do corinthians, e não se deu mal, tem uma rapidez tremenda, e um pulmão ainda maior, provavelmente vai ser o segundo lateral para o mundial; no centro da defesa
"betão" um jovem central ta cantera corintiana, destaca-se pelo seu estilo aguerrido e nunca da um lance por perdido, ao seu lado o não menos seguro
Marinho, não muito alto(1,76m), mas robusto, foi ganhando a confiaça dos gaviões da fiel; No meio campo, o Cebeça de area,"tinco",
Marcelo Mattos, teve de recuar um pouco no terreno com a chegada dos criativos, mas nem por isso baixou de produção, e continuou a segurar o meio campo, com sentido posicional de classe; outro meio campista é
Rosinei, vindo das escolas do corinthians, entrou para a vaga deixada pelo crack Marcherano que se lesionou gravemente,nunca mais saíu da equipa titular, é um jogador de grande futuro, apoia bastante bem o ataque sem discurar da defesa; Na meia esqerda O campeão do mundo e da Europa
Carlos Alberto, irreverente, com um estilo muito proprio, trata a bola como se fosse sua filha, cria jogadas eminentes de golo a toda a hora, faz slalons estonteantes, é um jogador de craveira internacional, que tem tudo para se tornar num dos melhores na a sua posição. Na meia direita
Nilmar, com cara de criança, e apenas 21 anos, não muito feliz no lyon, mas conseguiu mostrar todo o seu valor, fez golos que valeram pontos; no ataque
Jô, este jovem com 19 anos, tem uma grande margen de progressão, ja foi dado como certo em varios clubes da europa mas ainda não deu o "salto", destaca-se pela sua tecnica, embora tenha um altura considerável; e ao seu lado o diabo argentino Tevez, irreverente, rápido,goleador,tecnicista,incansável, irrequieto, são tudo adjectivos que caracterizam
Tevez,teve de lidar com alguma suspeição que puseram na sua contratação, mas rápidamente fez esquecer os milhoes gastos na sua compra, um autentico furacão dentro de campo, com uma humildade incrível, uma forma de jogar empolgante, é capaz de levar uma defesa inteira a locura e ao esgotamento, Carlitos, como é conhecido entre as bancadas do pacaenbú, conseguiu com que os adeptos do corinthias andassem a pavoniar-se com camisolas do seu eterno rival, a Argentina.
No meio destas estrelas todas está tambem
Roger que não acabou a época devido a uma lesão grave no tornoselo, era titular ate a lesão. Ele era foi motor do jogo do "timão" com um estilo muito peculiar, adornava os lances, fazendo-os parecer obras de arte, era capaz de com um passe, ou remate mudar o rumo de um jogo, tem muito futebol nos pés, é um autentico jogador do campeonato brasileiro que não tem a pedalada para a velocidade do futebol europeu...é pena porque os grandes génios fazem sempre falta.
Igor Santos
João Manuel: exemplo que nunca irei esquecer (Marca Pessoal)
Vou partilhar agora com todos os amantes do desporto rei a história que me liga com feição, admiração e carinho ao falecido João Manuel. Ao verem este nome questionam-se de imediato: mas quem foi este sujeito? Aparentemente passou despercebido da maioria da opinião pública durante a sua vida futebolística. Mesmo da sua doença e da sua posterior morte, poucos falaram. Então eu digo-vos quem ele era.
João Manuel Loureiro dos Santos nascido no dia 31 de Agosto de 1967 em Moimenta da Beira distrito de Viseu. Era médio, gostava de organizar jogo, mas também era bom a defender quer à direita, quer à esquerda. A sua carreira foi iniciada no Viseu Benfica em 87/88. Seguiu-se a primeira época no escalão maior com a idade de 21 anos na equipa do Académico de Viseu. Foi a primeira de 4 épocas na cidade de Viriato. De 92 a 95 militou no meio campo da BRIOSA (sempre na divisão de honra). Teve épocas de muita categoria em Coimbra mas, foi em Leiria que o seu nome se evidenciou para os mais atentos ao desporto rei. Ergueu a camisola leiriense durante 9 épocas, 8 na primeira divisão, 1 na divisão de honra. Por fim, já com 37 anos, após uma saída completamente amarga de Leiria (mais à frente esclarecerei), transferiu-se para o Moreirense na época de 04/05.
Este foi o modesto João Manuel que realizou 254 jogos na primeira divisão marcando 4 golos. Fez 36 jogos na Taça de Portugal e foi à final na época de 02/03 com o Leiria. Na Europa jogou 4 jogos e fez 1 golo na época de 03/04.
Mas a vida tem notícias amargas, notícias consternantes. João Manuel ao serviço dos Cónegos começou a sentir alterações no seu corpo. Sempre esteve habituado a fazer flexões e um dia perdeu as forças nos braços. Foi um episódio esporádico mas que o levou ao médico de confiança. Um médico de Coimbra pegou no seu caso e diagnosticou pouco tempo depois uma terrível doença: esclerose múltipla. João Manuel começava aí a sua aflição, o seu maior sofrimento como ser humano. Iniciava também uma boa dose de restrições, quer físicas, quer alimentares. O Moreirense perdia o seu mais veterano jogador devido a uma doença mortífera. A doença atacou-o de tal forma que o João Manuel, que era sempre o primeiro a chegar aos treinos, nunca mais o pôde fazer. Era um profissional a cem por cento. Era um homem de valores e com enorme disciplina. Lembro-me duma imagem que vi dele nos tempos de Mourinho no Leiria: havia um exercício físico para fazer e, João Manuel com 35 anos esticava a perna como um fuso e conseguia com a mão direita chegar ao pé esquerdo, já Laranjeiro, miúdo de 19 anos, não o conseguia fazer. Se bem que são anos de exercício físico, há que notar a idade avançada de João Manuel. Uma imagem que me marcou. A doença ia progredindo e criou-se uma onda de solidariedade para com João Manuel. Realizou-se um jogo em Coimbra com profissionais da I Liga para arrecadar fundos como forma de auxílio ao nosso craque. Foi condecorado pelo Presidente Jorge Sampaio. Teve acompanhado até à última página da sua vida pelos desportistas, pelos colegas e pela mulher e filho. João Manuel era um homem “distorcido”. A voz não era igual devido à doença. Num dia de tristeza e consternação para com o futebol acontece isto: “João Manuel, de 37 anos, jogador de futebol que se viu afastado da sua carreira de profissional por sofrer de esclerose múltipla, faleceu na manhã desta quarta-feira, no hospital Nossa Senhora da Oliveira, em Guimarães.” Era o fim. Num dia que podia ser de glória para o futebol português, este 18 de Maio de 2005 fica marcado pela tristeza: falece João Manuel e o Sporting perde a UEFA para os Russos.
Recebi a notícia com muito desagrado. Acompanhava diariamente como podia a situação deste mago. Fiquei abatido e com uma tristeza que demora a ir embora sempre que falo dele. A doença é uma coisa que acontece mas é sempre difícil de aceitar. Ainda por cima num desportista leal, rigoroso e muito profissional. Um artista. Gostava de fotografia. Mas afinal porque é que eu gosto tanto dele?
Como sabemos, as coisas que se fazem enquanto crianças marcam-nos para a vida toda. Eu nessa fase do desenvolvimento da vida, criei uma brincadeira. Penso que é única no mundo: cortar cromos de revistas e jornais e, num tapete de subutteo, fazia rolar uma bola de prata de cozinha para os pequenos cromos de papel jogarem. E, nesses jogos criei feições “extra-futebol” por alguns jogadores. Um deles foi João Manuel, era ele quase sempre o melhor do Leiria, o melhor assistente para golo, o mais vezes homem do jogo. Adorava pegar naquele pequeno cromo de papel e tilinta-lo na bola de prata para o fundo da rede. Esta brincadeira, que mesmo que não seja, vai ser sempre para mim original ajudou-me a gostar ainda mais de João Manuel. Quando somos mais novos isso marca-nos. Ao longo dos anos que acompanho futebol com regularidade fui vendo, também regularmente, João Manuel nas revistas de apresentação ou balanço de época em destaque. Qualquer treinador que tivesse o colocava a titular fosse em que posição. Claro que no meio campo ele se sentia melhor. E pronto a vida treinou-me o gosto e ajudou-me a preferir João Manuel (não sei se é questão de veteranos mas com Wilson a afeição é parecida).
A sua saída do Leiria ainda me fez gostar mais dele. Simplesmente pela lealdade até ao último minuto que mostrou pela equipa. Ele, na última época em Leiria, época possivelmente de despedida dos relvados, começou a ser rejeitado a pouco e pouco. Lembram-se como tramaram Bilro? João Manuel teve sentença parecida. Não creio que seja culpa de Vítor Pontes, então treinador. Penso que foram pressões superiores. Decorriam as últimas jornadas da época 03/04. No último jogo em casa do Leiria, o qual poderia ser a despedida em campo de João Manuel, convocaram 1 jogador a mais, ou seja 19 jogadores, por ironia do destino o nosso amigo nem ao banco foi (foi o que sobrou dos 19, nem respeito nem gratidão), ficou na bancada e lembro-me de ler que ele chorou pela tamanha ingratidão: não foi só o facto de ser o “sobrante” mas também, a não explicação das causas de todo o processo de rejeição a que estava a ser sujeito.
Percebem agora a minha admiração por este profissional irrepreensível no trato? Percebem que no futebol há pessoas especiais mesmo para os adeptos mais afastados? João Manuel irá sempre ser contado nas minhas histórias de vida. Não o esqueçam. Não custa nada. Ele lá em cima agradece!
Um abraço amigo!
Força e um bom ano!
André Trindade
A mudança dos ventos vindos de África
Quem se habituou a ver os Leões indomaveis(camarões), Nigéria,África do sul nos mundiais... desabitue-se, ja que estas potencias africanas não vão marcar presença em 2006 no país das salcichas, vulgo alemanha.
Começando a falar da costa do marfim. Esta selecção comandado por Henri Michel, ja exprimentado em outros mundiais, Tem uma oportunidade de ouro, a equipa de drogba, a estrela mais cintilante deste conjunto, de fazer historia internacionalmente. Com jogadores de tarimba europeia, especialmente do campeonato Frnacês, tem um grupo de grande qualidade. Na baliza está o experinte
Tizie, jogador do esperace de tunis, da tunisia, Na defesa, surgem jogadores jovens mas ja com grande experinecia, do lado direito
Boka, 21 anos, Stasburgo, na esquerda
Akalé, 24 anos, auxerre, no eixo, as torres
Touré, 21 anos, Arsena, e
Maitê, 24 anos, marselha. No meio campo uma armada Francesa que vai dar que falar com
Tchiressoa, 24 anos, Nancy,
Zokora,24 naos, St. Ettiene e
Die, 27 anos Nice. No ateque as estrelas do conjunto, rapidissimo
Bounaventure Kalou, 27 anos, Auxerre, o tecnicista por exelencia, e nao menos perigoso
Aruna Dindane, 24 anos, Lens, e o exilibris da selecção o goleador
Didier Drogba. E é com esta esquadra que os marfinenses vão atacar o mundial.
