sábado, fevereiro 25, 2006

Xadrez + Arbitragem = Boavista Futebol Clube

É um tema que me tem revoltado nos últimos tempos. Esta relação do Boavista com os árbitros do nosso futebol só pode ser qualificada por uma palavra: entre-ajuda. Após mais um jogo, desta feita com o Gil Vicente, emergiu em mim mais um pouco de revolta, amargura e tristeza devido ao que, infelizmente, mais uma vez, observei. Quem me conhece sabe que, por diversos factores, o Boavista é a equipa que menos aprecio. Por isso, esta minha abordagem, tudo menos prudente e serena, estará carregada de anticorpos contra a equipa do Bessa.

Não vou fazer um post muito extenso, daqueles a que já vos habituei. Quero, simplesmente, deixar algumas questões para reflectirmos, sabendo de antemão, que estou a tomar partido de um dos lados da barricada. Admito-o, sem qualquer problema. E esse lado é, a meu ver, o da justiça e rigor no futebol. Não quer dizer com isto que esteja errado nas minhas opiniões. Mas como o blog é livre... Vamos reflectir! Vejamos:

1) Sempre que se falam de más arbitragens (algo que passa para além do erro humano), são sempre os mesmos clubes atingidos e sempre os mesmos beneficiados. Ao falar-se, domingo a domingo, de uma má arbitragem num jogo do Benfica, do Sporting ou do Porto, focalizando-se sempre as atenções para estes clubes, está a praticar-se um erro de esquecimento, diria, tramado! Esquecimento sim! Será premeditado?

2) Já colocaram a seguinte questão a qualquer jornalista desportivo, comentador ou entendido na matéria: "Porque é que o Boavista evita, sistematicamente, desde à uns anos a esta parte, jogar nos dias Sábado e Domingo, preferindo sempre a Sexta-Feira ou a Segunda-Feira para alinhar? Não perguntem aos senhores da Liga de Clubes pois já sabem qual a resposta que vão obter.

3) Não acham, todos, que desde que Valentim Loureiro foi Presidente do Boavista, que o clube subiu astronomicamente a nível nacional? (Espero que conheçam todos Valentim Loureiro e, principalmente, do que agora é acusado) E não me venham dizer que ele tinha o Manuel José como treinador, o João Pinto, o Marlon e o Ricky como pérolas. Também tinha o Bobó e então?

4) Sendo Presidente da Liga e tendo o seu querido filho como Presidente do seu ex-clube, como acham que se sentem os árbitros quando apitam a equipa do patrão? Quem é o patrão dos árbitros? Presidente da Liga.

5) Será que o Boavista é uma equipa marcadamente portuguesa, isto é, com poucos jogadores estrangeiros, para todos, juntamente com os árbitros, falarem a mesma língua? Esta é voraz!

Pensem nisto.

Se me ripostarem dizendo, "André, há clubes que jogam ao Sábado e ao Domingo e que não passam na TV, ao menos o Boavista passa na SportTv". Ok pessoal. Argumento válido.
Mas diga, quem assim pensa, acham que todos os assinantes da SportTv vêm os jogos do Boavista à sexta ou à segunda? Provavelmente não. Esperam pelo jogo de algum dos grandes e não passam "cartão" ao Boavista. Depois admiram-se dizendo: "eh pá o Boavista, sim senhor, grande equipa. E lá vão 7 vitórias seguidas..." Pena nunca verem os jogos da forma que eu os vejo. O que se passou em Barcelos foi uma vergonha. O que se passou em casa contra o Gil Vicente na primeira volta, outra vergonha. Nem quero entrar por aí pois o post tornaria-se ainda mais extenso. Para já, tenho dito.

Voltarei a este assunto.

Um abraço e Bom Carnaval,

André Trindade

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Léo foi rei no império de Luizão

Estava marcado para dia 21 do presente mês, o regresso do benfica as lides europeias....e que lides. 63 mil pessoas e 3000 ingleses, foram os ingredientes para aquela que é a mais espectacular prova europeia...e porquê?? porque é prodiga em surpresas.

se o futebol não tivesse balizas este jogo tinha sido, na 1º parte, um grande jogo, muito físico, com um meio campo muito lutador, e as equipas a estudarem-se, sem querer escorregar, para não comprometer. Na 2ª parte o benfica foi a procura de um resultado, e com a entrada de karagounis o benfica tomou defenitivamente conta do jogo e foi bafejado pela sorte...mas quem quer ter sorte procura.

Com o benfica a apresentar-se no seu 4-3-3 clássico, fez pela vida. Morreto nunca teve muito trabalho, embora nem sempre seguro quando foi chamado a intervir, na sua estreia por estas andanças. Na defesa Alcides, embora alto, deixou algo a desejar nas bolas aérias, mas regular a cortá-las pelo chão; quanto a Léo uma das figuras do jogo, n se amedrontou com a entrada no mínimo imptuosa de Luis Garcia, e assinou uma exibição de grande qualidade, com cortes de cabeça in extremis(e isto só é noticia tendo em conta que léo tem 1.69m), e saindo a jogar com segurança abanando a estrotura defensiva adversário. Os centrais imaculados a ganhar bolas, anderson mais destacado no jogo aério, Luizão no jogo rasteiro, fazendo desarmes providenciais.No meio campo Petit era o bombeiro que acudia ao todos os perigos, cortando, passando, uma entrega irrepreensível. Manuel fernandes, Tentou pautar o jogo atacante, destribuindo, mas nao foi muito regular durante os 90 min. Beto, corre,corre,corre, mas não conseguiu entregar uma bola, em condições, pecou por tardia a troca de beto por Karagounis, que quando entrou, começou a criar no seu laboratório, fazendo passes longos, dribles desconcertantes, faltas ganhas em terrenos adiantados, com um eximio controle de bola. Na esquerda Simão teve muito apagado, não conseguindo sacudir a pressao que finan exercia sobre ele, nem criar jogadas dignas de golo. Na direita, Robert ja mostrou que dotes possui, com um pé esquerdo endiabrado, ultrapassou varias vezes rise. Na frente, Nuno gomes esteve muito desapoiado, tentando fugir a marcação, fazendo tabelinhas com os medios que vinham de trás, mas sempre muito marcado. esforçado.

Na equipa do liverpool, a destacar a dupla de centrais sempre muito atenta ás movimentações adeversárias e com cortes implacáveis. destacando se Hypia e carrengher. No meio campo sissoko ficou Ko muito cedo, e Xabi Alonso teve o papel de tentar organizar o jogo. Nas alas, Luis garcia e Kewel, tieveram problemas, em criar desiquilibrios, ja que os seus opositores directos não lhes deram grandes veleidades. No ataque tanto Morientes, e Fowler, tiveram pouco mexidos, e muito dados a marcação, com pouca conecção entre eles.

Igor Santos

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Wenguer e os putos

É no velhinho Highbury que o Arsenal delicia os seu adeptos, com um estádio novo quase prontinho, coube a Wenguer fazer a renovação deste plantel. Com uma bela história recente onde foram campeões em 2003\2004, fez dos Gunners uma das equipas mais temidas da europa. Com uma fraca prestação na champions recentemente, ano após ano vai tentando melhorar o peculio, mas sem grande successo aparente.

A sua actual classificação, a 25 pontos do líder, mostra que nao sopram bons ventos para aqueles lados...mas tudo tem uma explicação. Qual será?
Com uma média de idades a rondar os 24 anos, o arsenal decidiu por cobro á sua equipa de Velhas glórias, e fazer uma grande revolução. Sem grande poder monetário para fazer frente ao chelsea, os Gunners tentam encontrar anos após ano um diamante valioso ao "preço da chuva". Trata-se de uma autentica caça ao talento escondido, que Arséne tem encetado, movendo os seus contacos priviligidos em frança. Sendo um cenário que ja deu grandes talentos ao futebol, é aí que os ingleses procuram reforçar as suas fileiras...e com um sucesso aparente, mas essa decisão paga-se caro, e é penosa para os titulos, mas mais cedo aou mais tarde teria que ser feita. Vamos entao destrinçar que talentos são esses.

16 anos:
Armand Traoré - francês - ex-mónaco
Théo Walcott - inglês - ex-southampton
17 anos
Vito Mannone - Italiano - ex-Atalanta
18 anos
Cesc Fabregas - Espanhol - ex-Barcelona
Arturo Lupolli - Italiano - ex-Parma
Alexander Song - Camaronês - ex-Bastia
19 anos
Vassiriki Diaby - Francês - ex-Auxerre
Johan Djourou - Suiço - ex-Etoile carrouge
Quincy Abeyie - Holandês - ex-Ajax
20 anos
Gael Clichy - Francês - ex-Cannes
Sebastian Larsson - Sueco - Arsenal
21 anos
Mathieu Falmini - Francês - ex-Marselha
Philippe Senderos - Suiço - ex-Servette
Emmanuel Adebayor - Togolês - ex-mónaco

O destaque deste nucleo vai para...o inglês Walcott, que com 16 anos ja era titular indiscutivel da equipa do southmptou, e que a equipa do arsenal não hesitou em chamar, com uma velocidade alucinante, promete;Frabregas, este espanhol pasmou meio mundo quando pegou de estaca com apanas 17 anos no meio campo do arsenal, vindo da cantera blaugrana, um trinco com dotes de organizador, mostou classe e uma experiencia abismal pa a sua tenra idade; Abeiye, este holandes que faz da finta em velocidade a sua grande arma, faz cansar qualquer espectador que aprecie o seu jogo, vindo do pais das tulipas, brilhou ao mais alto nivel com as cores da sua selecção no mundial sub-20, a rever; Clichy, este lateral ofensivo, ja é comparado ao seu concorrente de posto A.Cole, com um grande poder de corte, e uma vocação atacante a fazer lembrar roberto carlos, este natural sucessor de lizarrazu, nao vai decepcionar; Falmini, este francês é muito acarinhado por wenger, "pau pa toda a obra", ora é lateral, como trinco, faz tudo com uma regularidade incrivel; Senderos, este suiço que prematuramente assumui o posto de titular ao lado de touré, devido aos problemas de campbell, muito correcto a jogar, não é dotado tecnicamente, mas com uma postura física invejável, limpa todo o campo aério londrino; e por último a ultima contratação, o gigante togoles, Adebayor, este jovem é um verdadeiro prodigio, com uma altura a rondar 1.90m, tem uma tecnica pouco comum para estes "carros de assalto", ja ganhou um lugar ao lado de Henry.

