Afinal, Portugal tem um campeonato competitivo...
É já há algum tempo para esta parte, que me deparo com uma realidade incontornável do nosso futebol, a competitividade do campeonato da II Liga.
Num país onde o dinheiro escasseia, o que se reflecte no futebol como em outras tantas actividades económicas no país, esta II liga, brinda-nos a cada fim-de-semana, com uma emotividade tremenda. As razões que explicam este fenomeno são as mais variadas. A primeira delas é claramente a falta de um nucleo de 3 equipas grandes, como é o caso do campeonato maior de portugal, o que possiblita ao ultimo classificado ir jogar abertamente ao ataque a casa do 1º classificado sem a utilização dos já vulgares "autocarros" em frante a sua baliza. Outra das razões é, e mais ligada a esta época, o facto de ser um ano de mudança e descerem 6 equipas, o que torna cada jogo uma final, para qualquer dos participantes.
Por vezes não são jogos muito bem jogados, mas os jogadores têm uma paixão imensa por este desporto e jogam-no com um gozo enorme, também a paixão dos adeptos destas equipas, muitas delas escondidas no interior, que muito dificilmente chegaram a grandes palcos, estes apoiam as suas terras incondicionalmente. Outras tantas, com problemas económicos, mas que os seus profissionais tentam mascarar com uma grande entrega ao jogo.
Não é então de estranhar que muitos clubes venham, ano após ano, recrutar atletas nesta divisão, onde os jogadores adquirem uma expriencia enriquecedora para a sua actividade profissional, e muitos deles vingam no escalão maior do nosso futebol.
Mas esta competitividade tem o seu preço, como por exemplo equipas que na época transacta lutavam para não descer, podem esta época lutar pela subida, que para alguns clubes em vez de ser um feito que poderá ajudar a colectividade a crescer, accarreta um cem numero de problemas, onde se destacam os investimentos desmedidos nas equipas de futebol, pagando depois uma factura demasiado alta, levando-os a uma situação caótica.
Em cada fim-de-semana temos em acção este campeonato, que se puderem acompanhem...não se irão arrepender.
Igor Santos
«Quando as coisas nascem tortas têm o fim que nós tivemos» (Luís Castro)
Luís Castro chama a si a responsabilidade pela despromoção do Penafiel, mas não deixa de recordar as muitas adversidades com que a equipa se deparou ao longo da época e que se revelaram decisivas para o regresso à Liga de Honra.
«
Quando as coisas nascem tortas acabam por ter o fim que nós tivemos. Assumo as minhas responsabilidades, enquanto treinador não posso virar as costas aos problemas, tenho de assumi-los por completo. Saíram jogadores fundamentais e as aquisições não foram muito felizes. As lesões também não ajudaram e no último lugar a fadiga mental toma conta da equipa», explicou o treinador dos durienses. Questionado sobre a sua permanência no clube na próxima época, Luís Castro foi evasivo: «
O clube terá certamente um futuro risonho. O Luís Castro continuará, se Deus quiser, no futebol português».Palavras de um bom treinador e, acima de tudo, de um grande homem. A humildade demonstrada na hora de assumir a responsabilidade pela despromoção penafidelense é exemplar. Sem medo de o afirmar, Castro abordou o falhanço nas contratações feitas pelo clube para "compensação" das saídas de jogadores fundamentais, mostrando de forma inequívoca que pouco ou nada interferiu na decisão dos dirigentes no que concerne à aquisição desses mesmos jogadores. Fica quase "provada" a gula de António Oliveira pelos negócios de "encher o bolso" (contratando jogadores convenientes para o mesmo), nos quais, o futebol português continua a ser tão fertil. É triste! O resultado está à vista: a despromoção.
E, neste ponto, parece-me óbvio não criticar Luis Castro. Ele assumiu a sua parte mas, nenhum treinador pode ter êxito, se a direcção não o souber ouvir e, até mesmo, respeitar. Luis Castro, nunca abandonando o barco duriense provou, mais uma vez, o seu enorme carácter e a sua enorme dignidade profissional. Não é qualquer um que o faz... naquelas condições.