A estrela é Drogba, O ponta de lança do chelsea, é o artilheiro da equipa, tem uma velocidade alucinante, um tecnica apuradissima, capaz de virar um jogo, não foi a toa que o chelsea pagou 39 milhões de € na sua aquisição.
O Togo um país perdido na Africa profunda, tem vivido sempre na sombra das grandes potencias africanas, e no CAN nunca passou da primeira fase. Estes rapazes conseguiram contra todas as previsões, uma qualificação para o mundial. Comandados pelo Lendário Stephan Keshi, tem um conjunto de jogadores que actuam na europa mas em divisoes inferiores, Na baliza
Agassa, Metz, Na defesa à direita
Atte-Oudeyi, Lokeren, e na esquerda,
Mathias, Etoile Filant Lomé, No centro
Nibombé, RAEC Mous, da bélgica, e
Abalo, do Amiens. No meio campo, pontificam, direita,
Senaya Yao, concordia balê, suiça, a esquerda,
Akoto, RW Erfurt, alemanha, no meio,
Salifou, Oberhousen, alemanha, e
Touré Mamam, New York, EUA. No ataque para além do gigante e abono de familia do togo
Adebayor, Mónaco,
Kader, Sachaux.
A estrela é Adebayor, esta torre tôgolesa tem nas suas mãos a missao de marcar golos que se tranformem em vitorias para a sua formação. Poucos condimentos tecnicos, mas muita boa vontade e um jogo de cabeça de fazer tremer qualquer defesa central.
O Gana, possivelmente a selecção mais dotada tecnicamente, sempre foi uma nação de artistas, mas que nunca conseguiram objectivar esse jogo mágico. Na frente de combate está o tecnico jugoslavo Ratomir Djukovic, um verdadeiro trota-mundos, que ja comandou também a selecção do Rwanda.
Jogando num elástico 4-1-3-2Na Baliza
Rowua, a defesa direito está
Laryea, na esquerda
Edusei, no centro
Pantsil e
Mensah. No centro do terro a "trinco" esta o experiente
Issa, auxiliado na direita pelo rapidissimo e com rasgos geniais
Asamoah, e na esquerda
Muntari, e a frente o todo-o-terreno
Essien. No ataque o jogador do fenerbache
Apiah e o goleador
Amoah.
A estrela é Essien, o medio-centro, tem um pulmão, inesgotavel, é omnipresente, é fino no corte e tem uma agresividade, doseada, tem os indices de comptitividade em alta e poderá fazer um mundial de encher o olho.
E finalmente a mais portuguesa selecção africana, os palancas de Angola. Comandados pelo Mago Angolano Oliveira Gonçalves, tem uma selecção não muito espectacular, mas cheia de vontade e de coração, com um espirito de entrega fora do comum e um povo que ama o futebol. este grupo poderá dar cartas.
Num 4-4-2, com perponderancia na velocidade dos extremos, e na capacidade de passe do seu playmaker (Figueiredo), angola apresenta na baliza o experiente,
Joao Ricardo,Moreirense; lateral direito,
Loco, Benfica de Luanda, na esquerda
Asha, Aviação, no eixo o gigante
Kali, st. clara, e
Jamba, aviação. No meio campo central o recuperador envertebrado,
andré, Gaziantespor, e o playmaer de grande categoria,
Figueiredo, lusitânia. Nas alas o velocista e tecnicista
Mendonça, Varzim, e o crack do egipto
Gilberto, Al Ahly. No ataque o imprevisivel
Mantorras, Benfica, e o goleador
Akwa.
A estrela é Gilberto, com um velocidade de ponta estrondosa, dribre colando ao pe esquerdo com grande precisão, tem no flanco esquerdo o seu laboratorio, onde fabricas as jogadas para golo.
Igor Santos
Cachimónia pela época 96-97: eis o Leça que tanto apreciamos! (a estória destes valentes)
Está a tornar-se um hábito neste blog fazerem-se textos alusivos a memórias do nosso futebol. Após o Chaves e o Campomaiorense surge agora o Leça. Este texto é uma reconciliação de jogadores da euipa leceira da época de 96-97. Os 2 criadores deste blog apreciam tanto aquela equipa que decidi escrever sobre ela. O Leça, como sabemos está, já há uns anos, afastado do convívio com os grandes. Milita na III divisão série B e ocupa a 12º posição na tabela, ou seja, está até numa posição tranquila. A grande curiosidade é ver que os 2 treinadores adjuntos faziam parte da equipa que aqui vamos esmiuçar, são eles: Constantino (o pequeno goleador) e Jovanovic (Guarda-Redes suplente de então). Mas, apontaremos agora atenções para a "fantástica" equipa do Leça nos anos 96-97. Só para nos situarmos, a equipa tinha terminado em 14º lugar a época anterior, e foi nesse lugar que terminou a de 96-97.
Quem era afinal a matéria-prima leceira nesta altura?
1 - Vladan: Guarda-Redes jugoslávo. Tinha quase 2 metros de altura mas pouca segurança dava à equipa por ser pouco elástico. Era o titular da baliza leceira.
2- Vitor Miguel: Lateral direito. Sei pouco sobre ele. Na altura era jovem e depos do Leça passou em Leiria mas sem grande fogosidade.
3- Alfaia - Defesa central timorense. Um senhor na defensiva leceira. Este homem da terra do sol nascente, por ser o único dessa nacionalidade a actuar em Portugal, marcou-nos imenso. A defender era inteligente apesar de ser um pouco lento. Grande capacidade de sacrifício.
4- Paulo Sérgio - Defesa central brasileiro. Estreou-se em Portugal no Leça. Não sei onde anda hoje mas foi durante alguns anos titular da defesa do Farense e Varzim. Alto e magro, nas bolas aéreas não perdoava, o pior era as bolas no solo, como tinha perna longa dava alguma cacetada.
5- Zé da Rocha - Médio de Cabo-Verde. Teve muito anos no Gil Vicente. Chegou a Leça e ergueu-se como lider do meio campo da equipa. Enorme sentido posicional, inteligencia com a bola nos pés, o único senão era a idade.
6 - Cao - Médio defensivo centro. Este trinco, campeão de juniores em 1990 mesmo não tendo idade de junior, juntou-se na luta pela manutenção de forma eficaz no meio campo leceiro. Coitado de Cao, para além do Leça, vestiu a camisa do Salgueiros, Campomaiorense e Felgueiras. Curiosamente, hoje, todos "falidos".
7- Constantino - Avançado. Apesar de ter nascido em Angola é Português. O nome de "brandy" valeu-lhe muitos golos na nossa liga. Era o abono de família do Leça. Marcava 10/12 golos em média por época, golos que davam pontos para a ajudar a equipa. Apesar de ser baixinho, tipo Rui Barros, era muito perespicaz e acima de tudo, matreiro.
8- Cristovão - Médio direito ou centro. Era o segundo mais velho do grupo. Tinha anos de casa que era uma maravilha o que grangerava o estatuto de capitão. É o tipico veterano dos anos 80, pouco cabelo, testa erguida, baixa estatura e boa visão de jogo.
9 - Sérgio Pedro - Play-Maker. Apesar de pouco ter jogado nesta época, pois o Leça preferia eficácia que beleza de jogo, este ex-comandado de Manuel de Oliveira no Desp. Beja, tinha bom toque de bola, boa precisão no passe mas era algo lento. Para quem devia segurar bem a bola perdia-a inúmeras vezes.
10 - Nando - Defesa/Médio esquerdo. O velhote do grupo. Este angolano com nacionalidade Portuguesa fazia o que se pedia pela esquerda: correr muito, centrar bem e se possível, rematar com eficácia. Era um dos timoneiros da equipa. Não era capitão pelos anos de casa, tinha menos 2 que Cristovão.
11 - Rebelo - Avançado Esquerda. Preferencialmente usava o esquerdo para rematar. É por si um médio ala. Enconstado à linha é onde gosta de jogar. Foi importante para o contra-ataque. Passou no Marítimo e Tirsense.
12 - Jovanovic - Guarda-Redes jugoslávo. Jogou 4 ou 5 jogos esta época. Parece ter um enorme amor à camisola pois nunca mais deixou o clube. É, como disse antes, o actual treinador de guarda-redes da equipa leceira.
13 - Valter - Defesa centro brasileiro. Pouco jogou nesta época. Não o conheço muito bem.
14 - Welson - Médio ofensivo brasileiro. Não tenho nada a dizer. (se calhar nem meteu os pés em campo)
15 - Noga - Defesa Central. Foi importante. Vindo de escalões secundários, revelou-se capaz de acompanhar Alfaia e Paulo Sérgio na defesa. Era o primeiro central a ser chamado caso os dois anteriores nao pudessem jogar.
16 - Baía - Defesa centro- Pouco jogou. Era suplente muitas vezes mas a época dele foi jogar nas peladinhas dos treinos da equipa.
17 - Tozé - Médio. Outro campeão de juniores, desta vez em Riade. Passou pelo Tirsense e depois do Leça teve em Maia e Alverca. Devido à idade de Zé da Rocha e Cristovão foi, a par de Cao, uma peça fundamental na equipa leceira. Excelente a destruir jogo, bom q.b a distribuí-lo.
18 - Flavio - Admito que não o conhecia, nem sei a sua posição.
19 - Serifo - Ala Direita/Esquerda Guineense. Este "preto" é um dos jogadores sempre referidos nas minhas dissertações com o Igor. Era rápido mas muito trapalhão com a bola. Era capaz do melhor e do pior, ou seja, jogadas excelentes e falhas incríveis. No fundo semeava algum pânico nas defesas contrárias quando estava em dia sim, em dia não, não valia a pena.
20 - Oliveira - Outro que desconheço. Já ouvi falar dele mas não sei a sua posição.
21 - Franco - Defesa Central/Esquerda. Todos os conhecemos. Formado em Alvalade, destacou-se mais recentemente ao rumar ao Oriente aquando jogava no Rio Ave. No Rio Ave era o central marcador de golos. Em Leça a concorrência de Nando ofuscou a sua missão. Pouco jogou, era ainda inexperiente.
22 - Armando - Lateral direito. Podia também, ocupar a posição de médio direito. Não era mau jogador. Era organizado e perdia poucas bolas, tinha a forte concorrência do experiente Mesquita mas mesmo assim, jogou regularmente.
23 - Pedro Maia - Avançado (Médio Ofensivo). Era junior ainda. Entrava por vezes, principalmente com Joaquim Teixeira e via-se que tinha talento e genica. Na época seguinte evidenciou-se fazendo um papel parecido ao que Viveiros faz no Nacional.
24 - Correia - Guarda-Redes. Era a 3ª opção. Não jogou um unico minuto se bem me lembro. Veio do Penafiel. O ser Guarda-Redes tem destas coisas, só pode mesmo ser uma coisa, não há adaptações possíveis a outros locais no campo.
25 - Claudinho - Outro que desconheço. Pelo nome deve ser brasileiro.
26 - Mesquita - Defesa direito. Experiente. Arrisca pouco. Pode também assumir a função de central. Neste Leça teve que regatear com Armando a sua posição. Dividiu durante toda a temporada o lugar com o número 22.
