A corda na garganta...
No passado domingo, após ter chegado a casa ao final da tarde, e sem jogos dos "grandes" para ver, decidi observar o jogo que a SportTv iria transmitir entre o Vitória de Guimarães e Belenenses.A maior curiosidade foi ver em que estado andavam as duas equipas e como os reforços das mesmas se estavam a adaptar. Gostei de ver Vitor Moreno, Paíto e Wesley no Vitória. Antchouet não esteve feliz. No Belenenses observei que o lado esquerdo da defesa está entregue a um grande profissional. De facto, Rui Jorge, que admite não estar em forma, pode causar inveja a qualquer defesa esquerdo da nossa liga. São equipas com bastante historial no nosso futebol mas, para além disso, atravessam ambas, muitas dificuldades. Principalmente o Vitória. O jogo, como se sabe, terminou empatado a duas bolas. Dário e Saganowski marcaram para os da casa, Romeu e Rúbem Amorim facturaram para os do Restelo.
No fundo, foi com agrado que investi o meu tempo. Gostei da partida. O resultado acaba por favorecer o Belenenses. Mas, quem marca 2 golos fora, tem que ser premiado. Ao Vitória resta continuar a trabalhar, num jogo em que, mais uma vez, bolas ao poste e autênticos massacres ofensivos decorreram, mas também, pouca eficácia defensiva e alguma ansiedade atrapalharam os planos de Vitor Pontes. O Vitória não foi feliz, perdeu 2 pontos e, ao mesmo tempo, perdeu mais um jogo em que podia recuperar pontos. Segue em penúltimo posto com 17 pontos. O Belenenses mais aliviado segue em 13º posto com 25 pontos.
Mas, o que realmente me fez vir aqui "postar" foi a possível, ou as possíveis causas, da actual situação vitoriana. Por agora quero deixar pontos para reflexão, talvez "exagerados", sobre o estado actual de uma equipa que o ano passado conquistou uma posição europeia:
»» Errar é Humano, admitamos. Mas, Sr. Vítor Magalhaes, por menos erros, sublinho, muito menos erros, o Sr. Dias da Cunha foi-se embora do cargo de Presidente do SCP. O que o Sr. fez com a equipa técnica e o plantel que nos colocou na UEFA, foi a todos os titulos negligente! Não fiquem a pensar que não desejo que o Sr. presidente seja bem sucedido, mas como se pode acreditar?
»» Pronto, chegados a este ponto, sem equipa técnica e plantel do ano transacto, quem é que tomou as decisões de contratar jogadores e técnico? Foi a mesma pessoa? Se foi, como justifica contratar um treinador defensivo, "grosseiro" e, com um estilo de futebol "zero", contratando jogadores que perpetuam exactamente o contrário? A Revista Record lançou, de imediato, o repto: "Muitos violinistas para o bombo."
»» No fundo, onde está a grande falha? Em dispensar a equipa técnica e 70% do Plantel anterior ou em contratar uma equipa técnica pouco sintonizada com os jogadores contratados?
»» Contratar Nilson, Paiva...tudo bem! São apostas. Agora, explique-me porque acha que Palatsi estava envelhecido e sem estofo? Para que o dispensou? Pedro Espinha defendeu as redes do Vitória com muita classe e tinha mais uns anitos que Palatsi. Neno idem...
»» Exemplifiquei com guarda-redes a minha perspectiva. Não condenei as aquisições de ambos os "keepers" tal como não condeno qualquer outra contratação. Gostaria que me explicásse porque não acreditou na mesma estrutura e dispensou os serviços de gente com provas dadas.
»» Como teve coragem de admitir que, nesta altura, o Vitória ainda pode chegar à Europa? Isso, caso não saiba de teorias motivacionais, ainda pode prejudicar e destabilizar mais o grupo de trabalho.
Reitero o que disse, os pontos que referi são "obviamente" exagerados. Manuel Machado disse que saía no fim da época. Foi um homem de Palavra. Aqui poderá estar o começo do desnorte do Presidente Vimaranense. Por isso, o busílis da questão é: após a saída deste técnico quem comandou a política de contratações deste clube? De quem foi a ideia para a contratação de Pacheco?
E, sejamos realistas, o Vitória não joga assim tão mal. Para uma equipa completamente nova...Um dos problemas é a defesa e o meio-campo defensivo que não são eficazes. Falar de azar é muito subjectivo. Todos são assolados por ele. Veremos que futuro tem este histórico. Afinal, será ou não necessário o recurso ao "vidente" Alexandrino?
Um abraço,
André Trindade

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