Aí esta o trabalho do arsenal, que conjuntamente com os experientes lehmann, campbell, pires, ljungberg, bergkamp, e a super estrela Henry, vai tentado levar a "água ao seu moinho".
Será que esta juventude vai num futuro proximo soltar as garras??


Igor Santos

Comunicado Importante

Está disponível em Word ou em PDF o pequeno estudo/pesquisa, digamos assim, sobre a Naval 1º de Maio. Quem quiser enriquecer os seus ficheiros e pastas com informação/opinião desportiva por favor dirija-se à minha pessoa.

Com amizade,

André Trindade

Naval: mais uma história de lutadores! (Na Primeira Liga: Que desafios, que perplexidades?)

Com a subida consumada cabia à direcção de Aprígio Santos, carismático Presidente da Naval, preparar a primeira temporada de sempre no escalão maior do nosso futebol. Era sabido que a Naval, por ser uma equipa pequena, nunca gastando acima do que podia e não entrando em megalomanias, poucos recursos possuía para investir em jogadores com experiência/qualidade para praticar a maior prova nacional. Por isso, numa equipa, aparentemente, sem grandes reforços, era previsível que se apostasse na prata da casa.

As principais saídas no plantel foram o atacante Basílio Almeida, o médio ofensivo Zé Roberto e o Ponta de lança Leandro Tatu. Estes 3 jogadores tinham rendido 22 golos na época anterior. Foi, por assim dizer, uma estrutura ofensiva “lançada às ortigas”. Perante esta situação tornava-se pertinente a contratação de jogadores ofensivos de qualidade. Na defesa, o panorama era outro. A saída de Ivo Afonso (defesa central quase sempre titular) não se faria notar tanto como as saídas dos avançados. Rogério Gonçalves, talvez pensando na penosa passagem que teve na I Liga com o Varzim, decidiu abandonar a aventura primodivisionária, aceitando o aliciante convite do Leixões, equipa que iria ter o 2º maior orçamento da II Liga, e que mesmo assim, superava o da Naval.

Era, portanto este, o panorama figueirense no começo da sua aventura primodivisionária. Aprígio Santos conseguiu, com alguma surpresa, a melhor contratação para o seu projecto, isto é, o facto de Manuel Cajuda aceitar treinar a Naval juntava, por certo, o treinador com mais jogos no escalão maior (no activo), com a equipa menos experiente da prova. Os 392 jogos de Cajuda eram um excelente cartão de visita. Em termos lógicos (duvidando que isso exista no futebol), a opção até foi bem encetada. Faltava ver o produto final ou resultados práticos que ela podésse gerar.

Quais os reforços?

No mercado português o projecto recém-primodivisionário da Naval aliciou os seguintes jogadores:
Bessa (lateral direito/esquerdo, ex-Vitória de Guimarães)
Gilmar (médio defensivo centro, ex-Varzim)
Lito (extremo esquerdo, ex-Moreirense)
Saulo (extremo direito, ex-Rio Ave)

Do mercado brasileiro vieram: Bruno Fogaça (ponta de lança), Wilson Júnior (guarda-redes), João Paulo (defesa central), Márcio Lúiz (Médio ofensivo) e, por último, Bruno Cazarine (ponta de lança).

Equipa tipo orientada por Manuel Cajuda: Wilson Júnior/Taborda; Carlitos, Fernando, Nelson Veiga, China; Glauber, Gilmar, Solimar; Lito, Fogaça e Cazarine. (a principal estrela da época anterior, Fajardo, era suplente utilizado quase sempre)

Conseguir sobreviver até ao Natal era um objectivo bastante pertinente para os comandados de Manuel Cajuda. Sem muitos recursos para contratar jogadores com créditos prestados, a reabertura do mercado em Janeiro tornava-se aliciante para a Naval, pois quem não estava a jogar nos seus clubes e tivesse valor, aceitaria jogar por qualquer preço noutro clube qualquer, quiçá na Figueira da Foz.

A Liga Betandwin começou da melhor maneira possível. Diria que foi mesmo inesquecível. O Estádio com o nome do 1º Rei de Portugal apadrinhava a estreia da Naval nos relvados do escalão maior. E, mesmo em Guimarães, nem o adepto mais optimista previa um resultado tão surpreendente. Frente a um Vitória “novo” e sem automatismos, os comandados de Cajuda vulgarizaram por completo a equipa minhota. 2-0 foi o resultado da contenda. Bruno Fogaça com um grande golo começou a destacar-se na frente figueirense. Ao marcar também ao F.C. Porto, na jornada seguinte, e ao Benfica, no empate a uma bola em casa, começou a justificar a aposta que a Naval tinha creditado em si.

Mas, nem tudo eram rosas. Com apenas 11 pontos em 14 encontros, Manuel Cajuda decidiu abandonar o barco (não se sabe bem se o convite do Zamalek já lhe tinha sido endereçado). O que é facto é que Cajuda saiu da Naval. E, no plano de resultados as coisas não corriam nada bem. Cajuda saia com 5 derrotas consecutivas e, nos seus últimos 7 jogos, apenas empatou frente ao Benfica. (e todos os jogos fossem contra este adversário...)

A força e pujança iniciais de quem chega pela primeira vez a uma Liga nova foi-se perdendo cedo e, apenas com 3 vitórias, o treinador algarvio abandonou o barco. A equipa tornava-se pouco produtiva, nada consistente, cometendo inúmeros erros, fruto da inexperiência dos seus elementos. Para ajudar a tudo isto fica-me na retina a falta de ambição demonstrada por Manuel Cajuda quando proclamou a célebre frase: “Mesmo que a Naval fique em último, irá sempre fazer a melhor classificação de sempre na I Liga.” Apesar de pensar que a frase era tonificadora e fortalecedora para o plantel, Cajuda errou. Este é um facto que marca pela negativa a motivação da equipa, quer queiram, quer não!

Portanto, em vésperas de receber mais um grande, na 15ª jornada, a Naval tinha levado uma “chicotada psicológica”. No jogo contra o Sporting, na jornada referida, o técnico dos navalistas foi o sempre nobre e bem-vindo ao clube, o ex-adjunto de Trapattoni, senhor Álvaro Magalhães. A Naval estava em zona de despromoção e, com o historial que este técnico tinha na equipa, acredita-se de novo que é possível a recuperação na pauta classificativa. Só as vitórias davam esse sinal de recuperação. Álvaro começou mal. Duas derrotas a juntar às 5 que Cajuda tinha deixado auguravam tempos verdadeiramente complicados. Apesar de Álvaro Magalhães em menos jogos que Cajuda já ter feito 10 pontos (3V, 1E, 5D) só faltando um para igualar o antecessor, a equipa figueirense pouco futebol tem para mostrar.

Nem as contratações de Inverno como Franco (central), Pedro Santos (médio multifacetado), Léo Guerra, Benatti, Del Pietro e Tagrão, trouxeram algo à equipa. A eliminação da Taça, em casa frente ao F.C. Porto, foi um facto que desanimou ainda mais as hostes figueirenses.

O útlimo jogo, foi no Domingo, com o Sporting de Braga na Figueira da Foz, com o resultado de 1-0 para os minhotos. A equipa foi ultrapassada pelo Vitória de Guimarães e está agora no 17º posto com 21 pontos a 5 pontos da primeira equipa em zona de salvação. Cada jogo perdido é, depois, menos um jogo que se tem para recuperar. A meta dos 36/38 pontos pode não ser suficiente para a equipa permanecer na divisão maior. A razão principal é a descida de 4 emblemas. E, com toda a crise económica que assola o futebol, a queda da equipa na II Liga, poderá ser um fardo demasiado pesado para a actual direcção podendo mesmo terminar com este velhinho clube que nasceu de origem operária que apoiavam pessoas desfavorecidas.

Esperando que tenham gostado deste mini-estudo de pesquisa despeço-me pedindo uma missão “quase” impossível. Força Naval! Força Álvaro Magalhães.

André Trindade

Naval: mais uma história de lutadores! (A caminhada até à Primeira)

A equipa que milita no Estádio Municipal José Bento Pessoa (10 mil lugares de capacidade máxima) foi inaugurada em 1893. Comemora este ano o seu 113º aniversário.

O reconhecimento nacional (ou pelo menos futebolístico) da equipa figueirense teve o seu auge nos anos 90 e, vem-se sistematizado, no novo milénio. Quando na temporada de 98/99 a Naval chegou à 2ª Liga, nunca antes lá tinha estado, o que a fazia ascender na senda nacional. Nessa época perspectivava-se como um verdadeiro outsider.