27 - Nuno - Médio Ofensivo - Sei que era médio atacante e pouco mais.
28 - Fran - Avançado Espanhol. Este Espanhol veio em Dezembro (quando ainda podiam vir em Dezembro) e foi importante no ataque leceiro. Era bastante rápido e tinha bom drible. Não tinha medo de rematar. Ajudou Constantino muitas vezes pois parecia mais certo que Serifo ou Rebelo
Pois é, aqui está esta análise ao Leça desta época. Rodolfo Reis e Joaquim Teixeira dividiram o comando técnico da equipa. Não vos digo ao detalhe pois não posso precisar. Sempre foi uma equipa de matriz defensiva e de procura pelo ponto. Apesar de ter perdido o grande patrão da defesa, ou seja, o defesa central Isaías que rumou ao Bessa, a equipa não se foi abaixo. Contratou Paulo Sérgio e, de certa forma, resolveu o problema dando a Alfaia a liderança defensiva. Onze base: Vladan, Armando (Mesquita), Alfaia, Paulo Sérgio, Nando, Cristóvão, Cao, Tozé, Zé da Rocha, Constantino e Serifo (Rebelo primeiro e depois Fran).
Aqui fica mais uma longa exposição. Divirtam-se! Começo a desejar um excelente ano para todos!
Um abraço!
André Trindade
Então e ninguém fala do Nacional? (um pouco longo mas interessante)
De facto, este blog já nos presenteia por temas de inúmera qualidade e conteúdo mas, penso que haverá uma ligeira falha, se não falarmos desse clube que, hoje por hoje, é objecto de estudo de vários teóricos do futebol, pela sua excelente classificação. Falo-vos do Nacional da Madeira. Pois é, a equipa da Choupana reside no segundo lugar da nossa Liga. Dados concretos: 2º lugar, 33 pontos, 10 vitórias, 3 empates, 3 derrotas, 20 golos marcados, apenas 7 golos sofridos (5 em casa e 2 fora). Extraordinário. Vejamos: uma equipa que só almejava a manutenção está a 3 pontos de atingir o objectivo com apenas 1 volta volvida. Espantoso. Depois antes de partirmos para detalhes, há que referir a enorme qualidade da defesa madeirense que sofreu apenas 7 golos. É um excelente número no geral, sendo que fora de casa, apenas encaixou 2 tentos, curisomente na capital portuguesa e originando duas derrotas (Luz e Restelo).
Na época passada dois treinadores dividiram o campeonato exactamente ao meio: Casemiro Mior não pôde dizar não a um convite que lhe chegou do Brasil e despediu-se dos madeirenses precisamente na 17º jornada (venceu por 3-2 o sporting, na despedida). Entrou João Carlos Pereira. Fez as mesmíssimas 17 jornadas e... também ele se despediu com um triunfo sobre o Sporting em Alvalade. As coincidências não se ficam por aqui: ambos somaram 9 vitórias. As poucas diferenças jogavam a favor do jovem treinador ex-Briosa na questão dos golos (com ele o Nacional marcou mais seis e sofreu menos dois), e a favor do brasileiro ao nível dos empates (mais um) e derrotas (menos um). Tudo somado revelou-nos um Nacional muito aquém do ano anterior em que ficou em 4º lugar e garantiu a presença na Taça Uefa. A goleada imposta ao FC Porto, em pleno Dragão (4-0) acaba por ser o momento alto da temporada nacionalista (e que momento). Só que depois desse brilharete... seguiram-se cinco jogos sem vencer.
Época terminada: 12º Lugar com 41 pontos. Para esses 41 pontos, só faltam escassos 8 pontos esta época para igualar a parada passada (e só vamos na 17º jornada). O Presidente Rui Alves perante o panorama de "descrença" e crispação tomou uma das decisões mais acertadas da sua gestão: contratou Manuel Machado. E este aceitou. Foi a grande contratação para os madeirenses. Manuel Machado vinha de uma segunda volta perfeita em Guimarães, em que deixou a equipa no 5º Lugar (não esquecer que tinha pedido a demissão em Janeiro, aceitou ficar mais um tempo, perdeu também Nuno Assis, o melhor jogador da equipa). Vinha de um feito notável na cidade-berço mas, com a demissão pedida em Janeiro, acabou por, no final da temporada, sair do Vitória de Guimarães trocando-o pelo Nacional. O projecto parecia aliciante. Não sei se Manuel Machado teve alguma opinião na contratação de jogadores mas, comparativamente à temporada passada o Nacional perdeu, só o goleador e o assistente (Adriano e Gouveia respectivamente). Os "normais" brasileiros que já são apanágio do Nacional chagaram em força, no entanto, tirando André Pinto (que regressou de empréstimo) nenhum vingou até à altura. Ao perder, principalmente, o goleador Adriano e o médio Gouveia, a equipa viu-se orfã de quem liderásse o ataque. E sem um ataque sóbrio não podem haver golos que dêm pontos.
Por isso, Manuel Machado teve que preparar uma solução neste campo. Quanto a mim, a solução foi acertada. O Nacional antes jogava num claro 4-4-2 (losango), isto é, 4 defesas um trinco, 2 médios interiores, um "nº10" e 2 avançados bem móveis. A equipa gostava de ter a bola no pé e jogar em ataque continuado pois não tinha muita velocidade para o contra-ataque, nem conseguia ser aquela equipa de defesa intensa. Tinha 2 treinadores abertos que gostam do futebol limpo, atacante e se possivel eficaz. Não vamos dizer que Manuel Machado não goste deste modelo de jogo ou de Futebol. Sabe-se de antemão que Manuel Machado é um treinador frio, calculista e muito rigoroso. Não o vamos apelidar de "Trap" mas a filosofia não diverge. Gosta de ter as costas bem cobertas, gosta de prever todos os riscos a correr e gosta de equipas rápidas e eficazes, se possível no contra golpe. A diferença é que, quando Trap perdia ou empatava e precisava de vencer pouco ou nada arriscava e, nessa situação, Manuel Machado liberta-se um pouco da sua matriz belindada e tenta arriscar e levar a equipa para a frente. Mas, estando certo ou não com esta ideia, sabemos que Manuel Machado não tinha jogadores para jogar em ataque continuado. Sendo assim, a sua opção é correcta: Apostar numa defesa sólida, com Ávalos (o muro) e Cardozo ou Fernandes a ajudarem, tirar partido de Miguelito, lateral rápido e de bom tiro esquerdo e de Patacas, dando-lhe liberdade q.b. para subir e centrar, manteve Cléber Monteiro, que com a sua fome de bola e bom lançamento longo faz de tampão da defesa, recebeu Chainho e tirou o melhor partido deste, isto é, pô-lo no centro a ter combate pela bola, mas ao mesmo tempo a ter liberdade de a ter no pé e a distribuir, tudo isto deu liberdade ao melhor jogador da equipa, Bruno, penso que é aí que ele gosta de jogar, ou seja, um pouco mais recuado que "nº10". Depois tinha Alexandre Goulart como "pau para todo o ataque", isto é, defende: fica à frente dos 3 médios e atrapalha a acção deste ou daquele defesa, ataca: tens liberdade para tudo, centra, remata, ganha faltas e tem a ajuda de bruno. Faltam 2, Manuel Machado costuma utilizar um jovem chamado Viveiros que está a ser uma enorme revelação e claro, o ponta de lança André Pinto (mais vezes que Chilikov). Viveiros é um ala, como Patacas não sobe tanto como Miguelito, Viveiros faz a continuação do seu jogo e tenta pressionar os defesas na ajuda ao dianteiro Pinto. André Pinto está no campo para marcar golos, não é estático mas porpõe-se que seja eficaz. Eis o Nacional desta época. É sabido que manteve alguns jogadores da época transacta mas, com saídas importantes, Manuel Machado parece saber explorar esta equipa ao máximo. Na baliza desfez-se o mito de Hilário, ou seja, depois de ter tirado (por razões de empréstimo) o lugar a Carrapato, o actual técnico não teve contemplações e ergueu à baliza nacionalista um puto de 21 anos, o suíço, Diego Benaglio ex-reservas do Estugarda da Alemanha. É simples ver que este miudo tem uma segurança mordaz nas bolas aéreas para a idade que têm e, entre os postes caminha para uma nota bem elevada jogo a jogo. Resumindo: Benaglio, Patacas, Ávalos, Cardoso ou Fernandes, Miguelito, Cléber, Chainho, Bruno, Goulart, Viveiros, Pinto. Quem diria que estes desconhecidos fizessem tal proeza e conseguissem o segundo e regular lugar da liga? Ninguém! Actor principal: Manuel Machado. Sabemos que têm também, bons suplentes, apontei apenas o nome de Ricardo Fernandes e Chilikov mas, Alonso, Emerson, Pateiro, Anic, Serginho Baiano e Miguel Fidalgo merecem estar aqui referidos.
Em suma, um Nacional que perdeu pedras importantes e mudou de treinadoreste. Tudo tinha que recomeçar do zero. Este aproveitou o que tinha de melhor, ou seja, rejeitou a fantasia brasileira em detrimento da frieza dos mais velhotes. Pois, é que a média da equipa inicial bate os 26 anos. Com esta idade já se têm muitos anos de bola. Rejeitar jogadores sem nome como Salino, Alex Terra, Genalvo ou Luisinho preferindo os portugueses Miguelito, Chainho, Viveiros e os Balcãs Anic ou Chilikov parece estar a dar uma pequena lição aos clubes portugueses. Cá dentro também há craks e não são só os brasileiros que dão pontos. É claro que é um pouco exagerada e premeditada esta análise pois Alexandre Goulart e André Pinto, dois brasileiros, são importantíssimos na produção ofensiva da equipa do Nacional. Mas fica a ideia, não a rejeitem.
Equipa com média de idades elevada e experiência, o samba suficiente, a disciplina no topo, fecha muito bem, saí ainda melhor para o ataque e tem dois pontos fortíssimos: quando marca primeiro é, quase, impossível dar a volta. Aliás, até ao momento ninguém conseguiu vencer o Nacional quando estes marcam primeiro. Outro ponto: é uma equipa mortífera nas bolas paradas. Quando há cantos, livres perto da área, o mais provável é acontecer a festa do futebol (Bruno assume aqui um papel preponderante, não só a assistir como a marcar). Um palavra para Miguelito, que mostra capacidade para ser um lateral de grande categoria: marca bem os livres, centra bem, corre muito, tem bom drible, fecha bem, o esquedo não atrapalha o direito, pena não ser tipo Del Horno, isto é, estrutura fisica alta e ecorpada. De facto, ele iniciou-se como médio ala esquerdo, potencia para atacar não lhe falta mas, Carlos Brito, treinador que lhe indicou o lugar de defesa esquerda não estava errado. E Machado não falhou ao fazer dele um "box to box" na esquerda da equipa nacionalista. Como Goulart não caí muito para aqueles terrenos e Viveiros joga preferencialmente pela direita, Miguelito sabe explorar muito bem a esquerda pois tem ordens muito precisas para o fazer. De resto está no bom caminho para ainda dar um salto maior. Para finalizar penso que é bom referir a carreira do Nacional fora de portas. Já referi que só sofreu dois golos nas únicas derrotas mas aqui refiro os jogos e números para cada um tirar a sua conclusão e pensar no que será que Machado lhes diz quando jogam fora da Choupana (onde não são nenhuns meninos também):
Jogos Fora: 1-0 Paços Ferreira, 1-0 Gil Vicente, 0-0 Leiria, 0-0 Guimarães, 2-0 Amadora, 1-0 Rio Ave (Miguelito marcou e não festejou lol), 0-1 Belenenses, 0-1 Benfica, 3-0 Boavista. Fantástico. E foi só fora de Casa. Tomara os grandes fazerem 3-0 no bessa ou simplesmente passarem em Vila do Conde. Duas derrotas, dois golos sofridos (1 em cada uma das derrotas).