Obrigado Luís Castro por mais um grande exemplo!
Um abraço,
André Trindade
(pedimos desculpa pela longa ausência de posts)
À Beira de um Mar de Primeira Água
Após alguns posts mais desenvolvidos sobre várias equipas do escalão maior, inicio no coachinside a análise, num nível mais detalhado, a uma equipa da Liga de Honra. E, para tal efeito, nada como começar pelo líder da prova, ou seja, o
Sport Clube Beira-Mar. Apesar de, como já anteriormente havia referido, gostar de seguir os percursos de equipas pequenas e menos poderosas, nunca fui um grande admirador do Beira-Mar. Não que não existissem motivos para o admirar! Venceram uma Taça de Portugal em 99 e, em termos de estabilidade técnica, deram uma lição a muitos emblemas com a manutenção de António Sousa como treinador durante seis épocas e meia. Mas, não “morro de amores” pela equipa da cidade dos ovos moles.
E, já que falo em
António Sousa, dá-me a sensação que a sua saída do comando técnico dos aveirenses originou a uma readaptação por parte dos jogadores, dos dirigentes e dos adeptos que não foi nada bem consolidada. De facto, Sousa saiu e o Beira-Mar desceu. Mas, o presente
post não vai retratar essa época irregular que ditou a descida, na qual a equipa teve quatro (!!) técnicos ao longo da competição.
Sendo assim, vou tentar analisar o Beira-Mar de 2005/2006. É importante referir que já não é o carismático
Mano Nunes a presidir ao clube aveirense. O novo
Chairman,
Artur Silva, decidiu abarcar um projecto ambicioso, no qual o grande objectivo seria o regresso ao escalão maior. Para isso contou com a colaboração de
Augusto Inácio.
O Técnico tinha uma missão impossível aquando decidiu, a poucas jornadas do fim da temporada passada, aceitar o cargo de responsável principal para manter o clube na Primeira. Mas, o Campeão Nacional em Alvalade surpreendeu o mundo do futebol e aceitou orientar a equipa na Liga de Honra do nosso futebol. Não era o primeiro treinador Campeão Nacional a treinar no segundo escalão, estando num lote dotado de raridade.
A militar na Liga de Honra as necessidades aveirenses eram diferentes. O plantel foi bem preparado pela equipa técnica liderada por Inácio. Com algumas saídas importantes, era necessário construir um grupo forte para atacar, desde cedo, a subida de divisão. Em termos gerais, eis o plantel aveirense:
Guarda-Redes: Pavel Srnicek, Paulo Sérgio e Alê (Bragantino)
Defesas: Bruno Resende, Rui Óscar, Ricardo, Jorge Silva, Alcaraz, Tininho, Ribeiro, Marco (Al Ahly) e Buba (Estoril)
Médios: Marcelinho, Luis Vouzela (Moreirense), Daniel (Marco), João Pedro (Boavista), Torrão (Leiria), Zé Roberto (Naval), Sergey Loukima (Maia), Labarthe (Internacional), Francis Ikome (Terrassa), Diakitté (Vitória de Setúbal), Carlos Gomes (Padernense)
Avançados: Artur, Rui Lima, Nicolas (At. Valdevez), Roma (At. Valdevez), Miran (St. Clara), Didi (Vizela), Val (Goiás), Nélson (Gafanha), Ricardo Katchana (Portuguesa) e Jorge Leitão (Wallshal).
Como se pode constatar, os aveirenses têm um plantel, praticamente, novo. Muitas alterações principalmente no meio-campo e ataque. Só em termos defensivos é que, aparentemente, a equipa se reforçou menos mantendo a mesma estrutura. Conseguiram-se bons reforços no inicio da temporada com destaque para
Zé Roberto,
Vouzela (a meu ver o melhor jogador da equipa),
Torrão ou
Roma (melhor marcador da equipa neste momento), entre outros. Quanto a
Buba,
Ikome,
Diakitté,
Carlos Gomes,
Jorge Leitão são alguns dos importantes reforços de Janeiro. Jorge Leitão, ex-emigrante em terras de Sua Majestade mostra-se um avançado com bastante qualidade. Diakitté é um centro-campista de raça, força e carisma. O ex-setubalense, agora com ordenados em dia, mostra-se muito útil para a equipa de Inácio. Francis Ikome é um velocista precioso.
