Naval: mais uma história de lutadores! (Prólogo)
Hoje decidi escrever sobre a Naval. Vamos ver no que vai dar.A Associação Naval 1º de Maio é uma equipa que realiza, esta temporada, a sua estreia no mais alto patamar do futebol nacional. Esta equipa, provinda da sempre bonita Figueira da Foz, conseguiu após 7 estações na II Liga, a ascensão para o escalão maior.
Quem me conhece, sabe que gosto de contemplar equipas pequenas. E quando se trata de uma equipa pequena que anda anos sem fim por divisões secundárias e consegue ascender à nossa liga principal, tudo se torna mais fascinante. Em poucas palavras, aprecio e admiro projectos de clubes menos poderosos que tentam ser reconhecidos a nível nacional. A sua simplicidade, capacidade de trabalho e a notável paciência para crescer sustentadamente são valores pelos quais nutro uma sincera admiração.
Nem o adepto navalista mais optimista previa à 10 anos, ainda na II Divisão B, que a sua equipa do coração estivesse hoje entre o convívio dos grandes. Isto é notável, é agradável de ser observado.
Não sei se podemos estabelecer um modelo (ou quem sabe, um paradigma) para este tipo de equipas (provavelmente seria um erro, por isso, situo-me ao nível empírico).
Mas, mesmo que o modelo avançasse, as características seriam comuns a muitas equipas. Até num aspecto muito particular: elas vão subindo de divisão em divisão mas, infelizmente, poucas se mantêm de uma forma regular e temporal na Primeira Linha do Futebol Português.
Como exemplos mais recentes, de equipas nunca antes chegadas ao escalão maior, e que não se cristalizaram na divisão maior, podem apontar-se, para além da Naval, o Moreirense, o Desportivo das Aves, o Alverca, o Campomaiorense, o Santa Clara e, mais atrás, o Tirsense ou o Felgueiras.
Esperando não prestar um mau serviço à informação, neste momento não possuo dados precisos para o comprovar como facto, digamos, “absoluto” mas, a União de Leiria, parece ser o exemplo mais recente de como uma equipa, uma vez chegada ao escalão maior, consegue nele permanecer e realizar classificações de prestígio. (a não esquecer que também o Leiria passou uma temporada na 2ª Liga, após ter estado na 1ª Liga).
Mas, para já, vou incidir a minha análise sobre a Naval. Para não tornar este post muito extenso, vou continuar noutro. Portanto, este foi o prólogo, ou seja, uma pequena introdução.
André Trindade

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