E pronto, após o mais longo texto deste blog, desejo ao Nacional uma excelente segunda volta e que fique em segundo atrás do...Benfica. lol
Um abraço amigo
André Trindade
Sr. Golo
Fernando Jorge Tavares de Oliveira, conhecido por "Bock" no mundo do futebol.Nasceu no Porto a 19 de setembro de 1975. Este avançado de 29 anos passou toda a sua vida nas divisoes secundarias do nosso futebol, começou nas escolas do Futebol clube do porto, mas n vingou na equipa do dragão e frequentou outras paragens, clubes como o freamunde, gondomar, leixoes, marco,ermesinde e agora vizela, fazem parte do seu curriculo. Não muito alto(1,76 m) nao muito pesado(76 kg), este nortenho tem faro de golo. Os numeros falam por si:
98\99 freamunde 31 jogos 16 golos
99\2000 freamunde 11 jogos 1 golo
2000\2001 Marco 8 jogos 0 golos e ermesinde 16 jogos 12 golos
2001\2002 gondomar 34 jogos 17 golos
2002\2003 leixoes 24 jogos 7 golos
2003\2004 freamunde 36 jogos 22 golos
2004\2005 freamunde 35 jogos 32 golos
Esta época no vizela ja leva 12 golos em 16 jogos. é obra para um humilde goleador que milita sucessivamente ano após anos na divisão secundaria do nosso futebol, mas nunca perde o gosto pelo futebol e principalmente pelos golos. Esta de novo a fazer uma época exelente, tentando ajudar o recém promovido Futebol clube de Vizela a despromoção. Neste defeso estará certamente a espera que o telefone toque...mas enquanto isso não acontece continua-nos a delicia com o seu isntinto goleador.
Igor Santos
Qual o projecto a seguir para o Desportivo de Chaves?
Um pouco no seguimento do que escrevi ontem sobre a equipa do Campomaiorense, quero agora dar uma palavrinha sobre esse clube transmontano que tantas vezes criou dificuldades no Estádio Munincipal de Chaves a equipas grandes. Quem não se lembra do nevoeiro que por vezes caía nesta cidade e que impedia, ou de acabar jogos, ou mesmo de os realizar por inteiro. O Desportivo de Chaves que durante a década de 90 foi presença assídua no nosso escalão maior, teve uma queda para a II Liga e de lá nunca mais conseguiu sair. Já uma vez tinha descido num jogo de cortar à faca contra a BRIOSA, em que a equipa de Álvaro Magalhães empatou e não consegiu permanecer no escalão maior, mas devido à descida do Leça na secretaria, o Desportivo de Chaves foi recuperado por ser o primeiro classificado das equipas que desceram. A sua localização um pouco distante dos centros de decisão de futebol no nosso País, fez do Chaves um clube de certa forma aguerrido e bem parecido aos nossos olhos.
Mas a vida tem destas coisas e, a última queda à II Liga, curiosamente consumada na época em que a equipa foi repescada, iniciou um ciclo cizento para as bandas flavienses. A equipa não mais ascendeu à primeira Liga profissional e, perdendo um bom numero de activos financeiros (receitas de televisão, bilheteira etc), começou a entrar na "onda" dos ordenados em atrasos aos jogadores. Na segunda liga tem andado sempre abaixo do 10º lugar. Até que, na última edição na II Liga, em que o Paços de Ferreira foi campeão, a equipa flaviense ficou em 17º lugar caíndo assim para a IIB. O cenário era taciturno, negro e quase de falência confirmada. Mas, o Alverca e o Felgueiras após confirmarem as suas situações de desistencia, abriram portas às duas primeiras equipas despromovidas. O Gondomar (16º) e o Desportivo de Chaves "safaram-se". A equipa flaviense frequenta a II Liga da presente temporada mas não se vislumbra qualquer projecto de liderança forte e coeso para o clube. A descrença no futebol originou esta situação em Chaves. O presidente (ou ex, já não sei bem), Mario Carneiro parece não ter meios para sustentar este clube. Se já na I Liga é complicado, quanto mais na II Liga, com a redução significativa de receitas. Se não há projecto, há duas hipoteses: ou ele aparece e faz renascer este clube transmontano ou então, porque não seguir o exemplo do Campomaiorense? Finalizar o futebol profissional e tentar renascer das cinzas daqui a uns anos perante outra situação económica (esperamos todos nós, mais favorável). E esta sugestão aplica-se a todos os clubes com a "corda na garganta". Não é fácil claro, privar o mais velho adepto de ver o seu clube do coração, mas antes privar o coração dos adeptos agora dos que ver a morte lenta dos clubes, como aconteceu com o Felgueiras, com o Farense ou com o Salgueiros. Para quê tanto sofrimento? Não sei se a minha perspectiva é a mais acertada mas, se um clube só dá prejuizo e não criar "felicidade profissional" nos seus jogadores, treinadores e mesmo, dirigentes, para quê continuar nesse marasmo de desorganização financeira ou económica? Nem com o totonegócio o Chaves lá vai! Não é descrença em ti, meu querido Chaves, é falta de dinheiro nos nossos bolsos!
Ao Chaves desejo as maiores felicidades e, se possível, que volte ao nosso escalão maior. Referi só o defesa Paulo Alexandre. Quem é este central? Provavelmente um dos profissionais com mais amor à camisola neste país. Ele é Chaves. Desde que o conheço que o vejo no Chaves. Obviamente é capitão de equipa. Sei que passou uma época pelo Aves, mas mesmo assim, passo a expressão, não largou a palavra Desportivo! Um exemplo a seguir, um exemplo de capacidade de sacrifício. Um profissional irrepreensível no trato.
Força Chaves!Um abraço Amigo!
André Trindade
P.S. O Chaves ocupa a 16ª posição na II Liga com 14 pontos em 16 partidas com 14 golos marcados e 20 sofridos.
Barretes & Barretes Lda
Em cada defeso ha Grandes contrataçoes e outras menos boas, ou melhor, muito más, vamos entao esmiuçar os erros de
casting gritantes dos tre grandes...
Benfica:Leonidas: este brasileiro com nome de crack, veio para colmatar uma longa lacuna do lado esquerdo do ataque benfiquista, mas nunca se adaptou á velocidade e a agressividade do nosso futebol.
Clóvis: Um ponta de lança que vinha rotulado de goleador das terras de vera cruz, mas golos foi coisa que nao fez no nosso campeonato
king: Quem lhe disse que era jogador de futebol? Não sei, mas enganou-se redondamente, tinha um pontape forte, é verdade, mas pontaria era uma particularidade que lhe faltava
Uribe: O Chiline porveniente o Huchipato do chile tinha cara de inca, mas nunca foi o farol que o meio campo da luz precisava, marcava bem livres, inclusive apontou um tento de belo efeito contra o sporting, mas foi pouco
Macharidis: Esta é daquelas contrataçoes que se fazem depois de um bom jogo feito pelo jogador em questão, mas foi uma ma politica, ja que nem pa central dava
Taument: contratação sonante vindo do Feynoord da holanda, esperava-se que fosse o extremo direito que fizesse levantar as bancadas da luz, mas o maximo que ele conseguiu fazer levantar foi o treinador do benfica para o substituir
Thomas: proveninte do liverpool,custou uma pipa de massa aos pouco recheados cofres da luz, mas era pesado, lento no passe, e tinha uma tecnica pouco apurada, marcou um golo contra o vitória de guimarães, e nada mais
Pringle:Internacional Sueco?? sim, goleador??não, boa contratação??? também não, ha coisas do diabo!!!
jamir: trazido por Paulo Autuori, rotulado de cabeça de area de classe, mas classe foi coisa que nunca se viu no seu futebol, foi embora sem deixar marca
Rojas: o lateral mais lento que ja vi jogar, baixo, mal colocado em campo, e bom jogador na argentina...
Harkness: O erro mais chocante da armada inglesa, jogou no jogo importante contra o boavista... e foi o que se viu, obra de Gream Souness
Rushfeldt: Este goleador internacional Noroeguês vindo do rosenborg, foi a grande contratação do estagio na Aústria...nao passou daí
Dudic: internacional jugoslavo, titular no euro 2000, mas no benfica nao passou de boa vontade
PortoKralj:O guarda-redes dos grandes frangos...
Ericksson:internacional sueco, mas no nosso campeonato nunca jogou a grande nível
Wosniak: outro dos Guarda-redes pós baía, mas sem catgoria, defenitivamente
Quintana: veio do olimpia do paraguai, para substituir paredes, custou meio milhao de contos, mas de classe nao tinha nada
ibarra: foi o lateral mais caro do futebol portugues, custou 900 mil contos, proveniente do boca juniors, vinha rotulado de melhor lateral do mundo, mas era permeavel nas bolas aereas, não tinha grande velocidade, e cruzar não fazia parte do seu dicionario
Esnaider: outro internacional Argentino, vindo da vechia senhora, tinha dificuldade em marcar golos, e levou guia de marcha
Kaviedes: No desportivo de quito marcava para cima de 30 golos por época, no porto chegou e foi embora no mesmo periodo de tranferencias
Chippo: O marroquino nunca foi um sucessor a altura dos grandes monstros do meio-campo portista, vulgo André
Pavlin: Internacional esloveno fez um euro 2000 pálido, e épocas no porto ainda mais palidas, teria anemia? certamente que não, era mesmo mau jogador
Caju: fez dois jogos e foi-se embora de novo para o alverca
Alessnadro: la ginasta era ele, ja que festajava os golos com mortais incessantes, era rápido, tão rapido que pouca gente se lembra de o ver jogar
Paulo Ferreira: eterna promessa do estrela da amadora, Fernando Santos precisava de um extremo esquerdo e.... continuou a precisar
Wetl: momento de gloria- golo ao benfica na supertaça, de resto...
Buturovic: Daquelas contrataçoes que ninguem se perdoa, por tê-la feito
Sporting
Carlos Miguel: extremo direito brasileiro, que foi explanar o seu futebol de novo para o brasil
Lang: exelente marcador de livres mas.... nada mais
Gil baiano: lateral dreito brasileiro...so posso dizer que
Saber era melhor que ele, por isso....
