Liga 05/06: aumento de competitividade?
A competitividade do campeonato português tem aumentado progressivamentos nas últimas épocas. Multiplicam-se as explicações, desdobram-se as teorias, atropelam-se os factos contraditórios, mas muitos viram confirmada uma suspeita recorrente. A Liga 2005/06, com a despromoção de quatro equipas no horizonte, redundaria numa panóplia de emoções impróprias para cardíacos. Mais competitividade? Sim. Mais emoção? Depende das expectativas do adepto, porque a análise comparativa dos dados, à passagem da 22ª jornada, demonstra que diminiu o número de empates, logo há mais equipas a lutar pelos três pontos, mas registaram-se menos golos, o que se traduz numa aposta privilegiada nos mecanismos defensivos e em triunfos pela margem mínima.O fosso entre o primeiro e o último é maior, relativamente à época passada. Esse facto, motivado pela subida de produção pontual do primeiro classificado (o F.C. Porto lidera, agora como então, a competição, mas com mais sete pontos relativamente a 2004/05) e o último (a Académica na temporada transacta, o Penafiel este ano), contraria a noção de competitividade, é certo, mas encontra explicação no fraco pecúlio do «lanterna vermelha», que contabiliza apenas 11 pontos em 22 jogos, contra os 20 da Briosa no período homólogo de 2004/05.
Numa comparação directa entre o rendimento dos clubes da Liga portuguesa, regista-se um aumento pontual de nove dos emblemas do escalão principal. Tendo em conta que três não entram nestas contas (os promovidos E. Amadora, P. Ferreira e Naval), sobram seis que apresentam uma quebra de rendimento, acentuada na maioria dos casos. Os dois últimos, Penafiel e V. Guimarães, contabilizam menos 12 e 10 pontos, respectivamente, Rio Ave (- 6) e Marítimo (-7) encontram no meio da tabela, atrás do Boavista, equipa que somou cinco vitórias consecutivas mas que, curiosamente, tem menos um ponto em comparação com 2004/05.
No que toca a subidas, em termos pontuais, o primeiro lugar tem se ser entregue ao Nacional da Madeira, fruto do trabalho de Manuel Machado que merece referência destacada. Logo atrás dos nove pontos de «score» positivo dos insulares, em relação à época passada, surge o líder F.C. Porto, então em igualdade pontual com o Benfica, agora com mais sete pontos em relação aos 41 de 2004/05. Mas a concorrência aperta, pois todas as equipas que ocupam os lugares de acesso às competições europeias crescerem em termos de produtividade pontual: Sporting (+ 4), Benfica (+ 2), Sp. Braga (+ 4) e Nacional (+9).
1-0 chega, não é preciso mais
Se, por um lado, registam-se mais vitórias, em termos globais, mais pontos para as equipas, menos empates, não deixa de ser curioso que tal não se traduzã num registo mais positivo no capítulo dos golos marcados. Longe disso. «1-0 chega, não é preciso mais», pensarão muitos treinadores do escalão principal do futebol português. O V. Setúbal é o exemplo máximo desta filosofia, com oito das dez vitórias dos sadinos a serem garantidas pela margem mínima.
Um contributo do maisfutebol
Um abraço,
André Trindade

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