Todavia, a equipa é líder em
3 indicadores. Mais vitória, mais empates e menos derrotas na Liga de Honra. Muito embora seja a com mais vitórias, é também, a com mais empates mas, isto é dicipado, com apenas uma derrota nesta temporada. Sem dúvida, aqui se denota a consistência defensiva aveirense que, ao cabo de 26 jogos, encaixou apenas 15 golos.
Inácio e os seus pupilos estão lançados rumo à primeira liga. A equipa está em 1º lugar com 51 pontos resultado de
13 vitórias,
12 empates e
1 derrota. Leva 33 golos marcados e 15 golos sofridos.
Tentando fazer um onze base, o que é difícil devido às contratações de Janeiro (pois algumas vieram para titulares), vou arriscar...
Na baliza
Srnicek, à direita da defensiva
Ricardo, centrais
Marco e
Jorge Silva, na esquerda
Tininho. Meio campo com 4 homens:
Vouzela,
Diakitté,
Ikome e
Zé Roberto. Na frente:
Roma e
Rui Lima (ultimamente com
Jorge Leitão).
Nunca sabendo o que o futebol nos reserva, temos um Beira-Mar com pujança e estrutura para se lançar novamente ao escalão maior. Mas lá está, nada está garantido...
Um abraço,
André Trindade
Era uma vez o liverpool...
Mas que jogo! Anfield um palco mitico e ideal para mostrar à europa do futebol se o benfica estaria na senda extreminadora, e confirmou-se.
Com a ausencia de petit, o benfica temia pelo bombardeamento inglês, mas os jogadores não viraram a cara a luta. O liverpool começou o jogo ao ataque, com constantes solicitações para a "torre" crouch, que embora seja tosco, dá muito trabalho. Com Gerard a comandar as tropas mas com falta de criatividade, conseguiu varias ocasiões de golo, nas quais crouch teve o ponto alto ao falhar na cara de morreto o 1-0. o benfica na primeira parte teve uma grande jogada que poderia dar golo, mas a barra impediu tal feito. E aos 36 minutos numa perda de bola da defesa do liver, nuno gomes tabelou com Simão e o capitão num golo pleno de antologia desfeitiou Reina, que deixou em delirio os benfiquistas e á beira de um ataque de nervos Rafa Benitez.
Na segunda parte o liver tentou entao o tudo por tudo, mas criando menos perigo do que na 1ª, destaca-se uma bola ao poste, e uma defesa espectacular de moretto. Mas o benfica sabia guardar bem a bola e enervar os ingleses, e numa jogada de contra-ataque Miccoli, pleno de oportuninade efectuou um golo soberbo atraves de um gesto tecnico irrepreensivel, e que matou o jogo já perto do fim.
A equipa do liverpool, embora precisasse de ganhar, entrou com o seu 4-4-2 habitual. Reina na baliza, raras vezes foi chamado a intervir, mas encaixou 2 golos que foram obra! Na direita Finan, sempre muito certo, na marcação a simão falhando no momento chave que valeu um golo, mas os seus cruzamentos sao perigosissimos; no lado oposto Warnock, grande surpresa, este ingles, sobe bem, mas para marcar Robert tambem não foi preciso muito, não se deu por ele. No eixo defensivo Carrengher, um habitue, sempre seguro, embora descurando por vezes de defender, e ao seu ladoTraoré, o premiado pelo jogador mais limitado tecnicamente, é um arrepio vê-lo jogar, cada vez que tocava na bola a defesa tremia. No meio campo Xabi alonso, é um estrondo, defende, ataca, remata, passa, enfim o mais esclarecido do liverpool, e ao seu lado com a messão de municiar o ataque, Gerard teve em dia não, nem os livres lhe saiam bem. Nas alas, Kewel foi presa facil para Alcides e Luis Garcia, foi autenticamente "metido no saco"pelo baixinho Léo. Na frente, Morientes bem tentou mas não conseguiu furar a barreira, e crouch conseguiu furar mas não conseguiu acertar com a baliza. Enfim uma equipa sem ideias.