Gimenez: era tao mau que quando foi para espanha teve que mudar de nome para Marioni
Mahon: proveniente do tramere veio com Phill Baab, um dos maiores negocios do sporting, jogou 7 min!!!! e foi vendido ao blackboun por 1,5 milhoes de euros
Kmet:veio do lanus da argentina, esperança argentina que nunca confirmou os requesitos de crack, voltou para a terra natal, sem mostrar o seu futebol...se é que tivesse algo para mostrar
Robaina: Ultima aquisição do defeso de verão 1999, vindo do las palmas, foi o último a vir e o primeiro a ir
C. Ramirez: Paraguaio, ninguem o vui jogar, e duvido que os olheiros do sporting o tenham visto
Nalitzis: Veio da Udinese rotulado de goleador, este helenico vui-se grego para marcar golos com a camisola do sporting
Spehar: ponta de lança croata, que teve poucas oportunidades....inda bem para os ammantes do futebol
Hanuch: Extremo argentino proveniente do independiente, foi disputado ate a ultima por benfica e sporting, acabou por ir para o clube leonino, os benfiquistas agradecem
Viveros: Fez mais jogos pelo lourinhanense do que pelo sporting
Vinicius: Latera esquerdo brasileiro, que nao fez esquecer a lacuna que existia
Horvath: Internacional checo, boloni ainda hoje desconhece a que posição horvath jogava
Kirovski: Jovem norte americano vindo do B.dortmund, avançado, golos nao era com ele
Misse-Misse: ......
Skuhravy: Lembram-se dele??? eu também nao, foi a marca que o gigante checo nos deixou
Igor Santos
Campomaiorense: Onde estás tu meu alentejano?
Há tantos clubes que já desapareceram dos nossos olhos e outros que vão desaparecendo paulatinamente (Salgueiros, Farense, Alverca, Felgueiras, Tirsense). Decidi desta vez de falar um pouco sobre esse clube que já nos entrou pela Televisão a dentro, não só pelo bom exemplo de gestão (praticamente um negócio de família, promovendo os cafés Delta e o Alentejo), bem como, da sua queda após a última descida da I Liga para a II: o Campomaiorense.
De facto, admirei a coragem e honestidade da família Nabeiro que, ao ver que não rendia gerir um clube na II Liga do nosso Futebol, optou por fechá-lo em termos profissionais. Mas, enquanto isso não aconteceu, notámos a ascenção de um clube alentejano na década de 90. Quem não se lembra de ter dificuldade em dizer a palavra "Campomaiorense"? Eu penso que a palavra ajudou a que o clube se promovesse e propagásse no nosso país. Não sei, digo eu, na minha singela liberdade opinativa que este blog me permite ter. O Estádio Capitão César Correia em Campo Maior, Baixo Alentejo, bem perto de Espanha e de Badajoz, viu bons espectáculos de futebol, mas também, vivei momentos de grande desespero e sufoco nessa luta que é a da manunetenção. Pelo Campomaiorense passaram, essencialmente, treinadores que foram grandes jogadores no passado (Manuel Fernandes, Diamantino Miranda, Carlos Manuel ou João Alves). Em termos de matéria-prima, em termos de artistas há um nome que nunca poderá ser esquecido: Jimmy Haisselbank (espero que esteja bem escrito). Na primeira época na primeira divisão (95-96) este holandês desconhecido destacou-se ao marcar mais de 70% dos golos dos galgos. Na época a seguir seguiu para o Boavista e depois, chegou, viu e venceu no futebol inglês. Há inumeros jogadores que podem ser relembrados mas, este se me permitem, vou ter que referir, pois foi em Campo Maior que ele fez a sua última e grande aparição. Falo-vos de Isaías, esse grande benfiquista, com um pontapé canhão e com uma garra invejável e exemplar para qualquer praticante do desporto rei. Referi estes dois como fundamentais e marcantes, mas há mais, por exemplo: Demétrius, Laelson, Stoiilov, Jorginho, Rogério Matias, Hugo Cunha (um abraço), Beto (central do SCP), Arley, Wellington, Paulo Sérgio, Beke, Abílio, Mickey, Carlos Martins, Cao...entre muitos outros.
O ponto mais alto destas épocas, já por si de glória, foi a ida ao Jamor no ano de 1999 numa final (infelizmente) perdida para o Beira-Mar. Uma final que foi polémica, faltou assinalar um claro penalty por mão de Caetano, então defesa aveirense.
E pronto, aqui fica um pequeno registo em memória do Campomaiorense. Como tenho uma costela alentejana sempre gostei muito dos galgos de Campo Maior. Uma referência à família Nabeiro que com a sua arte, suor e muito trabalho consegui colocar este clube na Primeira Divisão, pena os jogadores e treinadores, por vezes, não acompanharem o exemplo de gestão dos seus Patrões.
Um abraço generoso e amigo
André Trindade
Especial Agradecimento e um AVISO
Em primeiro lugar
agradeço os elogios que me teceram pelo (bom) trabalho sobre Luis Castro. Espero assim continuar. Depois, quero
AVISAR todos os amantes de futebol para que escrevam artigos sobre um tema de livre escolha e, posteriormente, nos enviem em Word para podermos postar neste singelo, mas já aliciante blog sobre futebol.
Um abraço Amigo
André e Igor
O Viveiro Brasileiro
Não são as contrataçoes milionario feitas pelos grandes clubes europeus, que levam as grandes estrelas brasileiras para a europa em troca de milhoes...Mas sim o que acontece por essa eupropa escondida e particularmente em portugal.
Em portugal sempre houve a rucruta de brasileiros paro o nosso futebol, mas a partis de 1995 pra ca, tem sido trazidos jogadores de uma forma astronomica.
Em cada defeso se ouvem as contrataçoes com muita atenção, mas ja se sabe que a maior parte vem das terras de vera cruz.Porque será????
A resposta é simples e qualquer leigo a pode dar, 1º o brasil é prodigo me grandes jogadores, 2º O preço é baixo e em tempo de vacas magras ha que apertar o cinto, 3º A lingua é a mesma o que facilita a comunicação e a adaptação, 4º passados dois meses têm nacionalida portuguesa e deixam de ser extra-comunitarios.
Os clubes protugueses funcionam como verdadeiros portos de abrigo para os jovens e ingenuos, barasileros que vem para a europa a procura do contrato das suas vidas, mas so uma pequena parte vinga no nosso campeonato, o que se deve a varias razoes tais como, a inadaptação ao tipo de futebol, aos ordenados em atraso entre outras. Mas os que vingam tem samba no pé e são de inegavel qualidade.
Todos os anos no verao aterram avoies cheios de esperança, com brasileiros encantados co nosso pais, em janeiro na reabertura do mercado, muitos desses brasileiros se vao embora e voltam outros, com os mesmos sonhos e vontade de que a europa de renda oao seu talento.
Esta importação de mão-de-obra para o futebol, motivou os grandes empresarios deste pais a investirem na terra do samba. Por la criam-se clubes prepositadamente(com meia dúzia de toestoes)para fomentar as tranferencias dos clubes portugueses, como é o caso do gremio inhumense.
Esta odisseia vai continuar e as trocas e baldrocas com sotaque brasileiro vao continuar a sortir efeito no nosso futebol, o que nos resta a observar os craques brasileiros...
Igor Santos
Penafiel de ontem, Penafiel de hoje: que diferenças.
É tão nítida a falta de jogadores com determinadas características nesta equipa assinada por Luís Castro. Ou então dir-se-ia que o treinador não revela apetência para desenvolver outros esquemas e consequentes modelos eficientes de cariz defensivo, sem jogadores que não lhe sejam “ideais” (o que é isso de jogadores ideais, ao certo?). Qual das hipóteses que aqui sugiro será a mais acertada? Sendo um profundo admirador de Luis Castro espero que seja a primeira, a falta de matéria-prima qualificada.
Sendo assim, muito mais do que um problema de confiança, o actual Penafiel de Luís Castro revela carências de plantel, e nelas incluo as situações dos lesionados Nuno Diogo, N’Doye (grande parte do começo de temporada) ou Marco Ferreira. No ano passado, o grande trunfo dos penafidelenses era a boa capacidade de clausura e saída rápida para o contra-ataque, com N’Doye a lançar e/ou progredir, bem como Sidney a transmitir um pequeno cunho pessoal no passe a partir da posição de trinco, aliando a uma faceta lutadora, claro está. Hoje em dia, Jorginho não mostra muito mais do que a faceta lutadora (e até mesmo "tosca" e sem qualidade para ser pelo menos um Fernando Aguiar), Nilton idem e também não há ninguém com a verticalidade mais técnica com capacidade de resolução nas bolas paradas como Wesley, por trás de Roberto – o brasileiro que já foi perdendo vantagem para Bibishkov nestas últimas jornadas. Se no Estádio 25 de Abril se nota a falta de perfil contra-atacante na equipa, poder-se-ia questionar o treinador penafidelense acerca da não utilização de extremos como Zé Rui ou Jacques e, porque não, maior regularidade em Cristóvão. Mas será que tanto Zé Rui como Jacques conseguiriam desempenhar funções parecidas com as de Clayton ou Edgar Marcelino, deambulando entre flancos e a zona central? Todo a pergunta tem sua resposta. É que até aí, na época anterior, ajudava o facto de haver Nuno Diogo disponível para fechar como terceiro central (em 5 defesas), libertando Kelly (preterindo Mariano) ou Celso (direita, depois da lesão grave no joelho do titular Pedro Moreira) nas alas para que os extremos flectissem para dentro, em direcção às costas de Roberto ou largando espaços para Wesley. O Penafiel de 2004/05 estava explorado ao limite. Sem dúvida que no ano de estreia Luis Castro aproveitou para disfrutar de alguma fama, ou seja, com um plantel, no fundo, fraco, conseguiu o 11º Lugar e teve dois rebuçados, ganhar em Alvalade e ao Benfica em casa.
Durante este início de época, Luís Castro, após a razia das “estrelas” foi amontoando médios e mais médios de pouca versatilidade ou desconexos do sistema, sendo o caso mais flagrante o de Orahovac que nem tem facilidade a actuar atrás do 9, nem como cabeça centrocampista do 4-5-1, nem encostado ao lado esquerdo. Para além deste ex-vimaranense dá-me vontade de dizer que Luis Castro não teve palavra nenhuma na esoclha dos jogadores para esta época. Quando adquiri uma revista de apresentação da actual temporada previ que o Penafiel não caísse pela qualidade do seu técnico mas, após observar a qualidade do seu plantel dá vontade de dizer: "como fazer omoletes sem ovos?" O actual Penafiel tem deficiências estruturais, físicas e consequente fraca articulação de sistemas e modelos. O que agrava esta situação é também, o sentimento de "gato por lebre" vivido nesta localidade duriense. De facto, vender jogadores por bons preços como foram os casos de Wesley ou Sidney para comprar mais jogadores mas de menor qualidade afecta mentalmente qualquer equipa e qualquer lider. Num onze base perder seis imprescindíveis e contratar jogadores que nem para pedreiros têm jeito dá nisto. Apenas 7 pontos, apenas 1 vitória. Veremos o que Juninho Petrolina, hoje por hoje o único reforço do plantel, traz a este onze penafidelense. E que outros reforços virão?Esperemos que Castro o saiba por a render porque é sabido que ele é um brasileiro e só a nacionalidade diz muito sobre a peça.