E, nas suas diversas temporadas neste escalão, devido à contratação de alguns jogadores franceses, adquiriu fama de “viveiro gaulês” no nosso futebol. De facto, Yannick, Costé, Baha, Valery, Tixier, Salviat, Alicarte, Vicent, Traoré, Benoit, Eric Dura e Serville foram alguns dos “craques” franceses a militar de verde e branco. A título de curiosidade, Yannick e Wender (este último brasileiro) foram os jogadores que mais longe chegaram em Portugal trazidos pela Naval.
A equipa, no seu global, conseguiu fazer performances bastante aceitáveis na II Liga chegando ao 4º posto em 02/03 e à subida em 04/05.

A temporada de 02/03 marcou também a equipa pelo facto de ter chegado às meias-finais da Taça de Portugal, sendo derrotada pelo vencedor da mesma, o F. C. Porto de José Mourinho. Sob o comando de Álvaro Magalhães, a equipa navalista, surpreendeu na eliminatória anterior o Sporting em pleno Estádio de Alvalade vencendo por 1-0. Juntando este acontecimento ao facto de a equipa ter quase subido de divisão (acabou em 4º posto, como vimos) pode concluir-se que foi uma das temporadas mais marcantes e notáveis da história do clube.

Na época passada, a da tão ansiada subida, o papel de treinador principal foi dividido por três técnicos. Após a saída de António Conceição (Toni) para o Estrela da Amadora, o Brasileiro Guto Ferreira foi a aposta da direcção de Aprígio Santos. Mas, apesar de ter preparado a equipa para a época, o brasileiro durou apenas os 2 primeiros jogos da competição. Fernando Mira (adjunto) realizou como técnico principal a 3ª Jornada abrindo caminho à chegada de Rogério Gonçalves, um técnico conceituado nas divisões secundárias, que pegou na equipa e guiou-a como timoneiro rumo à subida.

Curiosamente, começou com uma vitória na estreia ante o Gondomar à 4ª jornada. Com o grande crédito a ser a subida à Primeira Liga pelo Varzim, temporadas antes, o treinador nortenho tornou a equipa consistente, produtiva ofensivamente, com uma boa capacidade de sacrifício e garantiu a subida no 2º posto com 62 pontos. (A título de curiosidade, referir que a Naval foi eliminada da Taça pelo Sporting, na 6ª eliminatória da prova)

No próximo e último post sobre esta minha análise sobre a Naval, as inforamações centrar-se-ão na chegada à primeira liga e nos desafios que isso causa a toda a estrutura figueirense.

André Trindade

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Naval: mais uma história de lutadores! (Prólogo)

Hoje decidi escrever sobre a Naval. Vamos ver no que vai dar.

A Associação Naval 1º de Maio é uma equipa que realiza, esta temporada, a sua estreia no mais alto patamar do futebol nacional. Esta equipa, provinda da sempre bonita Figueira da Foz, conseguiu após 7 estações na II Liga, a ascensão para o escalão maior.

Quem me conhece, sabe que gosto de contemplar equipas pequenas. E quando se trata de uma equipa pequena que anda anos sem fim por divisões secundárias e consegue ascender à nossa liga principal, tudo se torna mais fascinante. Em poucas palavras, aprecio e admiro projectos de clubes menos poderosos que tentam ser reconhecidos a nível nacional. A sua simplicidade, capacidade de trabalho e a notável paciência para crescer sustentadamente são valores pelos quais nutro uma sincera admiração.

Nem o adepto navalista mais optimista previa à 10 anos, ainda na II Divisão B, que a sua equipa do coração estivesse hoje entre o convívio dos grandes. Isto é notável, é agradável de ser observado.
Não sei se podemos estabelecer um modelo (ou quem sabe, um paradigma) para este tipo de equipas (provavelmente seria um erro, por isso, situo-me ao nível empírico).
Mas, mesmo que o modelo avançasse, as características seriam comuns a muitas equipas. Até num aspecto muito particular: elas vão subindo de divisão em divisão mas, infelizmente, poucas se mantêm de uma forma regular e temporal na Primeira Linha do Futebol Português.
Como exemplos mais recentes, de equipas nunca antes chegadas ao escalão maior, e que não se cristalizaram na divisão maior, podem apontar-se, para além da Naval, o Moreirense, o Desportivo das Aves, o Alverca, o Campomaiorense, o Santa Clara e, mais atrás, o Tirsense ou o Felgueiras.

Esperando não prestar um mau serviço à informação, neste momento não possuo dados precisos para o comprovar como facto, digamos, “absoluto” mas, a União de Leiria, parece ser o exemplo mais recente de como uma equipa, uma vez chegada ao escalão maior, consegue nele permanecer e realizar classificações de prestígio. (a não esquecer que também o Leiria passou uma temporada na 2ª Liga, após ter estado na 1ª Liga).

Mas, para já, vou incidir a minha análise sobre a Naval. Para não tornar este post muito extenso, vou continuar noutro. Portanto, este foi o prólogo, ou seja, uma pequena introdução.

André Trindade

domingo, fevereiro 19, 2006

O lado negro do viveiro

Em 1900, nasce um clube que iria revolucionar o futebol do futuro. Com um estádio moderno, e dos mais belos do mundo, na cidade de amsterdão foi criado o Ajax há 106 anos atrás. Com um rol de títulos(27 campeonatos da holanda, 4 ligas dos campeões, 1 taça das taças, 1 taça uefa, 3 supertaças europeias, e 2 taças intercontinentais), este clube já ganhou um espaço no panorama do futebol europeu. Com a mais conceituda formação do mundo, forma jovens tanto futubolisticamente, como civicamente. Com tecnicos bastante conceituados, e uma rede de olheiros espelhados pelo mundo que têm um dom especial, lança desde muito jovens cracks ás feras . Com os melhores nomes do futebol mundial ligados as suas canteras como, Van Basten, Bergkanp, Rijkard, Davids, Overmars, Kluivert, Van der Saar, Van der Meyde, Ibrahimovic, pieenar, De Jong, Van der Vaart. Com este rol de nomes de respeito, tem certamente uma academia com muita qualidade.
Mas depois vem o lado negro, o Ajax consegue formar jovens, dando lhes estudos, emprego para os pais, formam-nos e fazem deles homens....com uma tenra idade, tem mais experiencia, que muitos outros. Mas falta lhe ainda muito para conseguir reter os seus cracks, de modo a afirmar-se de novo como uma das maiores potencias europeias, para isso contribui certamente a fraca qualidade do campeonato holandês, sendo que os jogadores da casa procuram outros desafio que nao encontram dentro de portas. Esse jogadores saem por quantias "errisórias", estando a torna-se paulatinamente num semelhante aos clubes brasileiros, que formam fornadas de diamantes, mas escuam-nos rapidamente para ter o devido retorno financeiro. O dinehro que o Ajax ganha provavelmente nem serve para pagar os encargos que este clube investui na juventude dos jovens jogadores.
Mas realmente tem uma fábrica incessante que não se cansa de dar ao futebol, artistas, e ja estão outros na calha para emigrarem como são os casos de Heitinga, Maduro, Sneijder, Mitea e Babel.

olharemos entao para este caso de successo, e como conseguirá gerir tão dom que possui.

Igor Santos

sábado, fevereiro 18, 2006

Galáticos ou nem tanto? (vale a pena ler)

A pergunta que serve de mote para mais um post, surgiu de uma sugestão concedida por um leitor habitual deste blog. O referido leitor desejava que um de nós desenvolvesse o tema Real Madrid. Pois bem, pelo prazer que tenho em satisfazer os pedidos dos nossos leitores, quero passar desde já ao assunto que me foi indicado.

O Real Madrid após o surto de vitórias (internas e externas) entre os finais da década de 90 e os inicios do novo milénio, tem vivido dias difíceis.

Os louros destas vitórias podem, e devem, perfeitamente, ser divididas pelo ex-Presidente Lorenzo Sanz e pelo actual, e reeleito, Florentino Peréz.
Lorenzo Sanz (eleito em 1995) fechou o seu mandato a 16 de Junho de 2000 e, como grandes conquistas, deixou na sala de troféus do clube, entre outros títulos, 2 Ligas dos Campeões (contra Juventus e Valência, respectivamente, 1998 e 2000) e uma Taça Intercontinental (2000). Contudo, e após o 26º título da Liga Espanhola a ser conquistado pela anterior direcção, Sanz apenas conseguiu uma Liga Espanhola (96-97) subindo a parada para 27 títulos caseiros. Conquistou ainda a Supertaça Espanhola referente a esse título ante o Barcelona. Como disse acima, os louros são bem divididos.

Florentino Peréz vence as eleições contra Lorenzo Sanz, como já referi acima, em Junho de 2000. Estamos em 2006, e perante isso, possuimos 5 anos e meio ("mais coisa menos coisa" ) para analisar o desempenho de Peréz. Cabe reiteirar que ele foi reeleito em 2004. (E lá estava Sanz como adversário).

Peréz entra no Real Madrid e, de imediato, se mostra como um Presidente opulento com poder para investir. Era público o seu interesse em montar um "super-Real" com jogadores de ouro. Mas, não perdeu a cabeça, foi por fases. Mal se viu na cadeira de Presidente fez, na altura, a maior proposta de transferência por algum jogador de futebol alguma vez existente. Falo-vos do nosso Luís Figo. O médio português deixou o Barcelona e, por 10 milhões de contos, rumou a Madrid.
Para juntar esta mega-transferência a algo rentável no campo, o Real Madrid venceu o seu 28º título logo no segundo ano com Peréz como Presidente. O dia de 26 de Maio de 2001 foi inesquecível para Luis Figo, pois este, no ano de estreia pelos "brancos" venceu a Liga Espanhola. Luis Figo, diga-se a título de curiosidade, encheu Peréz de orgulho e satisfação ao ganhar o prémio FIFA World Player em 2001.