O benfica, não se remeteu a defesa, e desde logo se viu isso pelo onze imposto em campo, jogando 4 para 4 no na defesa, e com uma linha de combate ajudada por Nuno Gomes que fazia a transição defesa ataque. Morreto foi o gurda-redes, por vezes ao papeis, mas conseguiu segurar as suas redes inviolaveis com um punhado de boas intervenções. Na direita Alcides, nunca será lateral, mas faz muito bem o lugar, com velocidade, mas falta-lhe alguma clarividencia na altura de sair a jogar; na esquerda Léo, este mago do futebol continua a deslumbrar nos campos por onde passa, segurissimo, não temendo ninguem, tentou na parte final impor calma à equipa do benfica aparecendo em zonas de construção e finalização; o centro defensivo foi a chave para o sucesso, de um lado Luisão, a classe de um defesa central talhado para os grandes palcos, a voz de comando da defesa, do outro Anderson, um brasileiro de muita qualidade, exímio no desarme sem fazer falta, tem uma boa tecnica pondo a bola jogável com grande qualidade. No centro do meio campo Beto, este artista da bola que corre, corre, corre, mas não consegue fazer um passe correcto, se se preocupar em apenas destruir tornarse-á melhor jogador; ao seu lado M.Fernandes, este diamante que está a subir de forma jogo após jogo, tentando com N.Gomes organizar o jogo benfiquista. Na direita o desinspirado Robert, mas que numa jogada de mestre poderá fazer a diferença, não esteve nos seus dias; no lado oposto Simão, o capitão, pondo a sua experiencia ao serviço do benfica em segurar a bola com mestria e aquele golo fenomenal. No centro do ataque o "soneca", esteve bastante acordado, sempre atento tentando descobrir o melhor caminho para o golo, um jogo de grande esforço e dedicação. Uma palavra também para os suplentes Karagounis que é intratável na forma como segura a bola e depois como a deixa jogável, com passes teleguiados, e para Miccoli, o rato atómico, que está sempre no sitio certo e com aquela tecnica é um crime deixá-lo de fora.
Quem parará este Benfica!!!
Igor Santos
Demolidor!!!
Depois de um jogo electrizente em Sampford bridge, o barcelona tinha tudo para seguir em frente, e josé Mourinho a maior prova de fogo da época. Com mind games desde o inicio esta eliminatória, esta caracterizou-se pela nervosismo, picardia, mas acima de tudo uma imensa vontade de ganhar.
Tacticamente falando, as duas equipas com um esquema que encaixava na perfeição, com um 4-3-3, que não surtio os efeitos desejados para os lados do chelsea. Os ingleses apresentaram-se com chech na baliza, depois com um queteto defensivo com Gallas à esquerda, na marcação a messi. O frances, sendo um central de raiz, não conseguiu desequilibrar ofensivamente, tendo dificultade nos passes a lançar o ala esquerdo, visto que eram feitos com o pé direito de dentro para fora, também por culpa de messi, já que o argentino é um quebra-cabeças para qualquer defesa. Os centrais R.Carvalho, e Terry, sendo que carvalho pegava etoo. Do lado direito estava P.Ferreira, que investia no ataque com bastante preserverança, jogando com J.Cole, que flectia para o meio, dando mais uma linha de passe. No meio campo residiu a chave do jogo, Macalélé, pegava Motta, bem marcado, e Lampard marcava Deco, com a imprevisibilidade do portugues, lampard não teve espaço para investir no ataque, chegando a parecer que este fazia uma linha defensiva com macalélé. Robben fazia as despesas de playmaker, ficando sem o apoio de lampard, o holandes promovia sistematicas permutas com duff, mas sem suceso, ambos estavam desispirados, J. cole na direita, aproveitando a subida de P.Ferreira, flectia para o meio para ser mais uma unidade no ataque ao lado de drogba, este costa-marfinense, fazia de pivot nos pontapes de baliza e jogava com um dos medios.