Após esta analise crítica ao plantel e, até mesmo, ao treinador Luis Castro (do qual sou admirador), apetece-me endereçar votos de sucesso para o plantel e, se não for possível, que Castro se mantenha na Primeira Liga do nosso futebol por muitos anos. Ficamos também com esta verdade, se na época passada ele chegou, não conhecia ningém e fez da fome fartura, esta época, já concluimos que está nas mesmas condições, porque não o consegue? Como diz Ulisses Morais: "O pior do futebol são os 90 minutos ao domingo. O resto é fácil..."
Um abraço amigo
André Trindade
Luís Castro: a doença mudou-lhe a vida
«A minha paixão era a bola». Luís Castro ainda era criança. Nasceu há 43 anos em Vila Real, mas viveu em Casal dos Claros, na zona centro, antes de se mudar para Vieira de Leiria. O pai era militar na base de Monte Real, a mãe professora primária, motivos que levaram a família a deixar Trás-os-Montes bem cedo. Pela mão do pai ia ver os jogos do clube da terra e o fascínio começou aí: «Fui o primeiro futebolista da família. Coleccionava cromos e o futebol era uma luz que me guiava». Deixou-se guiar por essa luz e viu-se com as chuteiras nos pés: «Era evoluído tecnicamente, mas fui perdendo técnica à medida que fui crescendo».
Primeiro a defesa-central, depois a lateral direito. Quando tudo fazia crer que fosse vencer o mundo à custa dos seus pontapés, surgiu o maior revés da sua vida: «Tinha onze anos e comecei a vomitar sangue e a rejeitar os alimentos. Ninguém sabia o que tinha». Foi internado, passou mês e meio numa cama de hospital condenado a um destino que parecia irreversível: «Os médicos diagnosticaram-me
púrpura [doença no sangue e disseram aos meus pais que não tinha hipótese de sobreviver. Mas segui em frente e esse é o momento mais marcante da minha vida».
Seguiu em frente e superou o drama sem se aperceber da aflição em que estava metido. «Meio ano depois a doença estava erradicada, mas os médicos disseram-me que não podia fazer esforços físicos pela vida fora». Estava escrito que seria um adolescente diferente e o mundo passou a reduzir-se a um espaço cada vez mais exíguo: «Ver os outros a jogar futebol e eu ali parado custou-me muito. Durante três anos vi os meus colegas a brincar e eu não podia brincar. Isso abalou-me, mas a minha força interior para ultrapassar os problemas vem desde período. A doença ajudou-me a não vacilar em certos momentos. Foi Deus que me ajudou».
Luís Castro recorda o passado com os olhos bem abertos. Fala sempre de olhos bem abertos independentemente do tema da conversa: «Nessa altura, a minha vida resumia-se aos estudos. Só estudava e não brincava, nem sequer podia correr. Fui bloqueado». Era bom aluno, mas isso era muito pouco. Ao mínimo esforço, diziam os médicos, podia sangrar de novo. «Foram três anos difíceis, mas superei o problema. Aos catorze anos fiz testes de esforço e informaram-me que estava curado, que estava livre e voltei a ter liberdade para jogar futebol. Tive momentos de sorte até chegar aqui e Deus foi meu amigo pela vida fora».
André Trindade
Luís Castro: um líder dentro do campo
«Fui capitão de equipa desde os 22 anos, porque os meus colegas diziam que tinha carisma». Agora, toda a gente conhece o treinador do Penafiel por Luís Castro, mas quando era futebolista todos o conheciam por Castro. «Era um lateral direito que tinha como características a entrega ao jogo e uma grande paixão. Era tecnicamente razoável, subia bem e tinha um bom pulmão. Tinha muita vontade». As palavras são de Vítor Pontes, técnico do União de Leiria, que partilhou o apartamento com o seu colega e amigo no V. Guimarães e n¿ O Elvas durante a década de oitenta.
Vencida a doença no sangue, regressou ao futebol. A porta do Vieirense abriu-se até ao U. Leiria e um tapete vermelho desenrolou-se. Chegou ao clube da cidade do Lis com idade de juvenil, mas já jogava pelos juniores e era capitão. Sobe a sénior, está no plantel da subida ao escalão principal, mas é dispensado: «Não subi, desci e levo um trambolhão». Nessa altura era defesa-central, mas derivou para a direita por indicação do treinador Pedro Gomes face às carências existentes no plantel. «Sou emprestado ao Vieirense, mas o U. Leiria desce e eu volto».
A partir daqui, a carreira projecta-se. Três anos no U. Leiria fazem-no chegar ao V. Guimarães, de Marinho Peres, onde ficou duas épocas mas praticamente só jogava pelas reservas. Depois foi para O Elvas. «Ele era capitão, porque era uma pessoa com princípios. Sabia ouvir os colegas, era amigo de todos, possuía uma formação acima da média, era culto, tinha uma personalidade forte, gostava de dar a sua opinião, em suma, era um líder», explica Vítor Pontes. No Águeda, o seu último clube, é capitão durante sete épocas. «Em votações de vinte e dois jogadores, vinte e um votava em mim. São momentos que recordo e me levam a pensar que vale a pena investir no aspecto humano».
Jogava futebol, mas estudava e chegou à Faculdade de Ciências e Tecnologias de Coimbra, onde cursou física. «Sempre estudei por causa da minha mãe. Sabia que ela se sentia bem por andar a estudar e fazia-o por ela, era uma questão de descargo de consciência. Mas não queria». Fechou os livros no segundo ano para se dedicar em exclusivo à modalidade que tanto ama: «A minha paixão era a biologia, mas não entrei. Gostava de ter seguido educação física, mas não tinha jeito para a ginástica e para a natação. Entrei em física, mas quando me lembro da faculdade, lembro-me de uma montanha que não conseguiria ultrapassar. Não sou alpinista».
André Trindade
Luís Castro: o discurso do método para empolgar a equipa
«Às vezes, deixo-me entregar à minha intuição e à minha sensibilidade. Há dias em que tenho um discurso e utilizo palavras que empolgam o plantel. Não é nada pensado, apenas me deixo ir». Luís Castro sempre fez do discurso uma das máximas do seu trabalho para obter o melhor rendimento possível dos jogadores. «Ele fala muito, fala da família, toca-nos o coração e ouvi-lo chega a arrepiar», explica Pedro Moita, seu jogador no Estarreja e na Sanjoanense. «Conhece bem cada um de nós. Sabe a quem pode berrar e a quem deve sorrir, porque nem todos os jogadores podem ser estimulados da mesma forma», reconhece Clayton, extremo do Penafiel.
Foi através da observação dos adversários e da motivação dos seus atletas que o actual treinador do Penafiel subiu a pulso porque não cursou futebol na faculdade. Ao serviço do Estarreja, então na terceira divisão, foi a Alvalade para a Taça de Portugal e chegou a ter o jogo empatado com o Sporting. Mas seria eliminado. Ali apercebeu-se da montra que era a alta-roda do futebol. «Antes do jogo apareceu uma página da minha equipa em A Bola, no Record e em O Jogo. No final, fui à sala de Imprensa, só me fizeram uma ou duas perguntas e um repórter de uma rádio disse em directo que o Luís Castro teve o seu minuto de fama».
A frase ficou-lhe entranhada na cabeça como tónico para o episódio seguinte. Subiu o Estarreja e viu que podia ir mais além no futebol. «Sentia progressão, sentia que os meus jogadores estavam a gostar, que motivava a equipa e sentia que estava a cavalgar». Há dois anos chegou à Sanjoanense, da II Divisão B, e o sorteio da Taça de Portugal foi generoso. «Quando nos calhou o Gil Vicente, apercebi-me que tinha de aproveitar aquele momento. Quando vou a um jantar de gala tenho de aproveitar o momento, tenho de ir bem vestido, não posso ir de ganga». Foi o que fez. Estudou bem a mecanização do adversário e explorou os pontos fracos até à exaustão.
Antes do desafio usou alguns trunfos. «Contei aos meus jogadores a doença que tive quando era pequeno. Aquele era um momento alto, era a altura oportuna para o fazer. O treinador deles tinha ultrapassado o problema mais difícil da vida dele. Portanto, eles também podiam ultrapassar o Gil Vicente que não era mais difícil do que uma doença. Tinha a convicção de que íamos ganhar em Barcelos». E eliminou o Gil Vicente, abrindo as portas da Superliga. O nome de Luís Castro ficou na mente de todos, inclusive na mente do presidente do Penafiel, António Oliveira, que o convidou para suceder a Manuel Fernandes à terceira jornada. Esta época repetiu o método. «Falei ao grupo da minha doença antes de jogarmos frente a um grande. Mas perdemos¿»
Luís Castro: as folhas de papel coladas no balneário
«A minha paixão pela táctica surge nos infantis». Luís Castro tinha 35 anos e terminava a carreira de futebolista no Águeda. Primeiro projecto: ser técnico de crianças. «Quando era jogador não prestava muita atenção às tácticas dos treinadores, apenas me mentalizava naquilo que me diziam para cumprir a minha missão dentro do campo». Mas depressa se apercebeu que o caminho tinha de ser outro. Foi a treinar miúdos que se dedicou à análise da estratégia para superar o adversário. Passou a comprar livros sobre futebol, frequentou cursos de treinadores e transformou-se num autodidacta porque não estudou educação física na faculdade.
Naquele período converteu-se no disciplinador que é hoje. «Apercebi-me que o rigor e a disciplina eram importantes. Obrigava os miúdos a não dizerem asneiras, a estudar, a chegar a horas aos treinos. Se chegassem atrasados já não entravam em campo e se tivessem más notas não eram convocados. Comecei com trinta e cinco crianças e terminei com as mesmas trinta e cinco». Teve sucesso. Na terceira divisão assume o comando técnico dos seniores do Águeda, depois de ter sido adjunto durante duas épocas, conseguiu o quinto lugar e na temporada seguinte foi promovido à II Divisão B. «Mas não tínhamos um plantel muito forte e levei a única chicotada da minha carreira».
Era um duro revés. Mas meses depois é convidado por Luís Simões, o seu actual adjunto e na altura director técnico, para assumir os destinos do Mealhada, que estava nos distritais: «Bati no fundo mas é aqui que começa a ascensão da minha carreira». Luís Castro passa a usar métodos inovadores para a época: «Recolhia dados com um ou outro colega, ia ver um ou outro jogo e colava informações sobre a equipa adversária na parede do balneário. Ao longo da semana os jogadores iam lendo aquilo. Às vezes, inventávamos porque era impossível ver todos os adversários e aquelas folhas já faziam falta aos jogadores. Tinham um efeito psicológico». E tudo muda.