No ano seguinte, Peréz voltou a surpreender o mundo do futebol ao contratar Zinedine Zidane (por 15 milhões de contos), envolvendo o ex-Juve na transferência mais cara do mundo, superando a sua própria marca anterior. Em 2002 começa uma série de Vitórias importantes. Todavia o ano começa mal para os merengues. Na comemoração do seu centenário, o Real Madrid, perde em casa a final da Taça do Rei frente ao Deportivo da Corunha (2-1).

Essa derrota no dia do centenário ficou, aparentemente, apagada com a vitória da Liga dos Campeões (15 de Maio) nesse mesmo ano. De facto, os comandados de Vicente Del Bosque, venceram o Bayer Leverkursen por 2-1 (o jogo ficou marcado pela beleza do golo de Zidane).

A 30 de Agosto de 2002, o Real Madrid tem um dos dias mais importantes da sua história futebolística. Um título sempre fugido era finalmente conquistado. A SuperTaça Europeia é vencida sobre o Feynoord por 3-1.

Continuando com o hábito de agitar o mercado de jogadores no Verão, Florentino Peréz, contrata Ronaldo, o fenómeno. Após o fabuloso Mundial realizado, o atacante brasileiro, passa a ser um dos madrilenos. A transferência foi cara, mas infelizmente, não vos posso precisar o seu valor. Começa aqui, julgo eu, a atribuição do termo Galáticos à equipa da Capital Espanhola. Figo, Zidane, Ronaldo..já começava a cheirar a galáxia!

A 3 de Dezembro de 2002, o Real Madrid torna-se Campeão Mundial vencendo a Taça Intercontinental sobre o Olímpia de Assunção do Paraguai. Com este título, o Real Madrid fecha um 2002 em Grande!

Em 2002-2003, ou seja, já com Ronaldo na equipa, o Real Madrid sagra-se campeão Espanhol pela 29ª vez. Aliás, durante esta época, a última de Del Bosque no comando técnico dos "brancos", a Liga Espanhola, apesar de ter sido conquistada em 2003, junta-se à Taça Intercontinental. A carreira na Liga dos Campeões terminou nos quartos de final. A meu ver, uma das grandes (e péssimas) decisões do Presidente Peréz foi, no final da temporada, juntamente com o final de Del Bosque, a saída do jogador francês Makelelé, que até hoje, nunca teve um verdadeiro substituto à altura no onze merengue.

O ano desportivo entrava em pré-época e do Presidente esperavam-se algumas propostas "refulgentes". Que treinador o Real iria ter, pois Del Bosque terminou o seu legado e, em jeito de "fofoca", qual era o Galático que viria. A estas perguntas o Presidente respondeu com Carlos Queiróz e David Beckham. O conceituado técnico português trocou a sua posição de adjunto de Alex Ferguson para ser o número 1 dos Galáticos. Essa conotação ficou ainda mais reforçada pela contratação mais mediática de sempre (pelo menos para as revistas sensacionalistas) por parte do Real Madrid. David Beckham, o número 23, juntava-se pelo quarto Verão seguido à colecção de diamantes de Florentino Peréz.

Carlos Queiróz até não começou nada mal. Venceu a Supertaça Espanhola no início da época. Com José Peseiro como adjunto, o técnico Português protagonizou uma Supertaça histórica. E histórica porquê? Porque do lado do Maiorca, adversário dos merengues, estava Jaime Pacheco como técnico principal. Por certo que irá ser uma raridade outra Supertaça Espanhola com 2 técnicos portugueses (e num jeito de má língua, tão diferentes em todos os aspectos lol)

Contudo, a época, tanto interna como externa foi uma miragem a comparar com outros anos. A Liga dos Campeões terminou nos Oitavos-de-final (com o Mónaco). O Campeonato foi para o Valência. A Taça foi perdida também. Carlos Queiróz no fim da época não tinha alcançado nenhum título e Florentino Peréz mandou-o embora. Muitos analistas defenderam Queiróz. De facto, ele deve ser defendido. Com, aparentemente, tanta capacidade financeira por parte do Real e seu Presidente, a política de contratações era do mais absurdo, paradoxal, incongruente pois só priveligiava jogadores de ataque, ou pelo menos, de meio campo ofensivo. Carlos Queiróz viu-se obrigado, em certos jogos, a ordenar Beckham para o meio do terreno ao lado de Guti. Então e trinco não havia? Não havia. Helguera tentou ser esse trinco. Um jovem chamado Borja tentou fazer, igualmente, algo pela equipa mas era muito novo para aquela importante função. Sentiam-se as perdas de capacidade de Zidane, pois este não tinha por trás o intansponível Makelelé. Figo tinha jogos em que estava completamente perdido. Ronaldo ainda animava os merengues com alguns golos. Raúl estava em situação contra-producente.

Estavamos em ano de Europeu e, a própria pátria, não fez muito no certame. É curioso porque ficou no gurpo A, grupo esse em que as equipas apuradas foram as finalistas do torneio. Florentino Peréz, apesar da época agitada e pouco produtiva, foi reeleito pelos sócios. Arrigo Sacchi foi nomeado CEO do Futebol do Real.

Aproximava-se uma nova (pré)-epoca. Os merengues parecem quer reconstruir-se para a nova época. Contratam José António Camacho, ex-técnico do Benfica, que vinha de uma vitória na Taça de Portugal e, a política de contratações "mediáticas" parece continuar mas, desta vez, para outras áreas que não só o ataque. Walter Samuel é o quinto diamante de Peréz (todos os Verões lapidou um). O argentino tem uma característica que os outros diamantes não tinham, este veio para jogar na Defesa, sector que, vinha sendo alvo de muitas críticas. Mas, apesar de ter contratado o senhor Samuel, o Presidente dos merengues, não conseguiu resistir à tentação e foi buscar mais um pedaço de ouro, desta vez, a terras de sua majestade. Falo-vos de Owen (Wonder Kid). O "menino de ouro" de Liverpool juntava-se a Figo, Zidane, Ronaldo, Beckham, Roberto Carlos, Raúl, Samuel, Guti, entre outros. Ainda juntou o defesa inglês Jonathan Woodgate a esta autêntica montra do futebol mundial.

José António Camacho no clube do seu coração, cedo viu que mesmo com aquelas estrelas todas, nada brilhava nos resultados da equipa. O excesso de jogadores ofensivos, mesmo com a contratação de 2 defesas não resolveu o problema. E esse, já vinha de trás. Será que o problema foi mesmo a saída de Makelelé? Camacho orientou durante 3 meses a equipa de Madrid e bateu com a porta. Ainda se falou de ficar como director técnico do Real, isto é, uma hipótese tácitamente acordada de quem está lá por estar. Ele não quis e saíu mesmo. Entrou, também por 3 meses, o Espanhol Garcia Remon, que não soube lidar com a galáxia que tinha.

Foi contratado o super-famoso Wanderley Luxemburgo, treinador de grandes créditos na pátria do futebol, e este, não ganhou nada, pois o Barça parecia estar a renascer, ficando apenas 11 meses como técnico dos merengues. Ainda fez a pré-época da equipa, tentando encontrar soluções pertinentes para voltar com o "velho Real". A meio da temporada anterior, logo quando chegou aos merengues, parece ter feito algo no que concerne ao meio campo defensivo, contratando o dinamarquês Thomas Gravesen. A futebol do Real é sempre a espaços, depende do "apetite" dos artistas que ganham milhões com adeptos que estam lá sempre a apoiá-los. Como se explica andarem tão abaixo da média e tirarem da cartola jogões como, por exemplo, aquele frente ao Barcelona em que venceram por números clarividentes? Parecem só jogar quando lhes apetece.

A época de 04-05 foi uma nulidade, não conquistaram nenhum troféu mas, Wanderley continuou nos quadros do clube para organizar mais uma temporada. O útlimo título, pelas contas deste post, foi a supertaça Espanhola de Queiróz em 2003. Já estamos em 2006. Para o Real é muito tempo sem ganhar algo de importante. E quando não há vitórias, as equipas não moralizam. As estrelas dão pouco para constelação e preferem ser cometas que dão notícias quando "o rei faz anos". O primeiro diamante de Peréz foi embora. Luís Figo, completamente desnorteado nos útlimos 2 anos no Real, preferiu (a meu ver bem), mudar de ares. Partiu para o Inter de Milão. O Real Madrid contratou Robinho (diamante Brasileiro) e mais um avançado. Contratou Julio Baptista (o trinco feito goleador em Sevilha), o melhor marcador da anterior edição da Liga Espanhola, contratou outro ex-Sevilhano, o defesa creditado Sérgio Ramos, contratou Pablo Garcia (trinco de qualidade duvidosa), e em Dezembro contratou Cicinho (lateral Brasileiro conceituado) e Antonio Cassano (diamante italiano ex-Roma) A saída mais marcante foi Owen (que não se adaptou) para o Newcastle. As coisas não começaram bem e à pouco tempo atrás o técnico brasileiro foi destituido do cargo.

O ex-técnico da equipa B, Juan Lopéz Caro, dirige a equipa principal do Real Madrid. Foi a solução encontrada por Peréz. O Real Madrid foi recentemente eliminado da Taça do Rei, está na 2ª Posição da Liga Espanhola a 7 pontos do Barcelona e, nos oitavos-de-final da Champions, (competição muito em aberto) irá defrontar o Arsenal. Veremos o que o futuro lhes reserva.