A equipa do barça, tinha movimentações habituais, mas que desequilibravam a olhos vistos, na baliza valdés, no eixo defensivo Puyol que pegava em drogba, e Marquez.Do lado direito Oleguer que nunca será um lateral direito, mas que devido a fraca produtividade de duff, teve espaço para atacar criando varias ocasiões passiveis de golo. Do lado contrário, Gio, este holandes sobe muito bem e joga com Ronaldinho de olhos fechados, fazendo combinações assemelhadas a malabarismos. No miolo do terreno Edmilson pegava Robben, Deco pegava Lampard, e era o portugues que pautava o jogo ofensivo, ficando Motta, na cobertura ofensiva, tendo bastantes oportunidades para visar a baliza adversária. O trio atacante era Messi na direita, que flectia para o meio e trocava com Ronaldinho na esquerda, fechando deco na direita. Ronaldinho que é ambidestro, andava pelo campo todo, criando dificuldades a P.Ferreira, que não sabia qual o lado que poderia deixar descobeto. No meio Etoo, o camarones, tem uma moblilidade e velocidade incrivel, recebendo bolas de todas as frentes.Um perigo constante.
O jogo não foi muito espectacular, o barcelona conseguiu controlar o jogo a seu belo prazer e ainda teve as melhores oportunidades, trocava a bola no meio campo adversário, com rapidez e precisão, onde os jogadores do chelsea andavam constantemente "á rabia". Ja o chelsea não conseguia articular as jogadas ofensivas, lampard muito recuado e robben desapoiado, não conseguiam destribuir o jogo, duff não conseguia driblar com sucesso, nem imprimir velocidade ao jogo, no qual drogba era uma ilha no oceano do barça. O golo do barça surgiu com alguma naturalidade depois de uma bela jogada de Ronaldinho rodiado de adversário, e aguentando uma carga de R.Carvalho, desfeitiou Cech.Etto ainda mandou uma bola ao poste, mas foi o chelsea que marcou, para la do minuto 90, com um penalti cobrado por lampard.
Temos aqui um dos maiores candidatos a conquistar a prova.
Igor Santos
BRIOSA!!
A Académica funciona como uma família e estes jogadores para mim são os melhores mundo,
Nelo Vingada
O melhor do U.Leiria!
João Bartolomeu aproveitou o jogo de ontem [domingo] frente à Académica de Coimbra para apresentar o seu mais recente reforço. É português, chama-se
Pedro Alexandre Garcia, nasceu a 03-06-1974, nas horas vagas é construtor civil e é natural de Lisboa.
No jogo de ontem [domingo], na primeira parte jogou a lateral esquerdo passando na segunda parte a jogar a ala direito, mostrando assim os seus dotes de polivalência. Esteve excelente principalmente no capítulo defensivo, onde "tirou" um golo limpo aos estudantes, e conseguiu arranjar ao longo de todo o encontro faltas a favorecer a sua equipa.Na segunda parte, já a jogar na posição de ala arrancou a ferros um livre directo que o seu companheiro não conseguiu concretizar.
Foi uma má estreia para o reforço de Março apresentado por João Bartolomeu, mas esperamos que nos jogos seguintes venha a conseguir mostrar os seus dotes de goleador.Tem uma bota de ouro à espera dele, ou será um apito dourado?
simplesmente.briosa.net
André Trindade
Mais uma vez... o Special One
Estou a ler o livro «Mourinho, Porquê tantas vitórias?», redigido por quatro académicos licenciados em Desporto e lembrei-me de proporcionar aos participantes deste blog alguns momentos de leitura indubitavelmente interessante e credível.
Apesar deste blog ter por base as nossas opiniões pessoais, as nossas pesquisas, os nossos “recortes” jornalísticos, entre outros desabafos, sabe sempre bem presentear-vos com palavras do nosso Special One. As frases são inteiramente retiradas do livro acima referido e contêm críticas, roturas e desabafos de José Mourinho sobre diversos assuntos relacionados com a metodologia de treino. Deliciem-se...