Luís Castro vai enriquecendo conhecimentos sobre a metodologia de treino com o seu actual adjunto Luís Simões, um perito na matéria e uma das chaves do sucesso: «Ele melhorou as minhas capacidades e mostrou-me aspectos que me passavam ao lado. Soube absorvê-los. Foi fundamental na minha ascensão». Num ápice, levou o Mealhada à poule final de campeão e deu o salto para o Estarreja, então na terceira divisão. A primeira época não foi positiva, mas subiu na temporada seguinte. «Foi a primeira vez que vi um treinador usar um quadro magnético e a fornecer elementos sobre as características do adversário. Quando entrávamos em campo já sabíamos o que tínhamos de fazer», recorda Pedro Moita, seu jogador, actualmente no desemprego.
Luís Castro: comercial de dia, treinador à noite
«O pai de duas filhas não podia esperar o dia todo pelo treino das sete da tarde». Quando Luís Castro deixou de ser jogador profissional encarou o mundo com toda a naturalidade possível e fez-se à vida como qualquer outro. «Era comercial e andava na minha carrinha de embalagens de cartão. Era feliz, feliz da minha vida». O ritual repetia-se sempre: no Águeda, no Mealhada e no Estarreja saía de manhã em direcção à empresa e só regressava a casa, à noite, depois do treino.
A felicidade explica-se em poucas palavras. «Fazia aquilo que mais gostava depois de um dia de trabalho, que era treinar uma equipa de futebol, mostrava às minhas filhas que o pai delas tinha capacidade e humildade para trabalhar durante o dia». Quando estava no Águeda, na II Divisão B, levou a única chicotada da carreira por causa dos resultados e a sua ocupação como comercial salvou-o de cair no vazio total do desemprego. «Trabalhar nunca deve ser vergonha para ninguém, apenas um motivo de honra. Foi uma experiência de vida de que me orgulho muito».
A saga só terminou quando deixou o Estarreja e aceitou o convite da Sanjoananse, da II Divisão B, que exigia outro tipo de dedicação. Luís Castro recorda o passado sem vacilar nos gestos e num tom de voz sereno e descontraído. È aqui que chega a um dos pontos-chave: «Digo sempre aos meus jogadores que devemos dedicar o nosso trabalho a quem nos abre a porta depois de uma derrota como se tivéssemos vencido o jogo. Temos de dedicar o trabalho à nossa família. A relação humana que tenho com os meus jogadores é fruto da educação que tive, agradeço-a aos meus pais. Sou um líder, mas um líder sem chicote, estou sempre próximo da minha equipa».
Nesta altura evoluía como treinador, aprendia e absorvia conceitos, ia dando passos pelos seus próprios pés até chegar ao Penafiel. «Nos meus primeiros anos tinha estruturas tácticas muito rígidas, era tudo muito mecânico e tirava a criatividade aos jogadores. Hoje não, hoje dou liberdade à criação, porque é isso que dá beleza ao jogo». E hoje recorda alguns treinadores que teve: Mário Wilson, António Morais, Marinho Peres, Paulo Autuori, Fernando Peres, Tomé, Carlos Cardoso, António Fidalgo, Vieira Nunes, Pedro Gomes. «Se calhar, esqueci-me de algum». Referências? «Não tenho. Há treinadores que admiro, mas procuro ser muito eu. Leio jornais, vou à Internet, leio livros sobre futebol, sobre psicologia. Sigo o meu caminho e nunca me guiei por aquilo que os outros fazem».
MaisFutebol
André Trindade
Luís Castro: como se desmonta o Benfica
«São coisas confidenciais que vou dizer aos jogadores, o ponto fraco e o ponto forte da defesa, do meio-campo e do ataque». As coisas confidenciais que Luís Castro se refere resumem-se à preparação dos jogos. Antes colava papéis nas paredes do balneário sobre a equipa adversária, mas quando chegou à Sanjoanense passou a planificar o trabalho recorrendo às novas tecnologias. «As características do adversário são projectadas. É feita uma análise aos jogos em diversas situações, os jogos são gravados, quando passam na televisão, para analisar as acções ofensivas, defensivas e os lances de bola parada».
É assim que o Penafiel faz o seu trabalho de casa. «Também organizámos o historial de resultados e a evolução da estrutura táctica. É feita uma descrição pormenorizada sobre cada jogador da equipa adversária, sobre o seu posicionamento ofensivo e defensivo, como se movimenta, como se comporta nos lances de bola parada, quais são os jogadores mais influentes, como está mentalmente o adversário, como reage a um golo, a um período menos bom, à pressão do público e quem são os jogadores instáveis mentalmente para tirarmos partido deles».
É assim que o Benfica está a ser desmontado. Há alturas em que os adversários são observados cinco vezes. Três delas por um colaborador directo de Luís Castro, duas pelo próprio treinador. «Quando não consigo ir ao estádio, vejo o jogo pela televisão, gravo e volto a ver de novo. O meu colaborador compacta a informação em dvd e faz um relatório baseado nos modelos do curso de terceiro nível quando tive de fazer um trabalho sobre a Grécia no Euro-2004. O relatório é mostrado aos jogadores na terça-feira, mas como o jogo é no sábado será explicado na quarta. Não entrego dossiers». Não entrega dossiers por serem confidenciais. «Se calhar há quem não meta aquilo na cabeça, mas sentimos que está ali alguém que se interessa, que dedica tempo, que estuda e que vai ao pormenor. Nesse aspecto faz-me lembrar o Mourinho. Hoje em dia já toda a gente sabe fintar dentro do campo, o que faz a diferença é o detalhe e assim podemos tirar partido das debilidades do adversário», explica Clayton, extremo do Penafiel. Depois de dissecado o adversário, o treino é programado em função disso mesmo. No plano prático há uma característica fundamental: «Mesmo nos momentos de dificuldade ele está sempre tranquilo. Sabe muito de futebol e só lhe falta a experiência do Mourinho e do Fernando Santos para estar ao mesmo nível deles».
Adaptado de MaisFutebol (jornal online)
André Trindade
Luís Castro: o homem que lê tudo o que apanha
«No dia em que fechar os olhos é o meu último dia de aprendizagem». Por isso, Luís Castro já está inscrito no curso de treinador de quarto nível. No ano passado concluiu o curso de terceiro nível organizado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e distinguiu-se dos colegas. «Ele e o seu adjunto Luís Simões foram os melhores alunos», explica Luís Silva, vice-presidente da FPF. «Não tenho dúvidas que vai ser um treinador de top», adianta Rui Caçador, um dos seus professores.
No curso fez observações da selecção grega no Euro-2004 e completou relatórios pormenorizados sobre os helénicos, cujos princípios básicos de planeamento servem de modelo para os dossiers dos adversários do Penafiel. «Distinguiu-se por ser um aluno extremamente aplicado, trabalhador, organizado e com um comportamento excelente. Os seus relatórios foram os mais completos», recorda Luís Silva. O homem que cresceu no futebol aperfeiçoou-se pelas suas próprias mãos.
Tudo por causa da sua maneira de ser. «O ser humano é ambicioso. Tudo o que apanho leio, seja sobre a mente, sobre os aspectos físicos ou sobre as experiências vividas no futebol. Interesso-me pela psicologia, por técnicas de relaxamento para controlar a ansiedade. É por aí que o futebol tem de evoluir». Luís Castro também vê muitos jogos na televisão. «O que é interessante é a maneira como conduz o treino, porque tem conhecimentos teóricos muito bons e não é licenciado em educação física. Para chegar lá estudou tudo por ele», adianta Rui Caçador. Não estudou futebol na faculdade por falta de jeito para a natação e para a ginástica, mas cursou física e foi jogador profissional. «É uma vantagem. Por ter sido atleta sabe como nos sentimos em determinada situação e consegue tirar o nosso melhor rendimento», esclarece Clayton, extremo do Penafiel, que já foi orientado por alguns nomes sonantes do futebol português e detecta vários pontos de contactos com ex-treinadores. «Há algo nele que me chama a atenção, que é a sua ambição, mas é uma ambição com respeito e regras, sem pisar ninguém. Tem uma vontade enorme de chegar lá em cima e é tão ambicioso como o Mourinho».
Recolhido do MaisFutebol
André Trindade
Luis Castro, um Senhor!
Como prometido vou fazer o meu comentário sobre esse mago do futebol, esse senhor pela qual a minha admiração cresce incessantemente. Trata-se de Luis Castro, Treinador do Futebol Clube Penafiel.
Luís Miguel Ribeiro de Castro de 44 Anos, nascido a 03/09/1961 em Vila Real, tem hoje 1,77 m e pesa 72 kg. Nem muito alto, nem muito pesado. Mais à frente, nesta panóplia de artigos que recolhi sobre ele veremos que a actividade física não é o seu melhor. Luis Castro entrou na minha vida com uma frase célebre. Aliás, ele é todo frases celébres e marcantes em termos humanos. Ficou-me na retina, aquando do jogo com o Gil Vicente para a Taça de Portugal, treinava ele a A. D. Sanjoanense, a frase: "A sorte dá muito trabalho." Lembro-me com saudade que a escrevi de imediato no telemóvel e de lá não saiu mais. Não o conhecia de lado nenhum. Apesar de jogar futebol nos anos 80, o lateral/central Castro nunca me apareceu pela frente. Como treinador confirmei que havia ali produto, havia ali um ser humano bastante completo pois, venceu em Barcelos por 1-0 ficando denominada a sua equipa de tomba gigantes. Quando uma equipa da IIB elimina alguma equipa da primeira (mesmo que essa equipa seja treinada por Luis Campos lol) é sempre conhecida como tomba gigantes. Luis Castro continuou a sua vida e mais tarde, após o péssimo inicio de época de Manuel Fernandes, António Oliveira, presidente do Penafiel aposta neste jovem treinador, as suas primeiras palavras foram as seguintes: "' Vamos ganhar muitas vezes. Sabemos o que exigem de nós e estamos preparados para corresponder. Sou frontal e a verdade estará sempre acima de tudo. Conheço a equipa pelos vídeos, mas estou identificado com o valor dos jogadores. Tenho respeito pelo Rio Ave, mas acredito que obteremos uma grande vitória. Será dos jogadores e do Manuel Fernandes. Agradeço a António Oliveira e a jovens técnicos como Carvalhal, Carlos Brito, Vítor Pontes e João Carlos Pereira que, pelo seu sucesso, possibilitam estas apostas". Mostrou logo carácter. Luis Castro começava aqui a ser "famoso" na nossa liga. Não tinha o "canudo", tinha apenas o 3º nível de treinador, nível que foi concluido com enorme sucesso. Antes de passar à revelação de artigos que encontrei sobre este treinador quero partilhar com vocês caros amigos uma atitude que nunca irei esquecer. Como sabem, sou um apaixonado pela BRIOSA e no fim-de-semana em que o Dr. João Moreno faleceu, a BRIOSA jogava de luto e fizeram-se minutos de silêncio em todos os jogos em honra do presidente academista. Por curiosidade o plantel academista venceu o Marítimo por 1-0 e dedicou essa vitório ao então sucumbido. Mas tirando o minuto de silêncio em todos os jogos e as referências ao presidente Moreno no jogo da Briosa (quase) ninguém mais referiu esse facto nessa jornada. Eis se não quando, me deu para ver o jogo da noite de domingo nessa jornada, o Boavista-Penafiel (diga-se de passagem que o Penafiel foi roubado a torto e a direito). No final do jogo suscitou em mim o desejo de ver o que Luis Castro diria sobre o roubo que se tinha verificado. Nisto, no flash-interview da SportTv aparece Luis Castro e antes de qualquer questão, dirige as mais sinceras condolências à família de João Moreno e a todos os academistas. Esta atitude nunca mais sairá do meu coração, o futebol é feito de coração também, e Luis Castro, o mais novo e mais "inexperiente" treinador da liga, após uma derrota imercida e revoltante, chega ao jornalista e refere o falecimento do Dr. Moreno antes de qualquer comentário sobre o jogo. Foi prodigioso para mim, a minha consideração e admiração subiu ainda mais.