Conclusões/Reflexões

Nunca podemos duvidar que o Real tenha bons jogadores, isso nunca. Mas, muitas estrelas não fazem uma equipa. Isto sim, é notório. Com Del Bosque e só Figo e Zidane como nomes sonantes (ainda assim com Makelelé) o Real viveu momentos de Glória. Florentino Peréz abusou, claramente, dos diamantes de Verão.
A constelação merengue passa dias dificeis. Desde Carlos Queiróz que, na exacerbada aposta em estelas mediáticas, o Real como equipa nunca mais ganhou nada de especial. É um facto paradoxal. Tanto dinheiro, tanto poder financeiro para investir e adquirir craques e, essa mesma aquisição, é feita sobre jogadores, possivelmente, não muito acertados. Muito se falou de Patrick Vieira, mas sempre vieram cracks de fato de gala, quando realmente, o que o Real precisa, são jogadore de fato de macaco. Digo eu, que não percebo nada disto!

Após este post, podemos respoder á pergunta de partida. A meu ver a resposta é: "eles são galáticos, mas não funcionam como tal!" E pronto, satisfaz-se um leitor, desmistifica-se uma "charada". Força merengues!

Um abraço,

André Trindade (perdão pelo post ser extenso)

P.S - Há jogos em que chego a ter pena do Casillas, do Salgado, do grande Roberto Carlos, do Helguera e muito principalmente do Raúl. Ainda bem que o Figo mudou de ares!

Acham possível ganhar assim? (Post para todos reflectirmos)

Companheiros,

Terminou à minutos o confronto entre Vitória de Guimarães e Benfica com o resultado a "caír" para os da casa, 2-0. Poderia dizer-se que o famoso "brucho" de Fafe, com as suas rezas, originou um Vitória com sorte. Não há, por certo, ou pelo menos não se pode identificar, um Vitória pré-brucho e um Vitória pró-brucho. Explicando: o senhor de Fafe trouxe apenas sorte à equipa de Vitor Pontes. E digo apenas sorte pois, como se viu, a equipa continuou raçuda, trabalhadora e, aparentemente, mais entrosada. Se juntarmos isto à chamada "sorte do jogo", temos o Vitória vencedor. Mas, quero deixar bem claro, esta é visão mais sensata de um adepto (pelo menos tentando ser) imparcial. O Benfica teve realmente azar, as coisas não correram bem. O golo do Ricardo Rocha na própria baliza é exemplificativo deste facto. O Svärd, até poderia querer golo, só que marcou-o porque o Rocha quis cortar a bola(infelizmente para dentro da sua baliza). No fundo, quem marca, ganha. Contra este facto, poucos argumentos há.

Contudo, mudando a minha pele de "analista" desportivo, vou encarnar a pele de um adepto Benfiquista (este blog rege-se pela liberdade de expressão), identificando os erros grosseiros de Lucílio Baptista e, sem mácula, rejeitando qualquer tipo de abordagem: "ah e tal, é um ser humano, todos nós erramos!"
Apelando ao método indutivo diria que: Todos os árbitros erram, todos são humanos. Certo? Logo todos os árbitros humanos erram com desproveito para o Benfica. A frase é triste, concordo. Se há algum fundo de verdade nela, acredito que haja (basta apenas ter visto o jogo). Em lances ofensivos (pois o Vitória, mal marcou o primeiro golo só voltou ao reduto defensivo do Benfica para marcar o segundo), só no lance do golo anulado a Marcel é que a equipa de arbitragem este correcta. Aqui nota bem positiva.

Veremos factos importantes que influenciam o resultado:
a) Penalty não sancionado sobre Leo, a castigar falta de Svärd
b)Agressão de Flávio Meireles (que lhe valia um vermelho) a Marcel (modo: "chapada") quando o Brasileiro queria entrar na grande-área dos minhotos para tentar cabeçar a um centro de Simão Sabrosa
c) Perdão de um cartão vermelho directo a Kléber, por falta grosseira e desmedida sobre Nuno Gomes quando este ficaria, caso Kléber não cometêsse falta, isolado só com Nilson pela frente. (Os jogadores do Vitória estavam na mesma linha de Kléber, logo, Nuno Gomes, estando perfeitamente enquadrado com a baliza, não teria ninguém pela frente)
d)Amarelo a Flávio Meireles aos 85 min (já nem devia tar em campo)
e) Novo perdão a Kléber, desta vez, do cartão amarelo (outro que não devia tar em campo) já no fim do encontro
f) Entrada grosseira de Moreno sobre Karagounis que não foi sancionada com qualquer tipo de critério disciplinar

Infelizmente mudei de pele. Passei, numa velocidade estonteante, de analista sobre sorte e azar para adepto fervoroso do Benfica. Vejamos como o discurso muda. Agora peço-vos, juntem os dois discursos e vejam se é mais forte a sorte do jogo com o árbitro a ajudar a essa sorte, ou se é mais forte o azar com o árbitro a ajudar a esse azar!! Pensem nisto.

Tenho dito! Cumprimentos,

André Trindade


P.S. - Não quero condenar o senhor Lucílio Baptista. Ele é um ser humano, como isso, erra. Mas, sendo a vida igual a desenvolvimento e mudança, penso que este senhor pouco evoluiu, pouco surpreende e erra sempre para o mesmo lado quando apita o clube de águia ao peito. É curioso e, diria mesmo, é muito estranho ser sempre assim. Acrescento que, tirando um clube de azul e outro que veste xadrez, este árbitro tem tendências malvadas para roubar, digamos assim, clubes da Capital e do Sul.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Ricardo e a Baliza do SCP

O actual jogador que defende a baliza do Sporting clube de Portugal, Ricardo(para quem não sabe!), chegou ao Sporting na época de 2003/2004 e logo se impôs na baliza, como um guarda-redes de confiança.
Foi no Boavista que mostrou toda a sua classe entre os postes assim como a sua técnica apurada, em relação à maioria dos guarda-redes a jogar na superliga. Foi considerado "herói" em alguns jogos, fazendo defesas que ninguém esperava, em situações de aperto para a baliza leonina.
Mas este guardião de 30 anos manchou algumas das suas belas exibições com "gafes de confiança", cometendo erros que estão a um nível muito abaixo da sua categoria atribuída, diga-se de passagem, com todo o mérito. Sem dúvida que o primeiro jogo do Sporting do campeonato contra o Belenenses ficou marcado por um autêntico frango protagonizado pelo nº76 do SCP a um remate aparentemente inofensivo de Pinheiro, e depois desse jogo deu outros erros considerados graves, não só para o desempenho da equipa, mas também para a sua auto-confiança. Mas, por outro lado, temos de ter em conta as grandes defesas, as boas saídas de cabeça e os golos oferecidos com excelentes passes de longa distância para os pontas-de-lança do Sporting.
Faço uma chamada de atenção a todos os sportinguistas que crucificaram o Ricardo, dizendo que não é com críticas que o jogador melhora o seu rendimento, mas sim com confiança e paciência, porque todos os Sportinguistas têm sofrido com o seu clube, mas não deixa de ter um dos melhores guarda-redes portugueses!

Rui Almeida

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

O tamanho não conta...

Depois de Koeman fazer todas as experiencias do lado esquerdo da defesa benfiquista, parece que se decidiu por Léo. E não se decidiu nada mal. O baixote Léo 30 anos, uma larga experiencia no brasil, apelidado por muitos o melhor lateral a jogar no brasil, teve agora a sua prova de fogo na europa.
Quando no verão foi anunciado que Dedé ja não vinha para benfica, e que vinha um tal de léo...fiquei curioso para ver o que tinha levado parreira a convocá-lo. E até agora não decepcionou. Pequenino com 1,69 m, leve 61 kg, mas uma águia a soltar magia naquele lado esquerdo. Raçudo, rápido, muito dotado tecnicamente, toca bem a bola de primeira e executa com rapidez. Pena é Parreira não repetir as convocaçoes de leonardo bastos. Tem apenas 8, mas tem muitos jogos pelo Santos onde foi campeao em 2002 e 2004, xegou inclusivie a ser capitão do historico clube de S. Paulo.

Vamos estar atentos a este diamante do escrete canarinho.

igor Santos

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Liga 05/06: aumento de competitividade?

A competitividade do campeonato português tem aumentado progressivamentos nas últimas épocas. Multiplicam-se as explicações, desdobram-se as teorias, atropelam-se os factos contraditórios, mas muitos viram confirmada uma suspeita recorrente. A Liga 2005/06, com a despromoção de quatro equipas no horizonte, redundaria numa panóplia de emoções impróprias para cardíacos. Mais competitividade? Sim. Mais emoção? Depende das expectativas do adepto, porque a análise comparativa dos dados, à passagem da 22ª jornada, demonstra que diminiu o número de empates, logo há mais equipas a lutar pelos três pontos, mas registaram-se menos golos, o que se traduz numa aposta privilegiada nos mecanismos defensivos e em triunfos pela margem mínima.

O fosso entre o primeiro e o último é maior, relativamente à época passada. Esse facto, motivado pela subida de produção pontual do primeiro classificado (o F.C. Porto lidera, agora como então, a competição, mas com mais sete pontos relativamente a 2004/05) e o último (a Académica na temporada transacta, o Penafiel este ano), contraria a noção de competitividade, é certo, mas encontra explicação no fraco pecúlio do «lanterna vermelha», que contabiliza apenas 11 pontos em 22 jogos, contra os 20 da Briosa no período homólogo de 2004/05.