«Testes físicos?! É uma questão de crença. Eu não acredito... Treinos de conjunto?! Não faço. Não utilizo programas individuais de musculação. O ginásio e as máquinas de musculação são para o departamento médico. O dito treino integrado e a minha metodologia de treino não têm a mínima relação... a não ser a presença da bola! A maioria dos treinadores não pode dizer que precisa do tempo que diz precisar para ter sucesso numa equipa. Quer dizer, se calhar até precisa... porque se perde tempo com questões que não a organização do jogo. Sei que é muito mais fácil treinar segundo os conceitos tradicionais do que desta forma. Porque treinar destra forma obriga a pensar como sistematizar. Por exemplo, este livro vai ser um livro fantástico, mas não vão ser muitos os treinadores de formação tradicional que, mesmo lendo-o cinquenta vezes, vão conseguir extrair deles coisas produtivas para o seu trabalho, porque não conseguem sistematizar a partir daí. É muito mais fácil trabalhar da maneira tradicional: tenho um preparador físico e digo-lhe «tens 45 minutos para trabalhar a resistência», e ele manda os jogadores correr, fazer séries e alongar. Quando dá conta já passaram os 45 minutos e já só falta meia hora... «Bem, meia hora, jogamos à bola!»
«Em Portugal joga-se à quarta-feira e pede-se para que o jogo do campeonato passe para segunda-feira. Mas treina-se quinta, sexta, sábado e domingo. É um absurdo!»
«A equipa que eu desejo é aquela que, num determinado momento perante uma determinada situação, todos os jogadores pensam em função da mesma coisa ao mesmo tempo. Isso é que é jogar como equipa. Isso é que é ter organização de jogo.»
Voltarei a este assunto.
Um abraço,
André Trindade
O" tio Sam" e o Soccer
Estados Unidos da América, uma das maiores potenciais mundiais em termos economicos, politicos e melitares. Desportivamente molda atletas para os mais variados desportos, desde todas as modalidades dos jogos olimpicos bem como para futebol americano, basquete e basebol. Mas algo que não os atrai muito é o chamado
Soccer. Durante muitos anos esta patria não deu cartas no panorama futobolistico Mundial, mas de há uns anos para cá, tem-nos demosntrado que há mais para la de bush e companhia. O "bum" deu-se com a Realização do campeonato do mundo de 1994, onde os jogos que entravam pela madrugada dentro abriam o apetite de muitos amantes do desporto rei. Aí começaram a formar-se os grande jogadores Americanos Na baliza havia Meola, um diabo em pessoa, muita mistica entre os postes, com uma segurança incrivel e foi durante muitos anos o esteio desta selecção, como o jovem Brad friedl, nomes como Lallas, o ruivo, Tab Ramos, Jeff Agoos, Jonh Harkes, Ernie stewart,Joe Max-Moor,Eric Wynalda e Cobi Jones, fazima as delicias dos adeptos mais a tentos es esta selecção de desconhecidos. Embora jogassem em casa ficaram apenas pela 1ª fase.
Em 1998, foi uma grande decepção, não tendo muitos pregaminhos, ficou em ultimo lugar no mundial, num grupo não muito dificil mas desorganizado e com jogadores pouco exprimentados, comandados por Steve Samson revelando apenas Eddie Poppe, Reyna e Mcbride.
No mundial seguinte,98, estava reservado o ponto de viragem, estava reservado para a coreia e para mal dos nosso pecados contra portugal. Os pupilos de Bruce Arena Desbarataram Oliveira e companhia em Suwon , mostrando ser uma selecção com cultura tactica, qualidade na posse de bola, conhecimento do adversário e jogando com o factor surpresa, provocaram uima pequena gracinha para o mundial e abrindo o apetite paro novas competições, deixando de ser apenas os artistas da Golden Cup. Revelaram gurda redes kessey keller, os defesas Hejduk e Mastroeni, o medio Beasley, uma autentica gazela pelo flanco direito que serpenteia os defesas com grande classe, o "stopper" O`brien e os avançados Donovan, um verdadeiro artista com a bola nos pés, faz todas as posiçoes do ataque, distribui, marca golos, cabeceia, é um autentico regalo vê-lo jogar e Mathis, um ponta de lança com faro de golo, com grande poder de desmarcação.
