terça-feira, fevereiro 21, 2006

Naval: mais uma história de lutadores! (A caminhada até à Primeira)

A equipa que milita no Estádio Municipal José Bento Pessoa (10 mil lugares de capacidade máxima) foi inaugurada em 1893. Comemora este ano o seu 113º aniversário.

O reconhecimento nacional (ou pelo menos futebolístico) da equipa figueirense teve o seu auge nos anos 90 e, vem-se sistematizado, no novo milénio. Quando na temporada de 98/99 a Naval chegou à 2ª Liga, nunca antes lá tinha estado, o que a fazia ascender na senda nacional. Nessa época perspectivava-se como um verdadeiro outsider.

E, nas suas diversas temporadas neste escalão, devido à contratação de alguns jogadores franceses, adquiriu fama de “viveiro gaulês” no nosso futebol. De facto, Yannick, Costé, Baha, Valery, Tixier, Salviat, Alicarte, Vicent, Traoré, Benoit, Eric Dura e Serville foram alguns dos “craques” franceses a militar de verde e branco. A título de curiosidade, Yannick e Wender (este último brasileiro) foram os jogadores que mais longe chegaram em Portugal trazidos pela Naval.
A equipa, no seu global, conseguiu fazer performances bastante aceitáveis na II Liga chegando ao 4º posto em 02/03 e à subida em 04/05.

A temporada de 02/03 marcou também a equipa pelo facto de ter chegado às meias-finais da Taça de Portugal, sendo derrotada pelo vencedor da mesma, o F. C. Porto de José Mourinho. Sob o comando de Álvaro Magalhães, a equipa navalista, surpreendeu na eliminatória anterior o Sporting em pleno Estádio de Alvalade vencendo por 1-0. Juntando este acontecimento ao facto de a equipa ter quase subido de divisão (acabou em 4º posto, como vimos) pode concluir-se que foi uma das temporadas mais marcantes e notáveis da história do clube.

Na época passada, a da tão ansiada subida, o papel de treinador principal foi dividido por três técnicos. Após a saída de António Conceição (Toni) para o Estrela da Amadora, o Brasileiro Guto Ferreira foi a aposta da direcção de Aprígio Santos. Mas, apesar de ter preparado a equipa para a época, o brasileiro durou apenas os 2 primeiros jogos da competição. Fernando Mira (adjunto) realizou como técnico principal a 3ª Jornada abrindo caminho à chegada de Rogério Gonçalves, um técnico conceituado nas divisões secundárias, que pegou na equipa e guiou-a como timoneiro rumo à subida.

Curiosamente, começou com uma vitória na estreia ante o Gondomar à 4ª jornada. Com o grande crédito a ser a subida à Primeira Liga pelo Varzim, temporadas antes, o treinador nortenho tornou a equipa consistente, produtiva ofensivamente, com uma boa capacidade de sacrifício e garantiu a subida no 2º posto com 62 pontos. (A título de curiosidade, referir que a Naval foi eliminada da Taça pelo Sporting, na 6ª eliminatória da prova)

No próximo e último post sobre esta minha análise sobre a Naval, as inforamações centrar-se-ão na chegada à primeira liga e nos desafios que isso causa a toda a estrutura figueirense.

André Trindade