Numa comparação directa entre o rendimento dos clubes da Liga portuguesa, regista-se um aumento pontual de nove dos emblemas do escalão principal. Tendo em conta que três não entram nestas contas (os promovidos E. Amadora, P. Ferreira e Naval), sobram seis que apresentam uma quebra de rendimento, acentuada na maioria dos casos. Os dois últimos, Penafiel e V. Guimarães, contabilizam menos 12 e 10 pontos, respectivamente, Rio Ave (- 6) e Marítimo (-7) encontram no meio da tabela, atrás do Boavista, equipa que somou cinco vitórias consecutivas mas que, curiosamente, tem menos um ponto em comparação com 2004/05.

No que toca a subidas, em termos pontuais, o primeiro lugar tem se ser entregue ao Nacional da Madeira, fruto do trabalho de Manuel Machado que merece referência destacada. Logo atrás dos nove pontos de «score» positivo dos insulares, em relação à época passada, surge o líder F.C. Porto, então em igualdade pontual com o Benfica, agora com mais sete pontos em relação aos 41 de 2004/05. Mas a concorrência aperta, pois todas as equipas que ocupam os lugares de acesso às competições europeias crescerem em termos de produtividade pontual: Sporting (+ 4), Benfica (+ 2), Sp. Braga (+ 4) e Nacional (+9).
1-0 chega, não é preciso mais

Se, por um lado, registam-se mais vitórias, em termos globais, mais pontos para as equipas, menos empates, não deixa de ser curioso que tal não se traduzã num registo mais positivo no capítulo dos golos marcados. Longe disso. «1-0 chega, não é preciso mais», pensarão muitos treinadores do escalão principal do futebol português. O V. Setúbal é o exemplo máximo desta filosofia, com oito das dez vitórias dos sadinos a serem garantidas pela margem mínima.

Um contributo do maisfutebol

Um abraço,

André Trindade

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Quartos-de-Final da Taça: Perspectivas e Perplexidades

O sorteio realizado na sede da Federação Portuguesa de Futebol ditou os seguintes encontros:

Vitória de Setúbal-Boavista

Marítimo-FC Porto

Académica-Sporting

Benfica-Vitória de Guimarães

Os quartos-de-final da Taça de Portugal vão realizar-se a 15 de Março próximo.

Aí está a Taça de Portugal! Com os resistentes a pertencerem todos à Liga «Betandwind» prevêm-se jogos árduos e exigêntes. Apesar da queda de prestígio desta competição de à uns anos para esta data, ela continua a ser para os clubes considerados "pequenos" um ex-libris. Estes clubes mostram jogadores e técnicos, causam surpresas agradáveis, enchem os seus pequenos redutos, enfim, sempre que há Taça, a moral é acrescida. Pena que para os grandes clubes seja indiferente ganhá-la ou não. Não os podemos culpar a 100%. Se à uns anos se salvava uma época com a conquista da Taça de Portugal, hoje em dia conquistá-lá é algo banal para um clube grande. Se bem que, para uma melhor representação portuguesa na Europa (pois ela dá acesso directo à Taça Uefa), é bom que um clube grande a conquiste, por outro lado, fica sempre aquela nostalgia de ver clubes pequenos a erguê-la no "velhinho" Jamor.

A grande instituição culpada por tudo isto é a Federação Portuguesa de Futebol que, de ano para ano, vai descredibilizando esta competição, fazendo-a decorrer em horários de expediente pouco apelativos para se ir à bola. Ainda me lembro dos belos "domingos" de taça. Hoje isso é uma simples miragem. Não tenho medo nenhum de admitir, pois há quem concorde comigo, que a FPF é uma instituição vergonhosa. Nem vou puxar o assunto do seleccionador...

Polémicas à parte, estamos a caminhar para os quartos-de-final desta velhinha competição portuguesa. Com todas as equipas do escalão maior podemos concluir que a representação europeia está bem entregue.(ou não) Digo eu, caso a minha Académica e o Vitória de Setúbal (detentor do troféu) não desçam de divisão...

No fundo, quase todas as equipas são consideradas "históricas". É um facto curioso. Os 3 grandes, a Académica, os "Vitórias", o Boavista e o Marítimo. Todos já foram finalistas (penso que só o Guimarães não chegou ao Jamor). Nem todos venceram o troféu. A Académica venceu em 1943 a primeira Taça de Portugal ante o Benfica (4-3). Vencerá este ano? Eu bem queria ir ao Jamor ver a minha Briosa. Para já tem que eliminar o Sporting. Não será fácil, mas não é impossível!

Bem, vou terminar dizendo que temos Taça, ou seja, temos equipas experiêntes, Estádios de qualidade, jogadores fantásticos, técnicos rodados e, sem dúvida, muitos adeptos para o festa do futebol. Aguardemos por dia 15 de Março.

Um abraço,

André Trindade

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Ver braga por um canudo

É da bela terra dos arcebispos, com tradições religiosas infindáveis, que se destaca de ha umas épocas para cá o Sporting Clube de Braga. Comandada pelo Empresário António Salvador, pautada pelo rigor financeiro, esta a fazer deste clube um caso sério do nosso futebol. Com um estádio moderno e inovador, tem como seu exilibris a equipa de futebol.

É com os pupilos do professor, Jesualdo Ferreira, que as façanhas já não passas despercebidas a ninguém, não é um golpe de sorte, mas sim um trabalho continuo sem exigencias de maior e confiança mutua, entre a direcção e o corpo tecnico. Tacticamente irrepreensivel cada jogador sabe o que tem de fazer, jogam de olhos fechados, combinações perigosissímas, e tabelas assustadoras, é uma equipa com mecanismos formados. Com uma equipa bastante competitiva, e sem entrar em locuras, contruiu um onze ameçador. Teve um arrombo desportivo no mercado de inverno com saidas da defesa titular, exepto Nem, mas reforçou-se com qualidade. Na baliza conta com o experiente P.Santos, ja teve nos quadros de benfica e Porto, mudando para o Braga para relançar a carreira, e está a beira do mundial 2006. Na defesa como lateral direito, Luis Filipe, escostou o titularissimo da época transacta Abel, ao banco e mostrou que encontrou o seu local ideal, depois de épocas como dispensado no sporting é hoje um dos mais consistentes laterias portugueses. No lado opostos com a saída de J. Luiz, esta Carlos Fernandes, contratado em janeiro ao boavista é dono de o lugar se rossato se mantiver como extremo, se isso não acontecer tem que trabalhar muito mais. No centro, o experiente Nem que não abandonou o barco no momento da debandada, seguro, duro qb, e adapatadíssimo ao nosso futebol, ao seu lado o pronto socorro P.Jorge, um homem da casa. No meio campo pontificam Andrés Madrid, um nome feito no país do tango, toca a bola com classe, grande raça e gosto pelo jogo, como caracteriza os argentinos, e ao seu lado o todo-o-terreno Vandinho, depois de uma época no rio Ave ao mais alto nivel, foi pescado por jesualdo, e não o deixou ficar mal. Nas alas Rossato que xegou do futebol espanhol para confirmar a sua qualidade, é bastante irreverente, e irrepreencivel nos livres, do lado oposto David tem tomado conta do lugar, uma jovem promessa, que tarda em brilhar, as suas exibições são pintadas aqui e ali por bom futebol mas inda falta alguma regularidade. No ataque Wender, o imcopreendido de Alvalade, mostrou que tem qualidade, e que não souberam aproveita-lo, não é um extremo classico puro, joga sobre a esquerda com flexões constantes para o centro, onde abre caminho a subida do lateral. Agora tem jogado atrás do J.Tomás. J. Tomás outrora apelidado como o "jardel de Coimbra", o que o levou ao benfica, marcando 18 golos na 2ª época de Águia ao peito, andou por espenha perdido, com interrompida com uma passagem fugaz por Guimarães, foi em braga que voltaou a fazer aquilo que mais gosta, Marcar golos, e fá-lo bem.

Igor Santos

terça-feira, fevereiro 07, 2006

A corda na garganta...

No passado domingo, após ter chegado a casa ao final da tarde, e sem jogos dos "grandes" para ver, decidi observar o jogo que a SportTv iria transmitir entre o Vitória de Guimarães e Belenenses.

A maior curiosidade foi ver em que estado andavam as duas equipas e como os reforços das mesmas se estavam a adaptar. Gostei de ver Vitor Moreno, Paíto e Wesley no Vitória. Antchouet não esteve feliz. No Belenenses observei que o lado esquerdo da defesa está entregue a um grande profissional. De facto, Rui Jorge, que admite não estar em forma, pode causar inveja a qualquer defesa esquerdo da nossa liga. São equipas com bastante historial no nosso futebol mas, para além disso, atravessam ambas, muitas dificuldades. Principalmente o Vitória. O jogo, como se sabe, terminou empatado a duas bolas. Dário e Saganowski marcaram para os da casa, Romeu e Rúbem Amorim facturaram para os do Restelo.

No fundo, foi com agrado que investi o meu tempo. Gostei da partida. O resultado acaba por favorecer o Belenenses. Mas, quem marca 2 golos fora, tem que ser premiado. Ao Vitória resta continuar a trabalhar, num jogo em que, mais uma vez, bolas ao poste e autênticos massacres ofensivos decorreram, mas também, pouca eficácia defensiva e alguma ansiedade atrapalharam os planos de Vitor Pontes. O Vitória não foi feliz, perdeu 2 pontos e, ao mesmo tempo, perdeu mais um jogo em que podia recuperar pontos. Segue em penúltimo posto com 17 pontos. O Belenenses mais aliviado segue em 13º posto com 25 pontos.