Na Alemanha as espectativas são maiores e cada vez mais jogadores estarão na calha para mostrarem o seu valor, como o ja comparado a péle Freddy Adu, Eddie Jonhson, e o defesa Onyewu, entre outros que poderam lançar as suas carreiras europeias nesta montra de estrelas.
Igor Santos
Péle e Maradona insubstituiveis?
O campeonato da europa é muito competitivo, e é apelidado como o campeonato do mundo sem Brasil e Argentina. Estas duas nações tao semelhantes a nivel tecnico, mas tão diferentes a nivel de propaganda futebolistica. No brasil o futebol é vivido muito apaixonadamente, mas com as devidas distancias, é um tipo de futebol mais lento, mais elaborado, enquanto o futebol argentino, baseia-se também na tecnica, mas com uma velocidade, uma paixão, uma raça, um competitividade irrepeensivel. Ambas tem em comum a formação de fornadas de cracks, de onde vieram os icones Pelé e Maradona; o peimeiro um desportista no seu pleno, trabalhador, dedicado, o segundo o oposto rebelde na forma como se comportava na vida, exprimentando todo o tipo de substancias, mas que não beliscava a sua extrema tecnica. Ao passar dos anos tem se especulado bastante para quando um jogador ao mesmo nivel destes foras de serie, mas...este tipo de pressão só dificulta a integração dos jovens na europa.
Começando pelo brasil, têm se feito eternas comparações ao rei pelé, mas nenhum atingiu o seu estrelato, falou-se de Ronaldo, Diego, Robinho, ronaldinho gaúcho, kaká, entre outros. Embora todos sejam estrelas de top, e tenham ganho prémio de melhor jogador do mundo por duas vezes como Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho, mas falta sempre algo para vingar. Muitos deles parecidos com pelé nas origens, humildes, mas hoje em dia com os factores extrafutebol como os patrocinios, as publicidades, os empresários, dificulta uma melhor dedicação ao seu trabalho principal...mesmo assim o brasil tem varias selecções passiveis de ganharem o campeonato do mundo.
A Argentina é um caso que me deixa apreensivo, já que é uma pátria que lança cracks para todas as posições todos os anos, mas não tem conseguido materealizar em vitorias, não ganhando uma competição de senires ha alguns anos. Como no caso brasileiro, o caso argentino sofre sempre da comparação com maradona, um caso "patrocinado" por
El Pibe, que cada vez que sai um virtuoso para a europa, tem sempre tendencia em dizer"este será o meu sucessor". Maioritariamente a sairem de boca e river, os jogadores argentinos de nivel mundial, tem sempre o problema de terem um feitio muito especial, grande capacidade tecnica, mas com pouco profissionalismo. Casos de Ortega, Verón, Aimar, Teves, Riquelme, Saviola, Dalessandro, e por Ultimo Messi. Com este nucleo de jogadores de certeza que existiria espectaculo garantido. Riquelme e Saviola, passaram por Barcelona mas sem grandes feitos, sendo emprestados ano após ano, D´Alessandro perdeu-se quando veio para a europa, escolhendo o Wolfsburgo para explanar o seu futebol, Véron e Ortega ja tiveram os seus tempos aureos, e Aimar anda a arrastar-se no valencia, sem conseguir segurar a titularidade. Parece que Messi que veio para a europa aos 13 anos!!! será o que evoluirá melhor, com uma altura semelhante a maradona, canhoto inclusive, tem uma tecnica tremenda, e está em risco de aos 18 anos ser titular da selecção azul celeste no campeonato do mundo.
Maradona tem-se referido a cada um destes nomes, capazes de chegarem onde ele chegou, mas com Messi, diz que nunca viu jogar ninguem como ele....
Vamos ver se estes elogios todos não prejudicam
El Chico.
Igor Santos