Verão agora, nos proximos posts, alguns artigos que recolhi sobre Luis Castro. O que disse neste post não é em vão. É um herói!
Um abraço, caros amigos!
André Trindade
A Arte de bem Marcar
Quando um estádio exalta a de alegria , é em razão de algo muito forte. Que motivo seria tao forte para fazer levantar 80 mil pessoal a grittar a mesma palavra? o GOLO
O quem é responsavel por tanta alegria?? o Avançado. essa nobre posição no terreno pode significar ceu e o inferno, num espaço de poucos instantes. Quando vai isolado para facturar mais um tento para a sua equipa e falha, o estadio "cai-lhe em cima", mas Quando marca um golo é levado ao ceu pelos espectadores estsiados perante um golo.
Quando algum clube vai procurar um avançado, tem que ter em conta o tipo de jogo que utiliza, se utiliza um ataque apoiado, tem k ser uma mescla de bom cabeceador, timing de desmarcação, e cultura tactica. Ja se o estilo for de contar-ataque, tem que ser algo entre um velocista nato, com tecnica, e execução rapida.
Mas tudo isto sao meras palavras perante a viemencia do golo. Portanto a defenição de um avançado é bastente comum a de um outro jogador, mas com uma nuance, tem que ter o faro de golo, tem que nasces para marcar, e so uma pequena parte tem esse dom.
igor Santos
Falar e Sentir o Futebol....que arte!
Primazmente opto por desejar uma óptima entrada no novo Ano a todos os amantes do Desporto Rei. É sabido que a nossa liga tem sido "fraquinha" mas que tem pernas para se tornar melhor com a aproximação dos seus momentos decisivos.
Mas, o que me tráz aqui à berlinda da escrita, isto é, ao blog mais rocambolêsco da blogsfera é sem dúvida, essa paixão incessante por futebol. Como é que o futebol é capaz de nos atingir desta maneira? Como é que um ser humano perde dias de vida a ver o jogos do seu clube? Como é que se institicionaliza o futebol na mente humana? São questões que nos deixam a pensar. E mais, se o futebol é um desporto de Homens como é que vemos mulheres que como adeptas são mais efusivas e mais barulhentas que uma claque italiana? lol Veja-se o exemplo da Choupana, em que um grupo de mulheres (solteironas ou não) se reune e grita, desabafa, puxa pela sua equipa de forma incomparável. É o verdadeiro espectáculo!
No nosso caso particular, meu e do meu caro Igor penso que o futebol foi introduzido nos espermas dos nossos respectivos pais, esperma que fecundou nossas mães e nos trouxe, mais tarde, ao mundo. O futebol nasceu no nosso sangue. Como é possível haver um sujeito de óculos que corte caras de jogadores de revistas e jornais e que organize campeonatos com jogadores de papel? Para além de gostarmos de jogar com a bolinha nos pés, gostamos de ler, falar, dissertar, observar tudo o que concerne ao futebol.
Despertando em nós toda a magia que é ouvir Gabriel Alves, despeço-me fazendo um brinde ao Futebol!!
Um Abraço e Bom Ano!
Figras desta nossa liga
Na baliza poderia dizer muitos nomes k ja se destacaram, mas opto por um que quase passa despercebido...Diego Benaglio.Internacional pelo pais dos alpes com epanas 22 anos, este "bom gigante"tem feito pela vida. a época para ele n começou de feição ja k teve k lutar com um hilario motivadissimo, e o belman experiente. o puto n se acanhou e mal se apanhou no poleiro desse "este ja tem dono" e brindanos todos os fin de semana com exibiçoes seguras plenas de catgoria. um jovem a seguir.
Defesa lateral, sem duvida nelson, este muido que inda a bem puco tempo defendia as cores do vilanovense ja se ve a blrilhar na chmapions!!! para quem tinha medo do fantasma de miguel aí esta a resposta, este cabo-verdiano, tem perfume nas botas é capaz de transformar um lance sem perigo num poema ao futebol...ambidestro e com cruzametos açucarados de qualquer ponto do relvado, ja despertou a cobiça dos grandes da europa...temos lateral. Como defesa central optei pelo luizao, o muro do campeao nacional nao desfraldou as espectativas do clube e desatou a fazer exibiçoes de encher o olho, com um jogo de cabeça inultrapaçavel e um liderança por si so estupenda é o porto de abrigo da defesa campea naciona. Nao é a toa que é um dos favoritos de parreira.
extremo Quaresma claro... ele é um verdadeiro magico, com a bola nos pes é capaz de fazer inveja a qualuer malabarista do circo chen, dos sues pés saem cruzamentos de trivela mortiferos para as defesas adeversarias e o seu golo de antologia em guimaraes foi um hino ao futebol. sem duvida o maior negocio do porto nos ultimos anos, asseguir ao do paulo ferreira.lolol.
medio centro lucho gonzalez. aí esta o verdadeiro valor do viveiro do pais das pampas...ja ha algum tempo que nao era explorado com tanta qualidade, um jogador que corre, corte, passa distribui e ainda marca golos, é sem duvida caido do ceus da terra de "el pibe". A sua montr ideal podera ser o mundial 2006, os dirigentes da sad portista tratem de fazer contas a vida porque vao chover propostas para esta perola argentina.
avançado....kem mais poderia ser o actual rei dos goleadores...falo de Nuno Ribeiro (gomes). esta defenitivamente de volta aos velhoe tempos de goleador que deixou portugal asseguir ao europeu 2000. eximeo a segura a bola e a jogar de costar para a baliza faz a equipa gira a sua volta como um carrocel, jogando a Nº 9 ou a Nº 10 esta avançado pode ficar na historia...so falta ter mais proponderancia na selecção nacional. O benfica ficou orfao do seu capitao...e Nuno gomes n virou a cara a luta e assumiu o comando de uma equipa que precisa de simao como do pao pra boca, vestiu o fato de macaco e marcou golos decisivos que por momentos fazem esqueceo 20 do benfica, alguns deles verdadeiras obras de arte(penafiel e setubal).Precisa ainda de um pouco mais de frieza na cara do gurda-redes, de resto...é vê-lo nos proximos jogos do benfica.
Igor Santos
Treinador VS Tecnico
Antigamente existia o treinador, e ninguém dav muita atenção a ele. O trainador morreu, de boca fechada, quando o jogo deixou de ser jogo e o futebol profissional deixou de ser uma tecnocracia da ordem. Entao nasceus o tecnico, com a missão de evitar a improvisação, controlar a liberdade e elevar ao máximo o rendimento dos jogadores, obrigados a transformarem-se em atletas disciplinados.
o treinador dizia:vamos jogar
o técnico diz:vamos trabalhar
Agora fala-se em numeros. A viagem da ousadia ao medo, historia do futebol no sec. XX, é um transito de 2-3-5 para 5-4-1, passando pelo 4-3-3 e o 4-4-2. Qualquer leigo é capaz de traduzir isto, com um pouco de ajuda, mas depois, não ha quem possa. A partir daí, o técnico desenvolve fórmulas misteriosas com a sagrada concepção de jesus, e com elas elabora esquemas tacticos mais indecifraveis que a santíssima trindade.
Do velho velho quadro negro as telas electronicas: agora as jogadas magistrais sao desenhadas em computadores e ensinadas em video. Essas perfeições raras são vistas, depois, nos jogos que a televisão transmite. A televisão delicia-se exibindo a cara crispada do tecnico, e mostra-o roendo as unhas e gritando orientações para dentro das 4 linhas que mudariam o curso do jogo se alguem pudesse entendê-las.
Os jornalistas sufocam-no de perguntas nas entrevistas, quando o jog termina. o técnico jamais conta o segredo das suas vitorias, embora formule explicaçoes admiraveis para as suas derrotas:
-as instruções eram claras, mas não foram seguidas-diz, quando a equipa leva uma goleada para uma equipa claramente inferior. ou rectifica a confiança em si mesmo, falando na terceira pessoa mais ou menos assim"os refezes sofridos nao estragam a conquista de uma clareza conceitual que o tecnico caracterizou como uma síntese dos muitos sacríficios necessários para chegar a eficácia".
A engrenagem do espectaculo tritura tudo, tudo dura pouco e o técnico é descartável como qualquer produto da sociedade de consumo.
hoje o publico grita para ele:
-nunca morra
e no domingo que vem quer matá-lo
Ele acredita que o futebol é uma ciencia e o campo um laboratório, mas os dirigentes e os adeptos nã apenas exigem a genialidade de esinstein e a subtileza de Freud, mas tambem a capacidade milagrosa d Nossa Senhora de Fátima e a pacinecia de Gandhi
adaptado de Eduardo Galeano
Paragem natalícia
Mais uma paragem natalicia, algo que me incomoda bastante ja que fico duas semanas sem poder usufruir do espectaculo que tanto admiro...., inda bem k nao acontece em todo o lado, ja que na patria do futebol existe o boxing day.
o nosso campeonato esta a tomar as formas normais os tres grandes estao nos lugares cimeiros, apenas separados pelo nacional da madeira. o vitoria de guimaraes esta num lugar inesperado a esta altura do campeonato, devido as "sonantes" contrataçoes do defeso de verao, esta agora a tentar reorganiszar se com vitor pontes discipulo do "special one". na lanterna vermelha encontra se o penafiel, ja esperado para os k acompanha regularmente o nosso campeonato. com um plantel feito a medida do seu orçamento e com um treinador com futur, a equipa do estadio 25 de abril tenta lutar com todas as suas forças contra a despromoção, uma luta que nao se avizinha facil, podendo contar ja em janeiro com o playmaker juninho petrolina para dar alguma clarividencia a um mei campo k nunca encontrou o norte.
decepçoes desta 1ª volta-karagounis, joao alves, paulo sergio,jose pedro,rossato,dionathan, davide
revelaçoes-nelson,nani,cleiton,benachour,saganowsi,morreto,sougou,fonte,mancuso,harisson
confirmaçoes-lucho, moutinho,marcel,miguelito,meyong,bruno, ze castro
Igor Santos
Que meninos...
É com grande orgulho que iniciamos neste espaço, as nossas dissertações filosóficas sobre futebol. Aqui esperamos promover os comentários ao desporto rei e, essencialmente, aprendermos uns com os outros. Que este blog se evidencie na enorme blogsfera já existente neste mundo.
Cumprimentos a todos,
André Trindade e Igor Santos