Mas, o que realmente me fez vir aqui "postar" foi a possível, ou as possíveis causas, da actual situação vitoriana. Por agora quero deixar pontos para reflexão, talvez "exagerados", sobre o estado actual de uma equipa que o ano passado conquistou uma posição europeia:

»» Errar é Humano, admitamos. Mas, Sr. Vítor Magalhaes, por menos erros, sublinho, muito menos erros, o Sr. Dias da Cunha foi-se embora do cargo de Presidente do SCP. O que o Sr. fez com a equipa técnica e o plantel que nos colocou na UEFA, foi a todos os titulos negligente! Não fiquem a pensar que não desejo que o Sr. presidente seja bem sucedido, mas como se pode acreditar?

»» Pronto, chegados a este ponto, sem equipa técnica e plantel do ano transacto, quem é que tomou as decisões de contratar jogadores e técnico? Foi a mesma pessoa? Se foi, como justifica contratar um treinador defensivo, "grosseiro" e, com um estilo de futebol "zero", contratando jogadores que perpetuam exactamente o contrário? A Revista Record lançou, de imediato, o repto: "Muitos violinistas para o bombo."

»» No fundo, onde está a grande falha? Em dispensar a equipa técnica e 70% do Plantel anterior ou em contratar uma equipa técnica pouco sintonizada com os jogadores contratados?

»» Contratar Nilson, Paiva...tudo bem! São apostas. Agora, explique-me porque acha que Palatsi estava envelhecido e sem estofo? Para que o dispensou? Pedro Espinha defendeu as redes do Vitória com muita classe e tinha mais uns anitos que Palatsi. Neno idem...

»» Exemplifiquei com guarda-redes a minha perspectiva. Não condenei as aquisições de ambos os "keepers" tal como não condeno qualquer outra contratação. Gostaria que me explicásse porque não acreditou na mesma estrutura e dispensou os serviços de gente com provas dadas.

»» Como teve coragem de admitir que, nesta altura, o Vitória ainda pode chegar à Europa? Isso, caso não saiba de teorias motivacionais, ainda pode prejudicar e destabilizar mais o grupo de trabalho.

Reitero o que disse, os pontos que referi são "obviamente" exagerados. Manuel Machado disse que saía no fim da época. Foi um homem de Palavra. Aqui poderá estar o começo do desnorte do Presidente Vimaranense. Por isso, o busílis da questão é: após a saída deste técnico quem comandou a política de contratações deste clube? De quem foi a ideia para a contratação de Pacheco?

E, sejamos realistas, o Vitória não joga assim tão mal. Para uma equipa completamente nova...Um dos problemas é a defesa e o meio-campo defensivo que não são eficazes. Falar de azar é muito subjectivo. Todos são assolados por ele. Veremos que futuro tem este histórico. Afinal, será ou não necessário o recurso ao "vidente" Alexandrino?

Um abraço,

André Trindade

domingo, fevereiro 05, 2006

Congo: um futebol apelativo

Um destes dias "perdi" um pouco de tempo para ver como andava a taça das nações africanas, e calhou-me na rifa, um jogo não muito apelativo Egipto vs Congo. Não sendo as maiores potencias futobolisticas africanas, tinha uma certa curiosidade de ve os congoleses á solta, que por merito próprio tavam nos quartos de final do CAN, depois de sair de um grupo de dois mundialista, vulgo Angola e Togo.

Embora tivesse perdido o jogo por redondos 4-1, deixou uma marca de bom futebol. Com um treinador muito experiente, Claude Le Roy, que ja treinou várias selecções naquele continente. Este treinador conseguiu contruir a sua volta um grande grupo de trabalho, apesar de problemas na convocação de jogadores, com um recambulesco episódio, ja que houve um jogador convocado em pleno aeroporto, e também com prémios em atraso. é uma selecçãoi muito lutadora, e nada tosca no plano tecnico. Na Baliza tem um G-R, bastande bom Kalemba, um verdadeiro tigre entre os postos, deviso a forma felina como se sai aos pés dos avançados. Tem uma defesa bastante fragil. O meio campo é em media o mais baixo do CAN, mas possui jogadores de grande craveira, Mbayo, um jogador ja habituado a europa joga na 2ª divisão turca, Mballa, um "mini jogador" a sua altura ronda 1,60m, tem uma tecnica esplendida, uma velocidade de exucução tremenda, joga no Yverdon da suiça, e o seu "gémeo" em altura, Zola, este sim a grande revelação, a 4 anos jogava na III divisão congolesa, agora Joga no ASV Clube do congo. Com uma visão de jogo fenomenal, leva a bola coladinha ao pé direito, de onde desfere passes mortiferos, com um finta curta, é um mágico a solta...No ataque, apesar da falta que faz Nonda, pontifica Lua-Lua, o avançado do portsmouth, é o farol do onze congolês, muito desapoiado, deu o corpo ao manifesto e ajudou o congo a chegar aos quatos de final.

Igor Santos

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Movimentaçoes do mercado (parte III)

Gil Vicente:
João Pereira:um lateral, que pode fazer os flanco todo, rapido, raçudo, mas ferve em pouca agua, irá ajudar muito o gil.
João Vilela: mais um jovem saído da cantera do benfica, é um avançado com muito potencial, foi muito elogiado por camacho, vai ganhar alguma rof«dagem no escalão principal.
Rivan: não conheço
Mateus: Nao conheço

Belenenses:
Daddy: um jovem que tem andado pelas divisões secundárias, fez um bom inicio de época pelo estoril, é rapido e corpulento, foi muito elogiado por Norton de Matos.
Rui jorge: o lateral que faltava, ja não tem a velocidade de outroura, mas colaca-se bem para depois lançar o contra-ataque, vem acrescentar a experiência numa altura que o clube bem precisa.

Académica:
Serjão: veio para o algarve prometendo golos, e fez alguns que ajudarem o portimonense, esta época esva a correr bem e foi chamado para substituir marcel, desmarca-se bem e é oportuno.
Ndoye: uma grande contratação para a briosa, tem um grande tecnica individual, e velocidade, mas por vezes é pouco profissional, e cria algusn problemas....mas se so se preocupar co futebol, vai dar uma grande ajuda.

Naval:
Franco: um grande aquisição, muito bom de cabeça, e fino no corte, depois de uma experiencia falhada na coreia, vem relançar a sua carreira.
Pedro Santos: Vem a custo zero, um jogador de enorme experiencia, e fez a sua melhor época com o mister alvaro magalhaes, é um medio bastante completo.
Tiago fraga: Não conheço
Di prieto: é argentino, vem do pescara, poderá ser uma grande revelação

U. de Leiria:
Jaime: um playmaker imcompreendido, com uma tecnica notável,no braga ficou preso a direita, e por isso o seu futebol perdeu alguma fluidez. junto com harrison vai formal um meio campo fenomenal.
Hadson: irmao de harrison, foi "roubado" á académica in extremis, dizem que tem um bom pé esquerdo...se for como o irmão, temos crack.
Hugo costa: Um central bastente duro, mas que é muito experiente, boa alternativa.

E. Amadora:
Bevacqua: è um bom cabeceador, mas não mpostrou em braga os dotes goleadores que o caracterizavam , vem dar uma ajuda a anselmo na linha da frente.
Ndaye: não conheço, mas Norton de matos, teceu rasgados elogios a seu respeito.
André Barreto: bom jogador, consegue distinguir os ritmos do jogo, e defeneos a sua maneira, boa contratação.
Nieto: vem rotulado de crack, proveninte do rangers, se mostrar todo o seu valor er´ser uma das figuras da liga.

Penafiel:
Juninho Petrolina: o nº 10 que faltava ao lanterna vermelha, uma tecnica apuradissima, faz constantemente passes de morte para os avançados, grande contratação.
Yan: não conheço
Dill: é rápido, as vezes precipita-se na condução da bola para o ataque. Parece bom jogador.


Igor Santos

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Movimentaçoes do mercado (parte II)

Boavista:
Paulo Sousa: um bom jogador para dar consistencia ao meio campo boavisteiro.
Oravec: vem rotulado de goleador, mas inda não de mostrou.
Igor: Não conheço.

Nacional:
Juliano Spadacio: Ambicioso, é rápido, vai ser um quebra cabeças para qualquer lateral.
Marchant: Já conhecido..foi apenas inscrito agora.

Vit. Setúbal:
Hélio Roque: Faz todas as posições do ataque, muito jovem, sem grande experiencia na I liga, rápido, tecnicamente evoluído, recebeu grandes elogios de koeman.
Carlitos: Qualidade tem ele, tem que se tortnar mais objectivo nas suas jogadas, tem uma grande velocidade, e um finta curta perigosa...será que vai despontar???
Varela: Uma enorme esperança, faz lembrar derlei na forma rápida como se desmarca, e nas astucia da procura do golo.
Rubinho: Um produto de uma das melhores escolas do brasil,corinthians, muito jovem foi considerado um das grandes promessas do brasil, vem relançar a carreira para portugal.
Bachirou: Não conheço.
Sandro: é o regresso do capitão, poder de liderança extraordinério, um muro no meio campo.

Maritimo:
Jardel: Não conheço
Souza: regrssou após 6 meses de sucesso no goiás, mascou bastantes golos, imponente, tem no jogo de cabeça a sua melhor arma.
Zé Carlos: tem um curriculo interesantíssimo no brasil, é pelidado por "zé do golo", ja começou a mostrar dotes, fazendo 4 tentos em outros tantos jogos, não dá muito nas vistas, mas é oportunissímo.
Caíco: um velho conhecido já do nosso futebol, organiza o jogo de um forma esplendida, passe teleguiados, um tecnica incrível, não tera problemas de adaptação.
Williams: não conheço

Rio Ave:
Anic: um sérvio de qualidade, pode jogar na ala direita, mas também no meio como palymaker, uma boa contratação.

Paços de Ferreira:
Fonte: um jovem com grande futuro, emprestado pelo benfica, vamos ver se mantém o nível exibicional da 1ª volta.
Junoir Baía: um avançado ha muito desejado, já que ajudou na subida na época transata, marcou muitos golos na época passada.
João Paulo: Um avançado ja muito rodado nestas lides, possante, não costuma marcar muitos golos, poderá ser exepção este ano.

Igor Santos

Movimentaçoes do mercado (parte I)

A reabertura do mercado de inverno é sempre esperada com enorme ansiadade, para ver que caras novas irá trazer o presidente deste ou daquele clube. Falando entao mas especificamente da rabertura do mercado, vou demosntar que vantagens ou desvantagens trouxeram os novos jogadores, em todos os clubes da I Liga.

Benfica:
Moretto: Bom gr, sem dúvida, mostrou credenciais no 1º turno da liga, alto, mas muito elástico.
Manduca: tem uma tecnica muito apurada, joga tanto a extremo esquerdo, como a 2º avançado, o benfica precisava de esquerdinos.
Marco ferreira: Rápido, ganhador e barato, uma boa relação qualidade preço, era preciso um extremos direito.
Robert: é credenciado pela europa fora, pé esquerdo fortissimo, livres e cruzamentos bem calibrados, inda não mostrou o seu valor, mas parece um pouco lento. Mais um esquerdino no elenco. Esperamos para ver
Marcel: tem escola no brasil, astuto, bom cabeceador e remate potente, uma das estrelas da 1ª volta.

Porto:
Anderson: no brasil tem apelido de "crack", mas em portugal nem todos o são, jovem, vamos ver o que nos reserva, inda não se estreou.
Adriano: Velho conhecido do nosso campeonato, veio do brasil sem grandes feitos, está na altura de ver se tem estofo para um grande clube, golos são o seu cartão de visita.

Sporting:
Abel: veio por emprestimo do braga, no negócio Wender, tem se mostrado seguro, ataca com qualidade, e defende ainda melhor, havendo falta de melhor...não ta nada mal
Caneira: jogador de selecção, central de origem, mas com a falta de um lateral esquerdo de confiança faz bem o lugar, mas é um pouco lento para a posição.
Romagnolli: tem nome na argentina, dizem que é um dos melhores das pampas a "dar jogo", até agora so mostrou alguns momentos de categoria, terá que ser mais regular se quiser vingar.
Koke: não conheço

Sp. Braga:
Wender: vem por empréstimo do Scp, é o filho pródigo, parece que só jesualdo o intende, voltou a velha forma...importante.
Kim Dong-Hun: Coreano, tem porte físico que baste para importunar uma defesa, parece um pouco perdulário, mas tem bons pés. Poderá ter problemas de comunicação.
Matheus: uma contratação oportuna, um dos mais cobiçados jogadores da II liga, mas veio de borla, rápido, marca golos, poderá ser uma bela surpresa.
Marinelli: jogador ja contratado ha algum tempo, mas só agora foi inscrito, parece ter um bom pé esquerdo veio de uma equipa mediana em itália, jesulado aposta bastante nele, e não se tem dado mal.
Carlos Fernandes: com a saída de J Luiz, abrui-se uma vaga no lado esquerdo da defesa bracarense, muito regular, travará uma "luta" intressante com rossato.
Wellington: não conheço.
Frechaut: Boa contratação, jogador polivalente, regular, razoavél tecnica, importante para qualquer tecnico.

Vit. Guimarães:
Vitor Moreno: Não conheço.
Gallardo: Bom jogador, rápido, cruza bem, mas é uma carte fora do baralho, ja que foi-se embora por inadaptação.
Wesley: Mais um mago da bola para uma equipa que ja tem alguns...mais um a tentar salvar o guimarães. Grande contratação.
Antchouet: grande avançado, executa com uma velocidade tremenda, uma tecnica so para alguns, conhecedor do nosso futebol.
Paíto: baixo, rapidíssimo, a altura ideal para brilhar, melhor do que os que ja estavam.
Otacílio: Experiente, um jogador ideal para marcar o ritmo, não é dado a grandes correrias, mas tem uma forte colocação, veio a custo zero!!!

Ps: o treinador do guimarães não se pode queixar de falta de matéria prima para se manter.

Igor Santos

Mercado de Inverno: Entradas e Saídas na Liga Betandwin

As trasferências de Inverno, clube a clube:

Benfica
Entradas: Moretto (V. Setúbal), Manduca (Marítimo), Robert (Portsmouth), Marcel (Académica), Marco Ferreira (Penafiel) e José Fonte (V. Setúbal);
Saídas: Dos Santos (Mónaco), José Fonte (Paços de Ferreira), Hélio Roque e Carlitos (V. Setúbal), João Pereira e João Vilela (Gil Vicente) e Bruno Aguiar (Hearts);

F.C. Porto
Entradas: Anderson (Grémio), Adriano (Cruzeiro);
Saídas: Hélder Postiga (Saint-Étienne), Jorge Costa (Standard Liège);

Sporting
Entradas: Abel (Sp. Braga), Caneira (Valência), Romagnoli (Veracruz), Koke (Marselha);
Saídas: Beto (Bordéus), Wender (Sp. Braga), Varela (V. Setúbal), Semedo (Feirense), Rogério (Fluminense), Paíto (V. Guimarães), Silva (Derby County);

Sp. Braga
Entradas: Wender (Sporting), Kim Dong-Hun (Samsung), Matheus (Livre), Marinelli (Torino), Carlos Fernandes (Boavista) e Wellington (Rio Branco), Frechaut (Dínamo Moscovo);
Saídas: Abel (Sporting), Jaime (U. Leiria), Bevacqua (E. Amadora), Nunes (Maiorca), Jaime (U. Leiria) e Jorge Luiz (Dínamo Moscovo);

V. Guimarães
Entradas: Vítor Moreno (Estoril), Gallardo (Sevilha), Wesley e Antchouet (Alavés), Paíto (Sporting), Otacílio (livre);
Saídas: Zezinho, Hélder Cabral, Pintassilgo (Moreirense), Gallardo (Sevilha) e Clayton (Brasil);

Boavista
Entradas: Paulo Sousa (Estoril), Oravec (Panionios), Igor (Dragões Sandinenses);
Saídas: Guga (Larissa), Carlos Fernandes (Sp. Braga), Carlos (Steaua Bucareste), William Souza (desconhecido) e Cafu (Sportfreunde Siegen);

Nacional
Entradas: Juliano Spadacio (Paulista), Marchant (reintegrado);
Saídas: Alex Terra (Fluminense), Luizinho (Cruzeiro), Leandro Saulino (Ipatinga) e Anic (Rio Ave);

V. Setúbal
Entradas: Hélio Roque e Carlitos (Benfica), Varela (Sporting), Rubinho (Corinthians), Bachirou (Solei FC);
Saídas: Moretto e José Fonte (Benfica), Heitor (Portimonense), Dembelé (Standard Liège), Fabien (desconhecido), Tchomogo (desconhecido);

Marítimo
Entradas: Jardel (Cruzeiro), Souza (Goiás), Zé Carlos e Caíco (Juventude Caxias), Willians (Londrina) e Ali (Apollon);
Saídas: Walter Minhoca (Ipatinga), Júnior Bahia (Paços de Ferreira), Manduca (Marítimo), Komac (Eslovénia), Youssouf (desconhecido);

Rio Ave
Entradas: Anic (Nacional);
Saídas: André Serrão e António (Ovarense), Diego (Náutico), Tiago (Maia);

Paços de Ferreira
Entradas: José Fonte (Benfica), Júnior Bahia (Marítimo), João Paulo (Tenerife);
Saídas: Ruben Tristão (Maia), Tiago Martins (Gondomar), João Duarte (Vizela) Romeu (Fiães);

Gil Vicente
Entradas: João Pereira e João Vilela (Benfica), Rivan (Vitória St. Antão) e Mateus (Lixa);
Saídas: Tonanha (Olhanense), Sidrailson (Santa Cruz), Edson ((Santa Cruz) Leandro Netto (Leixões);

Belenenses
Entradas: Dady (Estoril) e Rui Jorge (desempregado);
Saídas: Nenhuma;

Académica
Entradas: Serjão (Portimonense), NDoye (Penafiel);
Saídas: Marcel (Benfica), Lira (Botafogo);

Naval
Entradas: Franco (Seoul), Pedro Santos (desempregado), Tiago Fraga (Grémio Anápolis) e Di Pietro (Pescara); Saídas: Glauber (Leixões), Renato (desconhecido) e Márcio Luiz (desconhecido);

U. Leiria
Entradas: Jaime (Sp. Braga), Hadson (Tabria), Hugo Costa (Rot-Weib Oberhauser);
Saídas: Alberoni (Vasco da Gama), Anderson (Metropolitano), Nené (Aves);

E. Amadora
Entradas: Bevacqua (Sp. Braga), NDaye (AS Douane), André Barreto (Wisla);
Saídas: Maxi Estévez (desconhecido), Igor (Pontevedra) e Rafael Gaúcho (Atlético Mineiro);

Penafiel
Entradas: Yan (Avaí), Juninho Petrolina (Náutico), Dill (Brasiliense);
Saídas: Marco Ferreira (Benfica), NDoye (Académica), Cristóvão (Leixões);